Na temporada passada, a visita da Roma ao Estádio San Paolo representou uma das derrotas mais dolorosas do Napoli. O triunfo dos giallorossi por 4 a 2 em março baqueou as chances de título dos napolitanos. E desta vez, o reencontro serviria para os celestes se manterem no encalço da Juventus, diante da fase oscilante dos romanistas. Acabou rendendo um grande jogo, no qual os visitantes abriram o placar e se fecharam na defesa, mas sucumbiram à pressão enorme dos partenopei. Ao final, o empate por 1 a 1 prevaleceu, sem agradar totalmente os sulistas.

O começo do jogo contou com uma pequena confusão. O VAR não estava funcionando e provocou o atraso no pontapé inicial. A bola rolou e o equipamento só passou a operar aos 11 minutos. Nada que tenha influenciado a partida. O Napoli começou em cima e poderia ter feito o primeiro logo cedo, em jogadaça de Fabián Ruiz. Lorenzo Insigne recebeu livre na área, mas Kostas Manolas bloqueou o chute, desviado por cima do travessão. A Roma responderia na sequência. Deu seu aviso em chute de Edin Dzeko, até abrir a contagem aos 14 minutos. Cengiz Ünder fez a jogada na linha de fundo e cruzou. A defesa conseguiu impedir Dzeko de arrematar, mas a bola sobrou limpa para Stephan El Shaarawy apenas cutucar.

A partir de então, o Napoli passou a martelar. Arkadiusz Milik aparecia bastante, mas Robin Olsen conseguiu manter sua meta invicta. Faltava também mais precisão ao setor ofensivo dos celestes, desperdiçando alguns bons lances. Todavia, do outro lado, a Roma não estava totalmente morta. Quase os giallorossi ampliaram em uma de suas raras chances, com Raul Albiol salvando em cima da linha a tentativa de Dzeko.

Já na segunda etapa, o Napoli seria o dono da partida. Dominou a posse de bola e se impunha no campo de ataque, criando várias ocasiões. Faltava convertê-las. Olsen faria mais algumas boas intervenções, contando com a ajuda da trave em um dos lances, após José Callejón arriscar na linha de fundo. Nos instantes finais, o gol de empate parecia maduro, mas os celestes não se ajudavam na conclusão. Foram dois impedimentos consecutivos que negaram chances claríssimas, com as redes balançando inutilmente. Por fim, a igualdade se concretizou aos 45, através de uma jogada muito bem trabalhada, com trocas de passes até esperar a brecha na retranca giallorossa. Piotr Zielinski cruzou na linha de fundo, Callejón bateu mascado e Mertens finalmente estufou as redes.

Ao final, os números indicam bem a diferença de postura entre os times. O Napoli finalizou 26 vezes, contra oito arremates da Roma. Além disso, os celestes tiveram 62,7% de posse. Mas como o que faz diferença é bola na casinha, os napolitanos acabam lamentando o resultado insatisfatório. A equipe de Carlo Ancelotti ocupa a segunda colocação, com 22 pontos, permitindo que a Juventus volte a abrir seis pontos de vantagem na liderança. Já a Roma ocupa a nona colocação, com 15 pontos, a três de alcançar o G-4.