O West Ham surgia como um adversário incômodo ao Manchester City antes da primeira rodada da Premier League. A teoria, porém, não se comprovou na prática. O time de Pep Guardiola iniciou mais uma temporada na liga nacional de maneira insaciável. Criou muitas chances, foi bastante preciso em suas finalizações e dilacerou um adversário entregue às rápidas trocas de passes na construção dos ataques. O placar de 5 a 0 não pontua apenas a diferença dos Citizens em relação aos Hammers. Ele também enfatiza como os celestes vêm outra vez com muita fome, em busca de seu inédito tricampeonato.

Guardiola chamou atenção pela escalação. Afinal, usou jogadores que não eram titulares na temporada passada. Gabriel Jesus e Riyad Mahrez surgiam como principais novidades na linha de frente, enquanto Rodri fez sua estreia na Premier League, compondo o meio-campo ao lado de David Silva e Kevin de Bruyne. Nada que tenha atrapalhado os visitantes em Londres. O primeiro tempo foi do City, acelerando e criando boas chances. Mesmo que o West Ham tentasse trabalhar mais a bola, não conseguia ser tão perigoso quanto os mancunianos.

Lukasz Fabianski evitou o primeiro gol com uma ótima defesa aos oito minutos, espalmando o chute de Mahrez. E, depois de alguns chutes para fora, Gabriel Jesus abriu o placar aos 24. Kyle Walker tem grandes méritos na jogada, ao avançar em velocidade pela direita. Cruzou rasteiro e o centroavante se antecipou à marcação, para cutucar a bola rumo às redes. O gol ajudou o City a controlar a situação. Fabianski parou De Bruyne, antes de evitar o segundo tento de Jesus pouco antes do intervalo.

O segundo tempo abriu a porteira para o Manchester City. Raheem Sterling ampliou já aos cinco minutos. Após uma boa troca de passes, o atacante recebeu a enfiada açucarada de De Bruyne e tocou na saída do goleiro. Três minutos depois, em outra grande trama coletiva, Jesus voltou a balançar as redes. O tento, contudo, terminou anulado por impedimento mínimo de Sterling no passe decisivo. E, aqui, cabe destacar o uso do VAR na Premier League. As decisões são rápidas e a comunicação entre os árbitros beira o ideal. Mike Dean não precisou segurar o jogo na confirmação dos tentos e também não precisou ir ao vídeo para confiar no que era lhe passado. Além do mais, a transmissão no telão do que está sendo decidido ajuda demais a compreensão de todos.

O West Ham não era um mero expectador e tentou reduzir a desvantagem, levando perigo à meta de Ederson. Depois de um desvio perigoso que passou por cima do travessão, o goleiro foi protagonista aos 27. Realizou duas ótimas defesas em sequência. Rebateu o arremate à queima-roupa de Chicharito Hernández e ainda foi buscar no canto a cabeçada de Manuel Lanzini na sobra. O lance se tornou a chave para o City acordar e aplicar a goleada.

Sterling anotou o terceiro, o mais bonito, aos 29. Mahrez serviu um bolão por elevação e o artilheiro dominou, antes de tocar por cima de Fabianski. O lance foi para a revisão e, graças a um software, apontou que o atacante não estava impedido por detalhes. Depois, aos 37, Mahrez sofreu um pênalti e Fabianski até pegou o chute de Sergio Agüero, substituto de Gabriel Jesus, mas Mike Dean mandou voltar por invasão na área – também avisado pelo juiz na sala do VAR. Na segunda chance, o argentino não desperdiçou. Por fim, o golpe de misericórdia garantiu a tripleta de Sterling nos acréscimos. Com os oponentes entregues, os celestes roubaram a bola e Mahrez deu o passe para um gol fácil do companheiro.

O Manchester City não fez uma partida dominante exatamente ao seu estilo, com aquela posse de bola que sufoca. Em compensação, foi veloz e eficiente nas conclusões. Mahrez e Sterling atuaram muito bem nas pontas, enquanto De Bruyne ditou o ritmo no meio. Contra um adversário que poderia ser mais duro, fora de casa, é um resultado imenso. Tão grande quanto o favoritismo dos celestes em mais uma campanha.

Você sabia que a Trivela agora está no YouTube? Inscreva-se no canal e nos acompanhe por mais um meio e em mais um formato! Confira o vídeo mais recente: