O peso do clássico desta quarta-feira se redobrava por causa de sua importância na tabela. Santos e Palmeiras prometiam um jogo dos grandes na Vila Belmiro, por todos os interesses rumo ao topo do Brasileirão. E os alvinegros entraram em campo muito mais ligados, preparados para conquistar três pontos essenciais às suas pretensões no campeonato. Enquanto a defesa alviverde bobeava, os santistas viviam a partida em alta voltagem e construíam uma boa vantagem. Os 20 minutos implacáveis logo de início permitiram ao Peixe encaminhar a vitória por 2 a 0 e controlar o duelo a partir de então. Foi uma prova de força do time de Jorge Sampaoli, numa atuação repleta de confiança e firmeza.

Precisando do resultado para encurtar as distâncias, o Santos acelerou para cima do Palmeiras desde os primeiros minutos. O Peixe não demorou a criar chances de gol e a encurralar os visitantes ao redor de sua área. Jean Mota exigiu boa defesa de Jailson em cobrança de falta direta, enquanto Sasha levaria perigo ao chapelar Vitor Hugo e mandar para fora. A formação do meio-campo garantia a ofensividade à equipe de Jorge Sampaoli, que parecia disposta a tomar a dianteira rapidamente.

Quando o Palmeiras respondeu em um chute para fora, não teve precisão. E o bombardeio do Santos se seguia. Carlos Sánchez teve sua oportunidade aos 11, quando chegou batendo e mandou por cima. Um minuto depois, o uruguaio auxiliaria de outra forma, com o passe para o primeiro gol santista. Em uma cobrança de falta na intermediária, Sánchez bateu na bola com perfeição e encontrou Gustavo Henrique livre dentro da área. O zagueiro cabeceou e Jailson não conseguiu defender. Marcos Rocha errou feio, ao se antecipar na jogada e dar condições ao capitão alvinegro. Festa na Vila.

Não foi o gol que reduziu o ritmo do Santos. O Palmeiras até esboçou sair um pouco mais para o jogo, mas os santistas não davam respiro. Encontraram o segundo tento logo aos 15 minutos. Pituca chutou, Jailson bateu roupa e a bola sobrou para Marinho mandar para dentro. Inicialmente, a arbitragem anulou o gol por impedimento, mas a revisão do VAR mostrou que Vitor Hugo dava condições ao atacante alvinegro. Depois disso, o jogo ficou nas mãos do Peixe, que pôde se resguardar um pouco mais e administrar a posse de bola.

O Palmeiras pouco ameaçava o Santos. As finalizações não davam trabalho a Éverson, que defendia com segurança. Para piorar a situação dos alviverdes, Luiz Adriano sentiu lesão aos 24 minutos e Mano Menezes escolheu Carlos Eduardo para entrar em seu lugar. Sem o seu homem de referência, ficava mais difícil para romper a linha de zaga do Peixe. A melhor chance palestrina veio em contragolpe, quando Dudu arrematou cruzado e Éverson se esticou para espalmar. Ainda assim, os santistas mandavam no meio-campo e atormentavam os laterais adversários, com Tailson e Marinho partindo para cima de seus marcadores.

O segundo tempo foi mais cadenciado. O Santos quase anotou o terceiro logo nos primeiros minutos, a partir de uma cabeçada de Sasha. De qualquer maneira, não existiam motivos para os alvinegros se arriscarem, um pouco mais recuados. A defesa fazia um trabalho muito seguro, enquanto Carlos Sánchez (numa partidaça) tomava conta do meio-campo. Mesmo com a entrada de Zé Rafael, o Palmeiras era inócuo. Via um rival mais perigoso a cada chegada, que não encontrava problemas para superar defensores lentos e desligados.

Se ainda existia alguma esperança ao Palmeiras, ela desapareceu aos 27 minutos. Willian ergueu o pé num carrinho sobre Diego Pituca e, depois da revisão no VAR, o árbitro resolveu expulsá-lo. Desde então, coube ao Santos passar o tempo e gastar a bola. Jogando leve, mesmo sob uma chuva pesada, o Peixe aplicou alguns dribles sobre os palmeirenses. Além disso, a torcida na Vila se empolgava com as trocas de passes e começava a gritar olé. Os santistas podem não ter devolvido a goleada do primeiro turno, mas a superioridade do time foi indiscutível. Também é uma atuação para dar embalo. Antes do fim, Jailson espalmaria uma cobrança de falta venenosa de Sánchez. O gol seria mais condizente à diferença entre as equipes, mas não era preciso mais.

Mano Menezes sofreu sua primeira derrota à frente do Palmeiras, mas tomou um banho de bola que resgata alguns fantasmas do time, entre a falta de agressividade e a falta de foco. Sem vencer há três rodadas, os alviverdes perdem uma posição. Já o Santos se engrandece com a terceira vitória consecutiva. O time de Sampaoli aproveitou a sequência da tabela, antes de sublinhar sua força no clássico. Segue com potencial na perseguição ao Flamengo. Neste momento, as duas equipes aparecem com 47 pontos, mas os alvinegros levam vantagem pelo número de triunfos e por isso ocupam a segunda colocação. Ambos secarão os rubro-negros, cinco pontos à frente, que completam a rodada nesta quinta contra o Atlético Mineiro.

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