A torcida do Manchester United reclama que o time de Louis van Gaal não é muito ofensivo. O técnico holandês não gosta dos gritos de “ataque, ataque, ataque” que às vezes ecoa nas arquibancadas de Old Trafford. Culpa a influência de comentaristas da imprensa inglesa, entre eles, o ídolo Paul Scholes. Mas os seus comandados não se ajudam. Nesta quarta-feira, protagonizou mais uma partida insípida, inodora e incolor contra o PSV e empatou sem gols.

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Agora, precisa ganhar do Wolfsburg, na última rodada da fase de grupos da Champions League, para se classificar sem depender de outros resultados. O vice-campeão alemão, com nove pontos, recebe o United, que tem oito. O PSV, com sete, joga em casa contra o CSKA Moscou. Os holandeses avançam às oitavas de final se vencerem e os ingleses tropeçarem.

O Manchester United marcou cinco vezes em cinco rodadas da fase de grupos da Champions League, pouco até mesmo para clubes sem as pretensões do gigante inglês. Pior de tudo é que, durante a meia-hora final do primeiro tempo, criou bastante volume de jogo para buscar a vitória. Em escanteio de Blind, Schneiderlin desviou, e Zoet salvou em cima da linha. Pouco depois, aos 37 minutos da etapa inicial, Lingard tentou da entrada da área, a bola sobrou para Martial, que tentou de bico, para a defesa do goleiro do PSV. O francês ainda teve uma boa oportunide, que Zoet foi buscar no canto.

O United foi o senhor do primeiro tempo, principalmente na última metade da etapa. Teve 70% de posse de bola e nove chutes a gols, seis deles certos. Depois do intervalo, o time botou o pé no freio, por algum motivo. Manteve o controle, mas exigiu apenas mais uma defesa de Zoet. O PSV, que havia ameaçado em um único esforço de Hendrix no primeiro tempo, foi mais perigoso. No geral, porém, foram 45 minutos quase dispensáveis.

Com isso, o melhor lance da partida acabou sendo o que a torcida fez nas arquibancadas de Old Trafford, aos 7 minutos do primeiro tempo. Em homenagem a George Best, cuja morte completou dez anos nesta quarta-feira, e em referência à camisa que o norte-irlandês usava, os apaixonados pelo Manchester United acenderam seus celulares e isqueiros para iluminar o Teatro dos Sonhos. Não conseguiram, porém, passar a alma do craque para os seus atacantes.