O passatempo de Jota no isolamento tem sido jogar Football Manager: “Já estou em 2029 com o Telford United”

Diogo Jota vivia mais uma bem-sucedida temporada na elite do futebol inglês pelo Wolverhampton quando o futebol europeu teve que ser paralisado devido à pandemia do Coronavírus. Agora, confinado em casa como quase todos na Europa, seu passatempo não está tão longe assim de sua profissão. Sem poder entrar em campo, optou pelos gramados virtuais de Football Manager.

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Em entrevista ao Guardian, Jota falou sobre sua jornada alternativa no game: “Estou treinando o Telford United no Football Manager. Já estou em 2029”.

O Telford United é um modesto clube da sexta divisão inglesa, formado em 2004 depois da dissolução do Telford United original, criado em 1872, mas que sofreu com problemas financeiros.

Na conversa com o jornal inglês, Jota contou como o trabalho de técnico virtual no jogo, além do distanciamento do futebol, lhe permitem entender o que é feito no dia a dia dos Wolves, comandados por Nuno Espírito Santo.

“Ao me distanciar, entendo mais claramente por que isso ou aquilo aconteceu do jeito que aconteceu. Há claramente uma influência da comissão técnica. Da parte física, em que o Antonio (Dias) nos ajuda muito. Então, temos nosso treinador mental, Julio (Figueroa), que nos ajuda bastante também. Nós sabemos que, para cada problema que tenhamos, sempre teremos alguém relacionado àquela área específica que pode nos ajudar”, revelou.

Jota observa também que, especialmente em comparação com a campanha passada, o Wolverhampton tem alternado mais suas formações táticas, mais flexíveis aos adversários e “tirando deles qualquer chance de quebrar nosso sistema”. Com essas opções, ele avalia que os jogadores precisam se “adaptar e ajudar o time da melhor maneira possível”, já que as referências táticas têm melhorado também o jogo individual dos atletas.

Evidentemente, não há muito trabalho tático real no momento. Impedidos de treinar, os jogadores da Premier League têm seguido instruções de suas comissões técnicas para se manter em forma em seu isolamento. O Wolverhampton, especificamente, tem feito um trabalho minucioso para preservar seus atletas.

“O clube tem nos ajudado em tudo. Conseguiram encontrar uma cesta com todo tipo de comida, para que não precisemos ir ao supermercado. Em questão médica, nos deram um kit com tudo de que precisamos. Estou falando de máscaras, desinfetantes para as mãos, tudo. Eles fazem o que podem para que não fiquemos sem nada.”

Na entrevista ao Guardian, Jota deu também seu pitaco sobre uma das discussões do momento na Inglaterra: se a temporada não puder recomeçar, o Liverpool deveria ser o campeão? Para ele, a resposta é óbvia.

“Se tivéssemos a infelicidade de não poder concluir a temporada, acho que poucas pessoas se oporiam a isso (coroar os Reds campeões). Claro, sempre há clubes rivais que podem ser contra isso, mas acho que 95% das pessoas concordariam. Para mim, eles seriam campeões justos”, opinou.

O português ainda comentou o início avassalador de seu conterrâneo Bruno Fernandes no Manchester United. O meia ex-Sporting ajudou a dar nova cara aos Red Devils e de quebra foi eleito o melhor jogador da Premier League em fevereiro. Jota não sabe dizer se ele é o melhor jogador do United no momento, “mas é o mais ambicioso, e isso faz a diferença”.

“Dá para ver claramente a diferença entre o United com e sem o Bruno Fernandes. Ele assume a responsabilidade e aspira por mais coisas do que o que eles têm feito. Acho que eles devem muito a ele. E não só em questão de qualidade, mas também de ambição e personalidade.”