Ao longo da história das competições europeias de clubes, o futebol turco teve momentos pontuais de brilho, e quase todos nos últimos 20 anos. O Galatasaray de Taffarel e Gheorghe Hagi bateu o Arsenal nos pênaltis a Copa da Uefa em 2000 e antes, em 1989, já havia chegado às semifinais da Copa dos Campeões. Em 2008, sob o comando de Zico, o Fenerbahçe chegou às quartas da Liga dos Campeões e cinco anos depois foi às semifinais da Liga Europa.

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Mas a primeira grande campanha do país foi cumprida por um time praticamente desconhecido de quem não acompanha a liga local e que passou as últimas quatro décadas quase inteiras vagando anônimo pelas divisões inferiores. A fabulosa e esquecida saga do pequeno Göztepe, de Izmir, nas taças continentais de clubes entre meados dos anos 60 e o início dos 70 é o tema da coluna “Azarões Eternos” desta semana.

As primeiras décadas

Terceira maior cidade turca, atrás apenas de Istambul e Ancara, Izmir (também conhecida em português como Esmirna) ocupa o mesmo patamar no futebol do país e sempre contou com clubes tradicionais, entre eles o Altay, de onde, por uma cisão, nasceria o Göztepe em 1925, vestindo camisas com listras verticais em vermelho e amarelo. Nos anos 30, o clube passou por uma fusão malsucedida com o İzmirspor, mas antes do fim da década voltaria ao nome original.

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Nacionalmente, o grande feito do Göztepe até hoje é a conquista do título turco de 1950. Até fins daquela década, o campeonato nacional era regionalizado e decidido por um quadrangular entre os campeões das três ligas municipais mais fortes (uma delas, a de Izmir) e um representante vindo de uma repescagem entre as ligas menores do interior. Vencedor em sua cidade, superou em seguida Besiktas, Gençlerbirliği e İzmit Kağıtspor na fase final para levantar a taça.

Com a instituição do profissionalismo e do calendário europeu no país, na temporada 1959/60, o clube foi admitido de início na elite, mas só começou a chamar a atenção a partir de 1963/64, quando terminou o certame nacional na quinta colocação e foi indicado para disputar a Copa das Cidades com Feiras (ou simplesmente Copa das Feiras), torneio que antecedeu a Copa da Uefa. A campanha foi modesta, encerrada logo na primeira fase com duas derrotas para o Petrolul Ploiesti da Romênia, mas serviu para plantar uma semente.

O começo da saga europeia

Naquela mesma temporada, o clube subiu um posto na classificação final da liga turca, ficando em quarto lugar, atrás apenas do trio de Istambul (o campeão Fenerbahçe, Besiktas e Galatasaray, na ordem de classificação). E a campanha valeu mais uma vaga no torneio europeu para a temporada seguinte. Um dos clubes sorteados para entrar apenas na segunda fase da Copa das Feiras de 1965/66, o Göztepe foi designado para medir forças com o Munique 1860.

A partida de ida foi o primeiro grande jogo do clube aurirrubro em torneios continentais: com gols de Cengiz Kayalar e Ertan Öznur, o Göztepe venceu por 2 a 1 o futuro campeão da Bundesliga naquela temporada. Na volta, porém, uma noite para os turcos esquecerem: o Munique 1860 comprovou sua força e surrou o clube de Izmir por 9 a 1, avançando para a etapa seguinte. Vida que segue: o Göztepe terminou mais uma vez na quinta colocação na liga turca e garantiu sua terceira campanha consecutiva na Copa das Feiras.

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O Göztepe voltou a cair na primeira fase com duas derrotas, mas agora diante de um adversário de peso consideravelmente maior: o Bologna, vice-campeão italiano e vencedor do Scudetto há apenas três temporadas. Frustração mesmo veio na copa nacional, quando o clube chegou à decisão contra o rival local Altay e empatou em 2 a 2, mas viu a moedinha do sorteio dar o título ao adversário. Menos mal que uma nova quarta colocação na liga (de novo só atrás dos três grandes) o levou mais uma vez a participar da Copa das Feiras.

Um time coeso e sem estrelismos

Mais tarimbado, era a hora de começar a aprontar. A temporada 1967/68 é a primeira em que o clube aurirrubro começa a chamar a atenção no futebol europeu. O que fazia jus ao trabalho do técnico Adnan Süvari. Ex-jogador do clube, ele aceitou um emprego numa fábrica de tecidos após pendurar as chuteiras. Mandado à Inglaterra para estudar engenharia têxtil, aproveitou para acompanhar de perto o estilo de jogo e os métodos que vinham sendo aplicados naquele país.

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Ao retornar à Turquia, a fábrica havia falido. Mas ele não ficou muito tempo sem emprego: um velho amigo o convidou para treinar o Karsiyaka, outro clube de Izmir. Em 1961, seu irmão mais velho, Sebahattin Süvari, assumiu a presidência do Göztepe e trouxe Adnan para dirigir o time. Ao longo daquela década, ele aos poucos aprimoraria sua filosofia de jogo, calcada num esquema 4-3-3 (adotado após o título brasileiro na Copa do Mundo do Chile) e num estilo coletivo e de muitos deslocamentos, trocas de posições e triangulações.

