O Liverpool ainda parece em ritmo de festa, com toda razão, após quebrar seu jejum de 30 anos sem conquistar o Campeonato Inglês. Mas, depois da traulitada sofrida diante do Manchester City durante o meio de semana, desta vez os Reds puderam se recompor com a volta às vitórias – mesmo sem jogar bem. O primeiro tempo letárgico não atrapalhou, Alisson foi bem quando exigido e o time de Jürgen Klopp derrotou o Aston Villa por 2 a 0. Os dois gols foram anotados nos 20 minutos finais em Anfield e, além de ampliarem os números espantosos na tabela, também atrapalham a luta dos Villans pela sobrevivência.

Jürgen Klopp poupou parte de seus titulares do meio para frente, embora mantivesse Fabinho, Mohamed Salah e Sadio Mané. Mas nem eles foram capazes de ligar o motor do Liverpool durante o primeiro tempo, num treino valendo pontos. O Aston Villa procurava mais o ataque, mas as emoções eram mínimas, com 21 minutos sem sequer um chute a gol – e a primeira tentativa, uma cabeçada dos visitantes, passou muito longe. O primeiro goleiro a trabalhar seria Alisson, aos 33, em batida de Douglas Luiz que o camisa 1 vermelho pegou em dois tempos. Mas a sonolência prevalecia. A única finalização dos Reds, um tiro mascado de Salah, esteve distante de assustar Pepe Reina.

O Aston Villa, cabe dizer, se defendeu bem. Mas não que o Liverpool parecesse interessado em forçar a marcação adversária. O heavy metal de Klopp, desta vez, era uma leve canção de ninar. Não havia intensidade. E os Villans sentiram que poderiam abrir o placar na volta ao segundo tempo em Anfield. Foi quando Alisson apareceu. O goleiro espalmou um tiro venenoso de Jack Grealish, que acabaria anulado por impedimento. Pouco depois, o camisa 10 serviria Anwar El Ghazi em contra-ataque, para que o goleiro mantivesse outra vez o zero no placar. E ainda houve um escanteio que pipocou na área dos Reds, antes de ser neutralizado.

Os primeiros sinais de vida do Liverpool foram dados pelas subidas de seus laterais. Já as modificações vieram a partir dos 15, quando Klopp mandou seus titulares para a meia hora final: Jordan Henderson, Georginio Wijnaldum e Roberto Firmino foram a campo. Mais aceso, o Liverpool abriu o placar logo após a pausa para hidratação. Aos 26, uma troca de passes fez Trent Alexander-Arnold acionar Naby Keita dentro da área. O meio-campista deu um passe na medida, que passou entre três adversários e encontrou os pés de Mané. O senegalês finalizou de primeira, em arremate que ainda tocou o travessão.

O Aston Villa não merecia a derrota por aquilo que o jogo tinha sido até aquele momento, mas ficava claro que o Liverpool não precisava de muito para marcar a diferença. As substituições deram certo e as ameaças a Pepe Reina se tornaram bem mais constantes, com uma grande defesa do veterano. O garoto Curtis Jones, outro a sair do banco, matou o jogo aos 44. Ele já havia tentado surpreender, quando logo depois recebeu uma bola ajeitada de cabeça por Salah. Emendou no canto, tirando do alcance de Reina. No fim, Alisson ainda negaria mais um gol aos Villans, mantendo sua meta invicta com uma defesaça diante de Grealish.

O Liverpool segue mirando os recordes da Premier League. Com 89 pontos, ainda tem a possibilidade de superar a melhor campanha desde 1992/93, os 100 pontos do Manchester City de 2017/18. Precisa de quatro vitórias nas últimas cinco rodadas. Neste momento, é o principal objetivo dos Reds, mas nada urgente. Já o Aston Villa perdeu a chance de sair da zona de rebaixamento. Tem 27 pontos, a um de respirar fora do Z-3. Mas a fase não é nada favorável, com nove rodadas sem saber o que é vitória – e sete derrotas neste período.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore