O que oferecem seis camisas que entortam varal nesta Libertadores

Peñarol, Estudiantes, Nacional, River Plate, Atlético Nacional e San Lorenzo têm uma rica história na competição sul-americana

Há vários exemplos de campanhas, em competições mata-mata, de equipes pobres tecnicamente que foram em frente na base da raça, da torcida e da tradição. É o que chamamos de camisa tão pesada que enverga varal, clubes que não tem medo do sucesso porque já o conhecem muito bem, mesmo que seus jogadores não tenham tido a oportunidade de beber da fonte da glória. Em nenhuma competição relevante isso acontece tão frequentemente quanto na Libertadores.

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A edição cuja fase de grupos começa nesta semana tem seis clubes não-brasileiros que carregam uma histórica rica e pelo menos um título em seus escudos. Seis clubes que conhecem o caminho das pedras que leva ao título da Libertadores, um caminho irregular, incomum e cheio de armadilhas. Algum deles conseguirá repetir o sucesso em 2017? Vamos descobrir.

Peñarol (1960, 1961, 1966, 1982, 1987)
Forlán, do Peñarol
Forlán foi campeão com o Peñarol, no meio do ano passado

Entre camisas pesadas, poucas são tão tradicionais quanto a do Peñarol, o bicho-papão da primeira década da Libertadores. De 1960 a 1970, conquistou três títulos e chegou a três finais. Com mais dois troféus na década de oitenta, o clube uruguaio é o terceiro colocado na lista de maiores vencedores da história da competição, atrás do Boca Juniors e do Independiente. Faz tempo, é verdade, mas vale sempre ficar atento: em 2011, por exemplo, eliminou Internacional, Universidad Católica e Vélez Sársfield, antes de perder a final para o Santos.

Desde então, no entanto, vem encontrando uma certa dificuldade para sequer passar às oitavas de final. Em quatro participações – não jogou 2015 -, ficou em terceiro ou em quarto lugar do seu grupo. Desta vez, caiu em uma chave equilibrada, ao lado de Palmeiras, Jorge Wilstermann e Atlético Tucumán, e tem condições de se classificar, se conseguir aumentar o nível do seu futebol.

Porque 2016 foi um ano de altíssimos e baixíssimos para o Peñarol. Em junho, os carboneros conquistaram o Campeonato Uruguaio pela 50ª vez, com Diego Forlán no comando, e em dezembro, tiveram que explicar a péssima campanha no Torneio de Transição, em que conseguiram apenas quatro vitórias e três empates, com oito derrotas e a penúltima posição do certame. Não chegaram a correr risco de rebaixamento porque o descenso foi definido pela média de pontos da edição excepcional do Uruguaio junto com os três torneios anteriores.

A pior campanha em 22 anos do Peñarol foi conduzida pelo interino Fernando Curuchet, depois que Jorge da Silva pediu demissão, em outubro. Evidentemente, a diretoria do Peñarol realizou mudanças no comando técnico e trouxe Leonardo Ramos. Ramos, 47 anos, conquistou o Campeonato Uruguaio de 2014, com o Danubio, clube que dirigiu até ano passado, antes de tentar a sorte no Chile. Foi lanterna do Clausura chileno com o Unión La Calera e retornou imediatamente ao Danubio, chegando em um honrado terceiro lugar no Torneio de Transição.

Os resultados melhoraram: o Peñarol está invicto no Campeonato Uruguaio após quatro rodadas, sem ser vazado nenhuma vez. Goleou o Montevideo Wanderers, vice-campeão do Transição, por 4 a 0, mas empatou, em casa, com o Boston River, que acabou de chegar da segunda divisão. Ainda é uma equipe em formação, tentando encontrar o melhor caminho para justificar sua tradição na Libertadores.

Estudiantes de La Plata (1968, 1969, 1970, 2009)
Veron jogaria a Libertadores de 2017, competição que foi campeão em 2009 com o Estudiantes
Verón está de volta!

