O Benfica iniciou a temporada com muitas contratações e a promessa de um projeto grandioso. Jorge Jesus chegou e a diretoria abriu os cofres para reforçar todos os setores dos encarnados. Entretanto, o primeiro jogo oficial dos benfiquistas em 2020/21 tem reflexos desastrosos: o clube está fora da Champions League. O desafio seria grande, ao encarar em jogo único o PAOK, um osso duro de roer no Estádio Toumba. Apesar disso, o favoritismo permanecia com os lusitanos, sem a pressão da fanática torcida grega por conta dos portões fechados. E os visitantes até dominaram parte do encontro, com algumas boas oportunidades. Não tiveram a mesma eficiência dos alvinegros, que se defenderam muito bem e aproveitaram as chances no segundo tempo para garantir a vitória por 2 a 1. Enquanto o PAOK avança à última etapa qualificatória da Champions, o Benfica vai apenas à fase de grupos da Liga Europa.

Jorge Jesus escalou o Benfica num 4-2-3-1, cheio de novas caras. Jan Vertonghen compôs o miolo de zaga ao lado de Rúben Dias. No meio, Pedrinho era o encarregado pela armação. Já na frente, os encarnados contavam com o trio formado por Everton Cebolinha, Pizzi e Haris Seferovic. Não seriam tão precisos quanto o time treinado pelo também português Abel Ferreira, liderado pelo bom lateral Dimitris Giannoulis e pelo inspirado goleiro Zivko Zivkovic.

Durante o primeiro tempo, o Benfica tinha o controle do jogo, mas seu ataque não fluía tanto. Os portugueses rodavam a bola, sem espaços para romper a compacta marcação do PAOK. Demorou para os encarnados botarem um pouco mais de pressão. Não que os gregos tenham assustado muito. Tirando uma cobrança de falta levantada na área, que rendeu uma cabeçada de Ioannis Michailidis e a defesa segura de Odisseas Vlachodimos, os anfitriões pouco fizeram.

Foi só por volta dos 30 minutos que o time de Jorge Jesus realmente criou boas chances e esboçou a vitória. Seferovic desperdiçou uma cabeçada, enquanto Pizzi carimbou a trave em uma cobrança de falta venenosa. As brechas eram um pouco mais frequentes, mas os benfiquistas não estavam afinados nas finalizações. Quando Pedrinho acertou um bom chute de fora da área aos 42, o goleiro Zivko Zivkovic fez a intervenção.

O segundo tempo começou com o PAOK saindo um pouco mais ao ataque. O Benfica até criou sua melhor oportunidade, em trama que envolveu Pedrinho e Cebolinha, mas o ex-gremista também parou em Zivkovic. E logo os gregos sairiam em vantagem no placar, aos 18. Chuba Akpom arrancou pela esquerda e, na linha de fundo, cruzou rasteiro para Giannoulis. Quando o ala chegava para finalizar, Vertonghen mandou contra o próprio patrimônio. A missão benfiquista se tornava bem mais difícil.

O Benfica mudaria, com as entradas de Darwin Núñez e depois de Carlos Vinícius, nas vagas de Pedrinho e Seferovic. De qualquer maneira, não estava fácil de destrancar a zaga do PAOK. E o destino seria cruel com os lusitanos. Andrija Zivkovic estava na Luz até dias atrás, mas teve seu contrato rescindido e assinou de graça com os gregos. O sérvio saiu do banco e, depois de uma bela inversão de Giannoulis, fez valer a Lei do Ex. Cortou a marcação e finalizou no contrapé de Vlachodimos, ampliando aos 30.

Restava pouco tempo para uma reviravolta do Benfica. Quando Álex Grimaldo tentou a resposta imediata com um chute de primeira, Zivko Zivkovic realizou outra importante defesa. O desespero bateu nos encarnados e a força defensiva dos alvinegros prevaleceu durante quase todo o tempo. Apenas no penúltimo minuto dos acréscimos é que os visitantes descontaram, em cruzamento que Rafa Silva desviou às redes. Não seria suficiente para uma reação e os benfiquistas precisarão se contentar com a Liga Europa.

A ausência na Champions terá um peso grande ao Benfica, ainda mais nesse momento de altos investimentos. O clube apostava que estaria na fase de grupos e teria a injeção de milhões em sua conta bancária por causa da competição. A torneira secará e isso certamente conterá a política de gastos em reforços. O PAOK, com todos os méritos, segue em frente em seu objetivo. Os gregos jogarão contra o Krasnodar durante os playoffs, com a ida na Rússia e a volta na Grécia. Quem passar disputará pela primeira vez a fase de grupos da Champions.

PAOK x Benfica – Fonte: Soccerway

 

Dynamo Kiev e Gent também avançam

Outros dois jogos pelas preliminares da Champions League aconteceram nesta terça-feira. O Dynamo Kiev eliminou o AZ na Ucrânia, por 2 a 0. Gerson Rodrigues abriu o placar aos alviazuis e Mykola Shaparenko fechou a conta nos minutos finais. Já o Gent repetiu o placar de 2 a 1 em cima do Rapid Viena, na Bélgica. Niklas Dorsch deixou os anfitriões em vantagem na primeira etapa e Roman Yaremchuk encaminhou a classificação cobrando pênalti. Só no fim os austríacos descontaram, com Yusuf Demir. Dynamo e Gent se encararão por uma vaga na fase de grupos da Champions. Enquanto isso, Rapid Viena e AZ vão à etapa principal da Liga Europa.