A última Champions League terminou com muita alegria para o Liverpool em Madri, mas poderia ter sido encerrada ainda na fase de grupos. O Napoli ficou a uma grande defesa de Alisson de eliminar os Reds. Nesta temporada, foi o único time, até agora, que conseguiu derrotar o atual campeão europeu e, nesta quarta-feira, em Anfield, voltou a se mostrar uma grande pedra no sapato do time de Jürgen Klopp. Arrancou o empate por 1 a 1 que o deixa bem posicionado para se classificar e obriga o Liverpool a obter um resultado na rodada final, fora de casa, contra o Red Bull Salzburg.

Carlo Ancelotti, agora há sete jogos sem vencer, foi a Anfield com uma proposta muito clara. Congestionou as entradas da grande área, não apenas a frente, mas também pelas diagonais, onde Mané e Salah costumam atacar com frequência, e tentou pegar a zaga do Liverpool desprevenida nos contra-ataques.

Conseguiu, aos 21 minutos. Mertens trombou com Van Dijk, que ficou no chão sentindo dores, em lance que o Liverpool alega ter sido falta, e saiu em disparada. Em posição legal, segundo a revisão do assistente de vídeo, recebeu o lançamento de Giovanni di Lorenzo, deixou a bola pingar algumas vezes e acertou um preciso chute cruzado com a perna direita para abrir o placar.

Até aquela altura, o jogo era morno, e continuou mais ou menos assim por alguns minutos, até o Liverpool começar a mudar as marchas e ir pouco a pouco aumentando o ritmo da sua pressão. Ainda assim, estava difícil encontrar espaços dentro da defesa do Napoli. Uma tabela entre Mané e Firmino encontrou o primeiro, mas o cruzamento foi cortado na hora certa por Koulibaly. O senegalês também entrou na área e tentou cavar um pênalti, que o árbitro espanhol Carlos Del Cerro acertou em não marcar.

Nos minutos finais da primeira etapa, a pressão e a velocidade dos ataques do Liverpool já eram sufocantes, com muitos cruzamentos e escanteios em seguida. Salah conseguiu um espaço pela direita, mas finalizou em cima da defesa. Milner fez boa jogada individual e achou o buraco para a finalização, bem defendida por Meret. Quando parecia que o gol de empate estava prestes a a sair, Del Cerro soou o gongo.

No começo do segundo tempo, por volta dos nove minutos, o Liverpool perdeu uma chance de ouro de empatar. Henderson cruzou do bico da grande área e parecia fácil para Meret agarrar. O goleiro do Napoli, porém, deixou a bola escapar, e Firmino girou batendo para o gol. Tinha direção, mas Koulibaly, novamente com um corte providencial, tirou em cima da linha. O atacante brasileiro, em rápida transição vermelha, também apareceu na segunda trave para cabecear e mandou para fora.

O ferrolho italiano foi finalmente quebrado, aos 21 minutos. Milner cobrou um escanteio pela esquerda bem aberto e encontrou Lovren, quase na entrada da área. A cabeçada foi muito firme. Houve um contato com Mertens que levou o Napoli a reclamar de uma possível falta. O VAR revisou e validou o empate.

O Liverpool continuou pressionando até o fim. O Napoli baixou muito suas linhas de marcação e Ancelotti até abriu mão de um contra-ataque mais rápido ao trocar Mertens pelo meia Elmas e colocar Llorente na vaga de Lozano. A maioria das divididas era vencida pelos donos da casa, e a entrada de Alexander-Arnold e de Chamberlain deu uma dinâmica diferente para o ataque vermelho, especialmente pelo lado direito.

Desta vez, porém, como em tantas outras nesta temporada da Premier League, o gol da vitória no fim não saiu, e agora, considerando que o Napoli vença o Genk, em casa, o Liverpool viajará à Áustria em busca de um resultado. Tem três pontos a mais do que os austríacos, mas dificilmente passará com derrota porque levou três gols em Anfield no 4 a 3 do primeiro jogo. A não ser que ambos proporcionem outro grande thriller.

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