Juan Sebastian Verón, presidente do Estudiantes de La Plata, fez uma promessa: se os torcedores comprassem mais de 65% dos ingressos para a Libertadores, voltaria a jogar, mesmo aos 41 anos. E não é que eles compraram? Verón, homem de palavra, cumpriu o que havia prometido e se contratou como o novo-velho reforço do clube que ele tentará conduzir à glória continental mais uma vez. O pai de Verón, Juan Ramón, foi o motor do temido Estudiantes do final dos anos sessenta, tricampeão da Libertadores em quatro finais consecutivas, e o filho, Sebastián, voltou da Europa para honrar a tradição do seu genitor, sendo o craque da Libertadores que a equipe de La Plata conquistou em cima do Cruzeiro, em 2009.

Nelson Vivas, chefe, funcionário e companheiro de Verón na Copa do Mundo de 1998, é o atual técnico do Estudiantes, que começou o Argentino voando, com oito vitórias e dois empates nas primeiras dez rodadas. E aí, a coisa desandou com classe: derrotas para San Martín de San Juan e Defensa y Justicia, além de um empate, em casa, com o Talleres Córdoba. Também perdeu para o Banfield, quinto colocado, e comemorou o Natal na quarta posição, com a cabeça quente.

Não dá para dizer qual equipe, a das primeiras dez rodadas ou das últimas quatro, estará na Libertadores porque o Estudiantes disputou apenas amistosos neste começo de ano, graças à grave do futebol argentino. Dentro do que se pode deduzir a partir de jogos que não valem nada, os resultados não são os melhores, com derrotas para Boca Juniors e San Lorenzo, empate com o Huracán e uma magra vitória sobre o Bahia, pela Flórida Cup.

Há experiência no elenco além de Verón. Lucas Viatri, que chegou a pintar como um atacante razoavelmente promissor no Boca Juniors, é o artilheiro da equipe, com sete gols em 12 partidas no Argentino. A defesa tem Desábato e Aguirregaray, vice-campeão sul-americano com o Peñarol, em 2011. Augusto Solari, embora ainda tenha 25 anos, venceu a Libertadores com o River Plate. Rodagem para complementar a juventude de Santiago Ascacibar, o volante que esteve no Rio de Janeiro, com a seleção olímpica, e promete se tornar um grande jogador.

Desde o título, em 2009, o Estudiantes disputou a Libertadores apenas três vezes e, pelo menos, passou ao mata-mata em todas elas, parando duas vezes nas oitavas de final, e uma nas quartas. Para manter essa escrita, terá que ralar: caiu no grupo do atual campeão Atlético Nacional, do Botafogo, e do Barcelona de Guayaquil. Mas quem sabe La Brujita não faz umas mágicas para ajudar o Estudiantes a alcançar mais uma grande campanha sul-americana.

River Plate (1986, 1996, 2015)
Marcelo Barovero (Goleiro, 31 anos, River Plate) – Um dos melhores de sua posição no futebol argentino, ajudou muito na conquista da Libertadores, além de ter sido o melhor dos millonarios no Mundial. Sem nunca ter atuado por equipes de fora do país, possui contrato até julho, apenas.
O River foi campeão da Libertadores, em 2015

A principal força do River Plate, penúltimo campeão da Libertadores e detentor de três títulos no total, é a continuidade. Marcelo Gallardo comanda o futebol dos Millonarios desde 2014, e não dá para reclamar dos resultados que alcançou nesses dois anos e meio de trabalho: além do título sul-americano, venceu a Copa Sul-Americana, a Copa da Argentina e duas edições da Recopa Sul-Americana. Desta vez, porém, encara um novo desafio e estreia na Libertadores sem testar sua equipe apropriadamente em partidas oficiais.

O futebol argentino está em greve, e o campeonato nacional, paralisado na 14ª rodada, disputada uma semana antes do Natal. Os clubes estão disputando amistosos para se manter em atividade. Caso do River, que enfrentou o São Paulo e o Vasco na Flórida Cup, venceu o Boca Juniors, em um torneio de verão, e emendou três empates seguidos em amistosos contra Dallas, San Martín e Independiente Rivadavia. O resultado do único duelo oficial que encarou foi ainda pior: perdeu por 3 a 0 para o Lanús, na Supercopa Argentina.

