Já se foram cinco rodadas na segunda fase das Eliminatórias Asiáticas para a Copa 2018, e o panorama das vagas para a fase final vai ficando cada vez mais claro. Nenhuma das principais seleções do continente passa por um sério risco de não passar adiante. Os oito líderes de grupo avançam e terão a companhia dos quatro melhores segundos colocados, totalizando 12 seleções, que serão divididas em duas chaves com seis participantes (os dois melhores de cada grupo vão para a Rússia, enquanto os dois terceiros jogam os playoffs, cujo vencedor disputa a repescagem com o quarto colocado da Concacaf).

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Veja a situação de cada chave.

Grupo A

Com quatro jogos e 12 pontos, a Arábia Saudita lidera com tranquilidade, tem cinco pontos de vantagem para os Emirados Árabes Unidos e ainda vai encarar Timor Leste e Malásia em casa, mais os emirianos fora e a Palestina fora (o jogo foi adiado, pois a Arábia Saudita não quer atravessar uma região controlada por Israel, país que não reconhece, para jogar na Cisjordânia, enquanto a Palestina não aceita atuar fora de casa). Como os pontos dos lanternas são descontados – a chave F tem apenas cinco seleções, pois a Indonésia foi desclassificada pela FIFA por interferência do governo local no futebol -, os Emirados Árabes precisarão vencer as seleções menores para sonhar em seguir com a segunda vaga, pois a liderança parece improvável.

Grupo B

A Jordânia lidera com 13 pontos, quatro à frente da favorita Austrália, que tem um jogo a menos. Os jordanianos venceram os australianos por 2 a 0 em casa e na última rodada haverá o confronto na casa da Austrália. A Jordânia precisa vencer Quirguistão (fora) e Bangladesh (casa) para poder perder para a Austrália e seguir como um dos quatro segundos colocados.

Grupo C

O Catar caminha a passos largos para ir à fase final, pois tem 15 pontos em cinco jogos, cinco a mais que Hong Kong. Honcongueses e chineses (sete pontos e um jogo a menos) disputam a segunda posição, mas não demonstram ter força para se classificar, pois certamente perderão pontos até o fim da segunda fase, ou para o Catar ou no confronto direto – ou em ambos.

Grupo D

O líder é Omã, dono de 11 pontos em cinco jogos, três à frente do favorito Irã, que tem uma partida a menos. No primeiro embate direto houve empate em Muscat, capital omani, e novo encontro ocorrerá na última rodada, em Teerã. Os iranianos devem vencer e ficar com a primeira vaga, restando a Omã não tropeçar contra Turcomenistão (fora) e Guam (casa) para ter chances de classificação. Não é garantida a classificação como segundo da chave.

 

Grupo E

Outra situação parecida, a Síria lidera a chave com 12 pontos, dois a mais que o Japão, que tem um jogo a menos. Como o confronto direto, em Saitama no Japão, só vai acontecer na última rodada, é bom a Síria não tropeçar diante de Cingapura (fora) e Camboja (casa). Aliás, os cingapurianos somam dez pontos e podem até surpreender a Síria. O segundo colocado deste grupo corre o risco de ficar de fora.

Grupo F

A Tailândia tem dez pontos em quatro rodadas, o dobro do Iraque, que tem três partidas disputadas. Os tailandeses estão perto de se classificar e não podem perder pontos diante de Taiwan (casa) na próxima rodada. Já os iraquianos terão de vencer todas as partidas restantes, contra Taiwan (fora), Tailândia (casa) e Vietnã (casa) se quiserem ficar na liderança. É grande a chance de o segundo colocado desta chave ser eliminado.

Grupo G

A Coreia do Sul só não fica na liderança por um desastre, pois já soma 12 pontos em quatro jogos, dois a mais que o Kuwait, e ainda tem uma partida a menos. São ainda três rodadas em casa (Mianmar, Líbano e Kuwait) para os sul-coreanos. Os kuwaitianos correm risco de ficar de fora mesmo com a segunda posição e por isso precisam vencer Mianmar (fora) e Laos (casa). O Líbano tem chances remotas (são sete pontos, o Kuwait tem dez) e deve sucumbir, já que não tem mais embates diretos com o Kuwait.

Grupo H

A Coreia do Norte lidera a chave com 13 pontos, quatro de vantagem para o Uzbequistão, que tem um jogo a menos. No próximo dia 12 de novembro as duas seleções se enfrentam, em solo uzbeque, no que pode decidir o destino de ambos. Se os norte-coreanos vencerem, o Uzbequistão estará praticamente eliminado, mesmo como segundo colocado. Se ocorrer o contrário, quem perder pontos nas rodadas seguintes também poderá ficar de fora como segundo da chave.

Curtas

– É bom dizer que nas eliminatórias 2014, a fase final teve apenas dez seleções. No Grupo A estiveram Irã (16 pontos), Coreia do Sul (14), Uzbequistão (14), Catar (sete) e Líbano (cinco), enquanto na Chave B jogaram Japão (17 pontos), Austrália (13), Jordânia (dez), Omã (nove) e Iraque (cinco).

– Os favoritos (Irã, Austrália, Arábia Saudita, Japão e Coreia do Sul) devem avançar sem grandes sobressaltos, restando saber quais serão as outras sete seleções. Das que jogaram a fase final de 2014, apenas o Líbano parece sem chances. Por outro lado, seria muito legal ver Tailândia, Emirados Árabes Unidos (terceiro na Copa da Ásia 2015) e Síria na fase final, não é mesmo?

– Vale ressaltar que os pontos somados contra os quinto colocados de cada chave serão desconsiderados, o que pode mudar muita coisa, mas só o Timor Leste parece ter chance de sair da lanterna.

– Enquanto a briga por vagas na terceira fase vai aumentar, quatro seleções já estão matematicamente eliminadas. Butão (Grupo C), Índia (Chave D), Camboja (Grupo E) e Iêmen (Chave H) perderam todos os jogos até aqui e vão cumprir tabela.