Embora não vencesse o Manchester City pela Premier League desde 2005, 22 partidas, o Newcastle conseguiu complicar um pouco a vida do time de Pep Guardiola nos últimos encontros pelo Campeonato Inglês. Alcançou um empate e vendeu caro as derrotas. Fruto da estratégia defensiva de Rafa Benítez, ciente da inferioridade da sua equipe. Mas, para ela funcionar, é essencial atrasar o máximo possível o primeiro gol do adversário. Isso não aconteceu, nesta terça-feira, em St. James Park. O City abriu o placar logo aos 25 segundos, mas o Newcastle conseguiu encontrar os meios para virar e vencer por 2 a 1.

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O resultado é surpreendente por vários motivos. Pelo tabu, pela diferença técnica entre as equipes, porque o Newcastle briga contra o rebaixamento e tinha apenas três vitórias em 11 jogos como mandante nesta temporada, enquanto o Manchester City briga pelo título e vinha de oito vitórias seguidas.

E pela dinâmica da partida. O gol de Agüero, ainda no primeiro minuto, saiu porque uma série de coisas deram certo ao mesmo tempo. O cruzamento de Sterling desviou, David Silva conseguiu escorar de cabeça para a pequena área, mesmo escorregando, e Dúbravka saiu do gol todo estabanado. Agüero apenas empurrou às redes para abrir o placar. 

O grande mérito do Newcastle foi não ter se desesperado ao ficar atrás no placar. Não abriu mão da organização e do plano de jogo, mesmo precisando correr atrás. Contribuiu para isso a rara partida pobre do City, com pouca intensidade e poucas chances criadas. Foram apenas quatro finalizações certas, três no primeiro tempo e uma no segundo. 

A postura é compreensível. Toda a concentração dos visitantes, contra um adversário inferior, era para abrir o placar. Era esperado que, depois do primeiro gol, os espaços aparecessem. Administrar a partida nesse cenário seria natural porque esta foi a none vez que Guardiola, que trabalha com um elenco curto, colocou seu time em campo nos últimos 30 dias. 

Nesse cenário, o City pode ter, mesmo inconscientemente, identificado essa partida como um bom momento para recuperar o fôlego. Mas os espaços para ampliar o placar não apareceram. E, pouco a pouco, o Newcastle foi chegando. Aos 20 minutos da segunda etapa, a zaga do City cortou cruzamento da esquerda para a entrada da área. Isaac Hayden tocou de cabeça, e Salomon Rondón emendou para as redes. 

O grande problema foi que o City não conseguiu se energizar depois do empate. Pressionou mais, mas ainda sem muita inspiração e levando pouco perigo para Dúbravka. E, aos 35, Fernandinho errou. Estava com a bola na entrada da área. Foi pressionado e cortou para o lado. Para cima de Longstaff. No susto, cometeu o pênalti. Richie cobrou e virou. 

Desde a vitória contra o Liverpool, no começo de janeiro, o City havia diminuído a diferença para o líder para quatro pontos. Agora, os Reds têm a oportunidade de, nesta quarta-feira, contra o Leicester, restaurar a distância de sete. E graças a um velho conhecido. Rafa Benítez, campeão europeu em 2005, mandou um baita presente para Anfield. 


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