Os 32 anos de Adílson Warken representam uma precoce aposentadoria ao futebol. Em compensação, significam ainda muito tempo de vida. E o meio-campista do Atlético Mineiro, apesar daquilo que deixa para trás, se abre ao tempo que tem pela frente para outras realizações. Por conta de uma cardiomiopatia hipertrófica identificada durante a intertemporada, o gaúcho precisou encerrar sua carreira nos gramados. A despedida foi confirmada nesta sexta-feira, com um relato emocionado do jogador.

Mesmo sem permanecer no futebol o tanto quanto gostaria, Adílson construiu uma trajetória bastante respeitável. O prodígio do Grêmio despontou com a camisa tricolor exibindo muita capacidade defensiva e qualidade nos desarmes. Ficou no clube até 2012, quando assinou com o Terek Grozny e se transferiu ao futebol russo. Figurou entre as principais referências do time checheno, de campanhas razoáveis na competição nacional. Superou os 100 jogos pelo Campeonato Russo, até que decidisse voltar ao Brasil em 2017. Coincidentemente, um problema cardíaco de seu pai orientou a decisão.

Nestes dois anos defendendo o Atlético Mineiro, se manteve como um jogador importante. O empenho e a firmeza na faixa central acabam marcando sua passagem pelo Galo. A renovação recente de contrato até 2020 indicava como tinha respaldo. E a oferta para seguir trabalhando no clube mesmo após a aposentadoria demonstra o respeito dos alvinegros pelo meio-campista. Um carinho que repercutiu além, também com a manifestação de muitos clubes e jogadores desejando força ao veterano. Não só a massa atleticana se mobilizou, como também muitas figuras do Cruzeiro estenderam a mão, além de outras agremiações.

Através de suas redes sociais, Adílson agradeceu a solidariedade. “Quero aqui, rapidamente, agradecer todas as mensagens de apoio e de carinho, todos os clubes, torcedores, amigos, familiares, colegas, ex-colegas que enviaram mensagens. Tem sido, realmente, muito confortante receber todo esse apoio, todo esse carinho”, afirmou o volante. “Tem sido gigantesco o suporte. E eu confesso que não esperava. É sensacional, faz com que tudo tenha valido a pena. Era tudo isso que eu pensava sobre o esporte, sobre o futebol. Antes mesmo de ser atleta profissional. Então, eu tenho a agradecer e desejar que Deus abençoe a vida de cada um de vocês. Muito obrigado e uma boa noite”.

Ao final, prevalece a consideração e o reconhecimento por aquilo que Adílson construiu no futebol. Deixou boas lembranças, como as próprias manifestações reafirmam.

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