No entanto, como avaliar o River Plate com tão poucas partidas para valer? Gallardo também não consegue. “É prematuro fazer um balanço de onde estamos, já que o campeonato ainda nem começou”, disse, em entrevista ao Clarín. “Esperava pelo menos três ou quatro rodadas neste momento. Exceto o jogo contra o Lanús, disputamos amistosos aos quais não dou o mesmo valor porque se joga por nada. O nível de tensão é outro. Ao mesmo tempo, essas partidas de preparação servem para tirar conclusões e, sendo assim, não encontramos o funcionamento que gostaríamos de ter”.

A principal preocupação de Gallardo é que seu time terminou mal o ano passado, tanto em resultados quanto em desempenho. Ganhou apenas do Huracán e do Olimpo nas sete rodadas anteriores à pausa de fim de ano e ocupa a sétima colocação do Campeonato Argentino. Em sua análise, o problema está  na criação de jogadas no último terço ofensivo, no último passe e na conclusão. “Falta-nos um clique. Esse é o resumo. Temos que encontrar essa nota musical que dê início a uma boa sequência”, afirmou.

A boa notícia é que Lucas Alario está próximo de se recuperar da lesão que contraiu contra o Vasco da Gama. O atacante de 24 anos, considerado pelo técnico da seleção, Edgardo Bauza, como o “futuro da Argentina”, já recusou uma proposta da China e é o jogador mais valorizado do elenco de Gallardo, autor do primeiro gol da vitória por 3 a 0 sobre o Tigres, no jogo decisivo da última Libertadores conquistada pelo River Plate. Ele disputou alguns minutos contra o Talleres de Córdoba e está sendo preparado para encarar com força total o Independiente Medellín, em 15 de março, estreia dos Millonarios na competição sul-americana.

Nacional (1971, 1980, 1988)
Ronaldinho Gaúcho na sua estreia pelo Fluminense (Foto: Jorge Rodrigues/Trivela)
O Nacional tentou contratar Ronaldinho Gaúcho para a Libertadores (Foto: Jorge Rodrigues/Trivela)

Se as glórias do Peñarol estão no passado, as do Nacional, mais ainda. Desde o último título, em 1988, o tricampeão tornou-se uma equipe pródiga em ser eliminada nas oitavas de final – cinco seguidas entre 1997 e 2001 -, e a melhor campanha foi a semifinal de 2009, eliminando o Palmeiras, nas quartas. Acabou sendo derrotado pelo eventual campeão Estudiantes na disputa por uma vaga na decisão.

A última campanha foi bastante honrosa. Ficou à frente do Palmeiras na fase de grupos e eliminou o Corinthians, nas oitavas de final, antes de ser eliminado pelo Boca Juniors, nos pênaltis, depois de dois empates por 1 a 1. A equipe era treinada por Gustavo Munúa, 39 anos, em seu primeiro trabalho como treinador. Apesar de ter conseguido enfrentar gigantes do continente de igual para igual, perdeu o emprego depois de uma sequência de resultados ruins no final do Clausura do Campeonato Uruguaio. Afinal, os tropeços custaram o título. Na 11ª rodada, o Nacional era terceiro colocado, a dois pontos do líder Peñarol, mas conseguiu apenas um ponto nos últimos quatro jogos e acabou em quinto lugar.

Mas os sinais positivos da Libertadores seriam confirmados no Campeonato Uruguaio de Transição, no segundo semestre do ano passado, conquistado pelo Nacional, com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado. O comando técnico foi assumido por Martín Lasarte, que foi bicampeão nacional com o clube, entre 2005 e 2006, e treinou a Real Sociedad, na segunda divisão, em 2009/10. A campanha do 46º título uruguaio foi quase irretocável: 11 vitórias, um empate e três derrotas.

