Sem pirotecnia ou contratações midiaticamente bombásticas, o Botafogo foi se ajeitando durante a temporada e hoje tem uma equipe muito bem acertada. Talvez jogue o melhor futebol do Campeonato Brasileiro no momento, o que não quer dizer muita coisa. Afinal de contas, Vasco, Flamengo e Corinthians também já carregaram esse rótulo.

O importante, para os botafoguenses, é a possibilidade de alcançar a liderança se o time vencer o Santos no jogo adiado (mais um). E não é nenhum absurdo imaginar que isso é possível, é até lógico, mas a história mostra que o Botafogo não respeita os parâmetros estabelecidos pelo campo da lógica. O futebol também não, mas, convenhamos, o Botafogo exagera um pouco.

Para que isso não aconteça, o time tá redondinho. Azeitado, como diriam os cariocas mais antigos e também os não-cariocas. O goleiro, Jefferson, embora seja um nome questionado na Seleção Brasileira, tem tido atuações seguras. Lucas e Bruno Cortês são dois bons laterais, especialmente o segundo, e a zaga, assim como todas as outras zaga do campeonato (a exceção era a do Vasco, quando Anderson Martins estava por lá), tem alguns podres para contar, mas no geral não compromete.

No meio, Marcelo Mattos é um volante confiável, e Renato caiu como uma luva por ali. Ajeitou a saída de bola e a marcação. Elkeson está jogando muita bola, só um pouco a mais do que Maicosuel, que nos últimos jogos cresceu bastante. O ataque, com Herrera e Loco Abreu, dispensa apresentações.

É sempre necessário, porém, ter cautela. Primeiro, porque se trata do Botafogo, e segundo porque o técnico é o Caio Júnior, que já fez as torcidas de Palmeiras e Flamengo sonharem com o título e acordarem fora da Copa Libertadores. Aos botafoguenses, porém, é permitido sonhar. É de graça, e faz bem.