A saída de Vincent Company deixou um vácuo no elenco do Manchester City. Na verdade, dois. Um no elenco porque Pep Guardiola agora conta com apenas três zagueiros (Otamendi, Stones e Laporte). Outro na liderança. O zagueiro belga que atualmente é jogador-treinador do Anderlecht era o capitão do time e será substituído por meio de uma votação entre o elenco. 

A abordagem não é muito comum. Geralmente, é o treinador quem escolhe o seu representante dentro de campo e chefe do vestiário. E, justamente por essa segunda tarefa, Guardiola acredita que os próprios jogadores precisam escolher quem será seu líder. O pleito será realizado quando todos retornaram das férias. 

“Acontecerá naturalmente. Não direi ‘agora é sua vez’. Veremos quem terá atitude de capitão. Nunca será uma decisão que eu tomarei. O capitão tem que lidar com os vestiários, não eu. Se houver problemas comigo, o capitão representa suas decisões. Eles têm que escolher seu capitão. O capitão é o porta-voz dos jogadores comigo e com o clube. Não é minha decisão, é muito mais importante do que eu. Não vou lhes dar uma lista”, disse

A lista, porém, já existe. O Manchester Evening News mostrou que, na temporada passada, houve cinco líderes no Manchester City. Quando Kompany não podia jogar, a braçadeira de capitão foi para o braço de David Silva. Em seguida, para o de Fernandinho. Sergio Agüero e Kevin de Bruyne completavam o grupo de capitães. Esses quatro, naturalmente, despontam como favoritos. 

E o outro vácuo? Guardiola quer contratar um zagueiro, mas afirmou que ficaria satisfeito com o elenco que tem em mãos, contando com três jogadores especialistas da posição, dois jovens e Fernandinho, que pode ser improvisado. 

“Vamos ver, mas estamos olhando alguns nomes. Vamos ver se o mercado é possível, se o clube acredita que possa gastar o dinheiro, mas estamos muito felizes com o elenco que temos. Eu não sei se jogadores ficarão ou novos jogadores chegarão, mas estou feliz com os jogadores que temos”, reforçou