O Nacional manteve a maioria do seu time para esta temporada, com alguns acréscimos, todos da zona de rebaixamento do Campeonato Equatoriano. O goleiro Johan Padilla chegou para o lugar de Adrián Bone, contratado pelo Independiente del Valle, atual vice-campeão da Libertadores, acompanhado pelo volante Jonathan Borja. Ambos defendiam o Aucas, penúltimo colocado do Equador. O lanterninha da competição – no saldo de gols – foi o Mushuc Runa, que negociou Carlos Quintero com os uruguaios. Apesar da campanha ruim da equipe, Quintero, 34 anos, foi o segundo maior artilheiro do certame, com 22 gols.

Ainda houve a possibilidade de contar com Ronaldinho Gaúcho, mas esse delírio foi descartado no momento em que o Nacional percebeu que não tinha bala na agulha para tudo isso. De qualquer maneira, parece forte o bastante para tentar chegar mais uma vez às oitavas de final. Está no grupo da Chapecoense, ao lado do Zulia, da Venezuela, e do Lanús, da Argentina. A partir daí, a sorte do Nacional fica nas mãos do sorteio.

Atlético Nacional (1989, 2016)
Jogadores do Atlético Nacional comemoram o título da LIbertadores 2016 (AP Photo/Dolores Ochoa)
Jogadores do Atlético Nacional comemoram o título da LIbertadores 2016 (AP Photo/Dolores Ochoa)

A camisa verde carrega dois títulos de Libertadores e o carinho de muitos brasileiros, comovidos com o apoio e a solidariedade que o Atlético Nacional direcionou à Chapecoense, depois do acidente aéreo de Medellín, ano passado. Foi mais temido na Libertadores no final dos anos oitenta, quando chegou duas vezes às semifinais e conquistou um título, com o bônus de um vice-campeonato, em 1995, e, no total, um currículo de 15 troféus do Campeonato Colombiano. Seu 2016 foi quase perfeito: venceu a Libertadores, chegou à final da Copa Sul-Americana, levantou a Copa da Colômbia e poderia ter ido além das semifinais do Colombianão se não tivesse que enfrentar o Santa Fé sem seus principais jogadores, que já haviam viajado para a disputa do Mundial de Clubes, no Japão.

Tanta glória nunca passa impune, e o Nacional acabou sendo vítima do próprio sucesso. Nas duas partidas da decisão da Libertadores contra o Independiente Del Valle, menos de um ano atrás, Reinaldo Rueda utilizou 16 jogadores, entre titulares e reservas,e  sete foram embora – além de Jonathan Copete, que era bastante utilizado e assinou com o Santos antes das semifinais. E não foram quaisquer sete que foram embora: a barca zarpou de Medellín com os principais jogadores da equipe, entre eles, os mais jovens, promissores e próximos do auge da carreira.

Saíram Davinson Sánchez (20 anos), Berrío (26), Marlos Moreno (20), Borja (24) e Sebastian Pérez (23). Alejandro Guerra (31) foi para o Palmeiras depois de ter sido eleito o melhor jogador da Libertadores. E Mejía (28) transferiu-se para o León, do México. Quem ficou? Jogadores envelhecidos, como Daniel Bocanegra (29), Macnelly Torres (32) e Diego Arías (31), e alguns mais jovens que foram mais reservas que titulares, casos de Ezequiel Rescaldani (24) e Andrés Ibargüen (24). O próprio técnico Reinaldo Rueda apareceu no Centro de Treinamentos pela primeira vez em 51 dias apenas na semana passada, pois recupera-se de uma cirurgia e ainda não retomou os treinos.

Os verdolagas trouxeram três jogadores experientes. O volante Edwin Valencia (31 anos) retorna à Colômbia após dez anos no futebol brasileiro. O meia Aldo Leão Ramírez (35) começa sua terceira passagem pelo Atanasio Girardot, depois de defender três equipes mexicanas. E o atacante Dayro Moreno (31), que estava no Tijuana e já defendeu o Atlético Paranaense, em 2007, é a esperança de gols. O veterano já foi campeão da Libertadores com o Once Caldas e esteve na Copa América do Centenário, com a seleção colombiana. Tem sido constantemente um dos principais artilheiros do Campeonato Mexicano: 12 gols no Apertura-2016 (artilheiro, ao lado de Mauro Boselli), oito no Clausura-2016, 12 no Apertura-2015 e oito no Clausura-2015. O Atlético Nacional ainda fez três apostas em atletas jovens: o zagueiro Jeison Palacios, que estava no Atlético Bucaramanga, e a dupla ofensiva do Fortaleza CEIF, formada por Óscar Franco e Mariano Vázquez.

