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O PSV vive uma fase fulgurante em 2018. O clube é o atual campeão da Eredivisie e segue com 100% de aproveitamento neste início da temporada, com 13 vitórias em 13 rodadas. Já na Liga dos Campeões, os Boeren acumulam algumas boas atuações. Deram trabalho a Tottenham e Internazionale, não mereciam os 4 a 0 sofridos ante o Barcelona no Camp Nou. E nesta quarta, tiveram uma boa atuação contra os blaugranas no Estádio Philips, pela quinta rodada da fase de grupos. Ainda assim, insuficiente para a vitória. Os holandeses mandaram três bolas na trave e perderam várias chances. Impotência que se torna maior quando existe um tal de Lionel Messi do outro lado. Opaco no início da partida, o camisa 10 pegou fogo a partir do final do primeiro tempo. Marcou um belo gol, deu o passe para outro e abriu a vantagem que valeu a vitória por 2 a 1, apesar dos esforços dos anfitriões no final. Confirmou o Barça na primeira colocação, rumo às oitavas.

Sem Arthur e Luis Suárez, o Barcelona escalou Ousmane Dembélé e Arturo Vidal, com Messi centralizado no ataque. Mas fato é que os blaugranas demoraram a pegar no tranco dentro do Estádio Philips e o PSV se aproveitou disso. Os Boeren foram bem melhores nos primeiros 15 minutos de jogo, com uma postura agressiva sem a bola e boas ocasiões de gol. A primeira dela surgiu aos quatro minutos, depois de grande jogada de Hirving Lozano, que gerou falta perigosa. Gastón Pereiro cobrou e Marc-André ter Stegen voou no canto para salvar. Luuk de Jong ainda exigiria outra defesa segura do alemão, enquanto Pereiro voltou a incomodar aos 15. Uma das virtudes dos holandeses era a de pressionar a saída de bola catalã e forçar os erros. Assim, o uruguaio pôde arriscar de fora da área e carimbou a trave.

A primeira chance clara do Barcelona só veio aos 19 minutos, quando Philippe Coutinho arrematou e tirou tinta da trave. A partir de então os blaugranas começaram a equilibrar mais o duelo. O time tinha bem mais posse de bola, mas demorou a ser incisivo. Além do mais, não podia descuidar do outro lado. Pereiro continuava em noite inspirada, a um triz de marcar. Aos 25, De Jong desviou de cabeça e o jovem recebeu em ótimas condições, errando o alvo. O centroavante, aliás, era outro que merecia destaque pela participatividade na construção das jogadas.

Já nos 15 minutos finais, Lionel Messi chamou o jogo para si. O camisa 10 passou a se movimentar mais e a recuar para construir o jogo. Infernizou a defesa do PSV. Os lances de perigo iam aparecendo, com a defesa travando como dava. Os holandeses chegaram a salvar duas bolas em cima da linha na sequência, após duas cobranças de escanteio. Messi testava o goleiro Jeroen Zoet, que correspondia com pegadas firmes. E quando o craque carregou por toda a intermediária, Dembélé não correspondeu, demorando demais para finalizar. Os momentos de sufoco dos Boeren, todavia, quase foram esquecidos aos 44. De Jong acertou o travessão com uma cabeçada e, no rebote, Denzel Dumfries também carimbou o poste de Ter Stegen. O cenário era totalmente aberto em uma bela partida, mesmo que o Barça estivesse um pouco perdido. Foram 18 finalizações apenas nos 45 minutos iniciais.

Nos cinco primeiros minutos do segundo tempo, o Barcelona parecia disposto a resolver o jogo. Dembélé e Messi tiveram boas chances, sem aproveitar. No entanto, as falhas se repetiam do outro lado. Os blaugranas erravam demais na saída de bola, especialmente com Ter Stegen, e as chances iam acontecendo ao PSV. Jorrit Hendrix e Pablo Rosario soltaram o pé, por pouco não inaugurando o marcador. Os Boeren faziam por merecer o resultado favorável. Justamente quando Messi reapareceu, para estragar todos os planos.

O primeiro gol saiu aos 16 minutos, obra da qualidade do camisa 10. Messi veio buscar no meio-campo e arrancou. Tabelou com Dembélé e recebeu de volta. Mais impressionante foi a maneira como o craque conseguiu achar espaço, mesmo cercado por três marcadores alvirrubros. Bola grudada ao pé, ludibriou o defensor mais próximo com duas fintas e, na mínima brecha, soltou seu petardo para estufar as redes. Um gol daqueles que só o argentino parece ser capaz de fazer, porque nenhum outro possui tamanho talento para jogar totalmente cercado. E às vezes até fica difícil de entender como ele conseguiu tirar o coelho da cartola.

Depois disso, o PSV sentiu o baque. Não conseguiu mais impor o seu jogo e viu o Barcelona criando várias chances. Rakitic e Dembélé ameaçaram, até que o segundo gol se deu aos 25. Cobrança de falta na intermediária que Messi bateu. O atacante até pareceu pegar mal na bola, mas não: seu chute veio como um cruzamento rasante para Gerard Piqué arrematar dentro da área. Os dois times realizaram alterações na sequência da partida, com a entrada de Malcom no lugar de Coutinho. O Barça recuava um pouco mais, o que permitiu ao PSV recuperar o seu ímpeto.

Lozano apareceu mais e proporcionou bons lances aos anfitriões durante os 15 minutos finais. O problema é que o time ia perdendo mais gols, seja num chute do mexicano em cima de Stegen, seja numa cabeçada de De Jong que lambeu a trave. A esperança se reavivou apenas aos 38. Angeliño avançou pela ponta esquerda e, na linha de fundo, executou o cruzamento na medida para De Jong arrematar de cabeça, finalmente estufando as redes. O lance motivou o PSV em busca do empate. Empurrado pela torcida, o time da casa botava o Barcelona contra a parede, apostando principalmente no jogo aéreo. Mas nada com precisão suficiente. No fim, Messi ainda puxou um contragolpe, que Malcom desperdiçou ao chutar por cima. A tranquilidade, de qualquer maneira, era dos catalães.

O resultado leva o Barcelona aos 13 pontos. Não pode mais ser ultrapassado por Tottenham ou Internazionale, apenas cumprindo tabela na última rodada. Já o PSV, que não tinha mais chances de avançar aos mata-matas, sequer poderá se classificar à Liga Europa. O grupo pesado complicou a vida dos Boeren. Entretanto, o time merece um pouco mais de respeito pela maneira como se portou – como os aplausos da torcida após a derrota desta quarta evidenciaram. Não foi um mero saco de pancadas. Se aproveitasse melhor os lances ofensivos, poderia ter feito mais nesta campanha. Amarga o quase e agora precisa se concentrar apenas no Campeonato Holandês.