O sonho do Monaco em conquistar o Campeonato Francês ruiu junto com o casamento de Dmitry Rybolovlev. A separação do magnata russo também atrapalhou as finanças do clube monegasco, que passou a conviver com o saldão de jogadores. Algumas estrelas até permaneceram, embora longe de recolocarem os alvirrubros na briga pelo título nacional. Na Champions League, ao menos, a austeridade ainda funcionou. O Monaco buscou a classificação para as oitavas de final, que garantirá mais alguns milhões em sua conta. Graças a um futebol de resultados levado ao extremo.

LEIA MAIS: Depois do desmanche, torcida do Monaco quer dinheiro dos ingressos de volta

A equipe do técnico Leonardo Jardim jogou no limite para conquistar não apenas a vaga na próxima fase, como também a primeira colocação do Grupo C. Em seis partidas, foram apenas quatro gols anotados, melhor apenas que Benfica e Apoel em toda a competição – ambos já eliminados. A defesa, por sua vez, ajudou muito bem na caminhada ao sofrer apenas um tento, a menos vazada do torneio até o momento. Tudo isso em uma trajetória com três vitórias, dois empates e uma derrota.

A única vez em que o placar mínimo ou o zerado não prevaleceu em um jogo do Monaco foi justamente na ocasião mais importante. Os alvirrubros até poderiam empatar com o Zenit no Estádio Louis II, mas se perdessem estavam eliminados. Não deram sopa ao azar, aproveitando da situação para vencer por 2 a 0 – e, com o empate do Bayer Leverkusen, ganhar de lambuja a ponta do grupo.

Mesmo sendo o terceiro time que menos finaliza na Champions, o Monaco estará nas oitavas. E é no baixo número que está o diferencial da equipe na competição: a precisão em chances cruciais, assim como a solidez defensiva. Os monegascos estão distantes do favoritismo. No entanto, a primeira posição na chave até reforça a possibilidade de avançar também às quartas de final. Para tanto, o pragmatismo deverá seguir em alta em desafios cada vez maiores.