Contando Campeonato Paulista e Libertadores, o São Paulo disputou 11 partidas fora de casa neste ano e não venceu nenhuma. Uma sequência que se emenda ao final do último Campeonato Brasileiro: apenas cinco vitórias longe dos seus domínios em 19 rodadas. O time tricolor, não é de hoje, tem uma séria dificuldade para jogar no campo do adversário, e quando esse pesadelo encontra-se com uma equipe iluminada como o Audax estava neste domingo, o resultado não pode ser outro a não ser uma goleada. O clube de Osasco eliminou o São Paulo do Paulistão, nas quartas de final, por 4 a 1.

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O São Paulo nunca esteve no controle da partida. Conseguiu criar suas melhores oportunidades em bolas paradas e nos vacilos da defesa do Audax, que sob a diretriz de Fernando Diniz, sempre tenta sair jogando com passes curtos ao invés de lançamentos longos. Foi assim que Calleri conseguiu empatar o jogo, desarmando Bruno Silva, pouco depois de Ytalo abrir o placar, com um chute de fora da área que desviou na defesa dos visitantes.

Ironicamente, o segundo gol do Audax saiu de um lançamento do campo de defesa, que Ytalo completou de primeira. Um belo lance. No começo da etapa final, Juninho cobrou falta na trave, e Mike pegou o rebote para fazer 3 a 1. O mesmo Mike ganhou de Mena na corrida, driblou o lateral chileno e chutou para defesa de Dênis. Juninho pegou novo rebote para fazer o quarto. A trave ainda evitaria uma goleada maior do Audax, em nova tentativa de Mike.

A defesa do São Paulo mostrou-se muito frágil nessa partida, seja em lances de bola parada, surpreendida por passes longos ou no contra-ataque. Não conseguiu nem ficar ligada para evitar rebotes que apareceram em profusão para o Audax.

O que mais deixa o torcedor nervoso é que, para evitar uma nova eliminação na Libertadores, o São Paulo precisa pelo menos empatar com o The Strongest. E o retrospecto recente fora de casa não é nada animador, seja na altitude ou no nível do mar.