A seleção mexicana se consagrou mais uma vez na América do Norte e Central. El Tri conquistou a Copa Ouro de 2015 e chegou ao seu décimo título continental, o dobro dos Estados Unidos. Supremacia manchada pela maneira como o triunfo se deu. A decisão contou com uma atuação impecável do time de Miguel Herrera, se impondo sobre a Jamaica com a vitória por 3 a 1. Porém, o caminho dos mexicanos até a final contou com duas vitórias muito contestáveis nos mata-matas. A ajuda das arbitragens contra Costa Rica e, sobretudo, Panamá deixam um asterisco na taça. E não apagam os problemas que o time teve ao longo do torneio.

VEJA TAMBÉM: Se vocês vissem os erros do juiz em México x Panamá, ficariam enojados

Melhor jogador da Copa Ouro, Andrés Guardado comandou a vitória sobre a Jamaica. Ao contrário dos americanos, o México soube ser muito mais eficiente no domínio criado. E o meia abriu a contagem com um lindo gol de primeira, aos 36 do primeiro tempo. Jesús Corona ampliou antes do intervalo, enquanto Oribe Peralta fez o terceiro na etapa complementar. Já Darren Mattocks anotou o tento de honra dos Reggae Boyz. Apesar do sufoco que passou nos primeiros minutos do duelo, El Tri soube se recompor contra um adversário inferior tecnicamente. E sem precisar de pênaltis duvidosos desta vez.

Porém, o que marca nesta Copa Ouro é a forma como o México não convenceu. E como ainda tem muitos detalhes a acertar, em um time que muitas vezes peca pela desorganização e pelo desleixo. Mas a situação de El Tri é mero debate diante de toda a discussão que deverá se desenrolar na Concacaf. As arbitragens seguem questionadas demais, pelas três marcações polêmicas a favor dos mexicanos nos mata-matas. Discutir a preparação e as diretrizes dos árbitros será só o passo inicial para os dirigentes responderem a enxurrada de críticas e surpresas.

VEJA TAMBÉM: A Jamaica encerrou o sonho americano para escrever a sua grande história na Copa Ouro

A partir de agora, o México passa a se preparar para o jogo decisivo que o título lhe dá direito. A equipe de Miguel Herrera enfrentará em outubro os Estados Unidos, campeão do torneio em 2013, para definir o representante da região na Copa das Confederações de 2017. Os americanos também deixaram interrogações no torneio, especialmente diante dos problemas apresentados contra a Jamaica. Entre altos e baixos, os rivais farão a final sonhada por um objetivo maior.  E esperando que o resultado se restrinja apenas ao que acontecer na bola.