Desde o comando de Juan Carlos Osório, que começou em 2012, o Atlético Nacional tem conseguido manter um padrão de desempenho e estilo de jogo, apesar da troca de peças, embora esta tenha sido uma profunda reformulação. Até agora, tudo certo no Campeonato Colombiano, com quatro vitórias e dois empates em seis rodadas disputadas. Mas está tudo diferente no atual campeão sul-americano, e a palavra de ordem é renovação.

San Lorenzo (2014)
Leandro Romagnoli – San Lorenzo, 34 anos Revelação dos Cuervos em 1998, surgiu como um dos muitos camisas 10 argentinos. Não conseguiu ser tudo que se esperava dele, mas é ídolo do San Lorenzo, que defendeu até 2005 e voltou em 2009. Levantou a taça da Libertadores em 2014 (Foto: AP)
Romagnoli não conseguiu ser tudo que se esperava dele, mas é ídolo do San Lorenzo, que defendeu até 2005 e voltou em 2009. Levantou a taça da Libertadores em 2014
(Foto: AP)

Apesar de ser um dos grandes clubes da Argentina, o San Lorenzo demorou muito para conquistar seu primeiro título continental. Foi apenas em 2014, com a benção do Papa. Mas sempre teve um bom histórico na Libertadores, da qual participa pela 15ª vez. As três primeiras aparições – 1960, 1973 e 1988 – terminaram nas semifinais. Seu currículo ainda conta com três quedas nas quartas de final e, claro, a decisão vencida sobre o Nacional, do Paraguai, sob o comando do atual técnico da Argentina, Edgardo Bauza.

Muitos dos principais jogadores daquela campanha seguem no elenco, sem falar em Emmanuel Mas e Cauteruccio, que saíram apenas no fim do ano passado. E os remanescentes estão ainda mais velhos: Sebastián Torrico e Mercier têm 37 anos, Romagnoli já completou 35 e Néstor Ortigoza está com 32 primaveras nas costas. O comando de ataque é de outro campeão sul-americano de 2014, Nicolás Blandi, que deu uma passadinha por empréstimo pelo Evian e segue no Nuevo Gasómetro. Somam-se a eles Fabricio Coloccini, 35, Marcos Angeleri, 33, Belluschi, 33, e Caruzzo, 32. A última coisa que falta no San Lorenzo é experiência.

Inclusive no banco de reservas, ocupado pelo uruguaio Diego Aguirre, vice-campeão da Libertadores em 2011, com o Peñarol. Após ser demitido duas vezes no Brasil, no Internacional e no Atlético Mineiro, Aguirre assumiu o San Lorenzo, no meio do ano passado, e começou muito bem, com quatro vitórias e um empate no Campeonato Argentino, no qual o clube chegou à pausa de fim de ano na terceira posição, a três pontos do líder Boca Juniors. A expectativa de mais sucesso internacional na Copa Sul-Americana, no entanto, foi frustrada pela eliminação, nas semifinais, para a Chapecoense.

Como os outros clubes argentinos, o San Lorenzo ainda não retomou as partidas competitivas em 2017, graças à greve dos jogadores, e vem se mantendo em atividade em amistosos. O último foi em 25 de fevereiro, contra o Gimnasia La Plata, derrota por 1 a 0. Aguirre já definiu os titulares para a estreia, contra o Flamengo. Uma equipe prevista com média de idade de 28,5 anos, com uma mescla escancarada de juventude com experiência: cinco jogadores acima dos 30 anos e quatro com 25 ou menos. A fórmula será muito bem testada no difícil grupo que ainda tem Universidad Católica e Atlético Paranaense.

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