O Orlando City, nesta sexta, abriu oficialmente as portas de sua nova casa. Foram mais de dois anos construindo um estádio com a cara do clube e centrado em receber jogos somente de futebol. Ainda que só dia 5 de março uma partida será realizada lá, com o Orlando recebendo o New York City pela primeira rodada da Major League Soccer, a arena localizada no bairro de Parramore foi inaugurada pelo prefeito de Orlando e por diretores do clube em cerimônia. E embora seja extremamente novo, o estádio já é o mais bem avaliado da MLS.

VEJA TAMBÉM: A camisa do Orlando City para 2017 celebra o novo estádio e é belíssima

Nas duas últimas temporadas, suas duas primeiras na principal divisão americana, a média de público dos Lions nos jogos foi muito boa. Foi o segundo time da MLS a chamar mais gente para o estádio para suas partidas, mandadas até então no Citrus Bowl. Agora, com a casa própria, o Orlando City não conseguirá manter essa média, já que a capacidade do novo estádio é bastante inferior ao do Camping World Stadium. Enquanto em 2015 e 2016 o time que conta Kaká tinha a possibilidade de receber um público de até 60 mil pessoas, a partir de agora o máximo de espectadores que assistirão aos jogos do Orlando será de 25.500 pessoas.

Isso é algo que o clube pretende trabalhar futuramente. Aumentar a capacidade do estádio para fazer crescer ainda mais o interesse dos moradores da cidade no clube, no futebol e nessa proximidade que só jogos sendo vivenciados diretamente do estádio podem gerar. Mas, por ora, a prioridade é a de entregar aos torcedores e fãs do esporte um lugar específico para a MLS, uma exigência que a liga tem feito para os clubes desde o seu início, com poucas exceções.

É a estrutura do Orlando City Stadium e a concentração de público no estádio (já que a previsão, baseada nas médias passadas, é de estádio lotado ou ao menos cheio na grande maioria dos jogos) que o fazem ser único e já estar sendo muito bem qualificado pela imprensa e pelo próprio comissário da Major League Soccer, Don Garber, que, ao visitá-lo, disse que ele é “um exemplo para o futuro”, e que mesmo que o “projeto não dure por muito tempo, fará com que as novas franquias da liga queiram modernizar suas casas também”.

Os ingressos para a partida contra o New York City, a primeira dos Lions na temporada, já estão esgotados. Aliás, não só para esse jogo no início de março, como também para um que ocorrerá no dia 15 de abril, e será contra o LA Galaxy, uma das franquias mais tradicionais. Os torcedores e moradores da região estão ansiosos para conhecer o estádio que contará com grama natural, uma cobertura de quatro lados e um setor exclusivo para se assistir aos jogos em pé, o chamado “safe standing”. Alguns deles puderam fazer um tour depois da cerimônia realizada nesta sexta.

O jornal inglês Guardian fez uma avaliação dos estádios utilizados pelos times da MLS, dando pontos em diversos quesitos, como quão interessante é da perspectiva do torcedor, pontos para estádios específicos para futebol e pontuação negativa para grama sintética, em uma pontuação que vai a pior possível, -5, até o máximo possível, 35. O estádio do Orlando City ganhou pontuação 30, a maior de todas. Os motivos são justamente ser específico para futebol (Aliás, 15 dos 22 clubes já atuam em estádios assim), ter uma boa experiência para os torcedores – ao menos pelo que foi apresentado – e ter uma grama natural.

Um ótimo incentivo para os Lions tentarem, em campo, terem um desempenho à altura do seu estádio e chegarem pela primeira vez aos playoffs. Nas duas primeiras temporadas, o time não conseguiu classificação. Desta vez, o time do capitão Kaká e do italiano Nocerino tenta ter um desempenho melhor para finalmente dar à sua torcida o gostinho dos jogos de playoffs.