Taticamente, podia-se dizer que aquele Göztepe integrava, ainda que de maneira discreta, a vanguarda do futebol europeu de então. Tinha também um bom material humano feito em casa para trabalhar em quase todos os setores. E, se por um lado, a estrutura vigente no futebol turco praticamente inviabilizava o clube de competir em igualdade de condições com o trio de Istambul na liga, o time de Adnan Süvari – que a partir de 1966 acumularia o cargo com o de treinador da seleção da Turquia – reservava seus maiores feitos para as copas europeias.

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A grande referência de jogo daquela equipe era o centroavante Fevzi Zemzem, chamado de “Bulldozer” (ou “escavadeira”), que apesar de primar pela força física – daí o apelido – atuava em movimentação incessante, abrindo espaços na área e pelas pontas, abrindo defesas. Do outro lado do campo, sob as traves, atuava o goleiro Ali Artuner, que logo amadureceria como um dos melhores do país. Era ele quem iniciava os ataques, infalivelmente com a reposição direcionada ao armador Gürsel Aksel, centro criativo da equipe e organizador de jogadas.

À frente de Artuner jogava uma sólida dupla de zaga formada por Hüseyin Yazici e Mehmet Aydin (também chamado de “B. Mehmet”, para se distinguir do lateral direito Mehmet Işıkal, ou “K. Mehmet”). Do lado esquerdo, o ofensivo lateral Çağlayan Derebaşı era uma das armas de ataque da equipe, enquanto Mehmet Işıkal, do outro lado, contrabalançava sendo um pouco mais contido, ainda que se projetasse eventualmente no caso de Derebaşı não poder subir.

No meio-campo, Gürsel Aksel tinha seu trabalho no setor auxiliado pelos dinâmicos Ertan Öznur, pela direita, e Nevzat Guzelırmak, que se combinava bem com o apoio de Derebaşı pela esquerda. Já o ataque, além de Fevzi Zemzem, contava nas pontas com Nihat Yayöz pela direita e Halil Kiraz, outro jogador com faro de artilheiro e o senso para marcar gols importantes, pela esquerda. Era um conjunto harmonioso e desprovido de estrelismos, algo que o treinador detestava.

O nascimento de um “fantasma” europeu

A Copa das Cidades com Feiras, ou apenas Copa das Feiras, foi um torneio de clubes criado ainda no fim dos anos 1950 a partir da ideia de três dirigentes europeus: o suíço Ernst Thommen, o italiano Otorino Barassi e o inglês Stanley Rous, todos com passagem pela chefia das federações de seus países e com longa carreira na Fifa (Rous como presidente, inclusive). O objetivo era criar uma competição de futebol integrando as cidades europeias que sediavam feiras comerciais.

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Embora fosse disputada em várias fases e num sistema mata-mata com ida e volta, a exemplo das outras taças continentais, a Copa das Feiras não era organizada pela Uefa e, portanto, não admitida pela entidade europeia como um torneio seu. Apesar disso, não deixa de ser reconhecida no futebol europeu (e pela Fifa) como um torneio oficial, além de ser amplamente considerada – ainda que de modo informal – a antecessora da Copa da Uefa, introduzida com adaptações na temporada 1971/72.

Entre algumas curiosidades, o torneio chegou a misturar clubes e combinados (ou seleções) de cidades europeias em seus primeiros anos. Além disso, em princípio não obedecia a critérios técnicos: os participantes eram indicados apenas pelas cidades as quais pertenciam. Quando o torneio passou a ser jogado apenas por clubes, uma das regras em vigência era a de “uma equipe por cidade”. Apenas a partir de 1968 é que os participantes passaram a ser quase inteiramente apontados pela classificação em sua liga nacional na temporada anterior.

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Depois das três breves experiências anteriores, o Göztepe abriu sua quarta temporada europeia consecutiva com um grande resultado que lhe deu chances reais de avançar pela primeira vez num mata-mata na competição: venceu de virada o Royal Antuérpia jogando na Bélgica por 2 a 1, com gols de Fevzi Zemzem, depois do surinamês Iwan Fränkel ter aberto o placar para os donos da casa na primeira etapa. Um empate sem gols em Izmir na volta foi o suficiente para confirmar a classificação inédita.

O adversário na próxima fase era bem mais temível: campeão espanhol pouco mais de um ano antes, o Atlético de Madrid venceu a partida de ida por 2 a 0 no estádio de Manzanares com um gol de Eulogio Gárate no primeiro tempo e outro do hondurenho José Cardona a três minutos do fim, levando uma boa vantagem para o jogo de volta num confronto no qual era amplo favorito. Mas a partida no estádio Alsancak, em Izmir, se desenrolaria em clima tenso.

Aos 14 minutos de jogo, o árbitro iugoslavo Josip Goegh marcou pênalti polêmico de Iglesias em Halil Kiraz e expulsou o capitão colchonero Enrique Collar por reclamação. O próprio Halil Kiraz converteu a cobrança e abriu o placar. Mais tarde, aos 28 minutos, em meio ao domínio das ações por parte do Göztepe, o meia Gürsel Aksel ampliou, igualando o resultado agregado. Devido às paralisações, o primeiro tempo teve espantosos nove minutos de acréscimo.

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Mas as confusões continuariam na etapa final: aos 21, o ponteiro José Ufarte protestou quanto à marcação de uma falta e também foi expulso. O segundo tempo teria ainda mais impressionantes 11 minutos de acréscimo, quando Halil Kiraz marcou o terceiro gol, dando a vaga aos turcos. Logo depois, o árbitro apitou o fim do jogo e foi cercado por jogadores colchoneros, que o agrediram e tiveram de deixar o campo sob proteção policial.

A campanha do Göztepe, no entanto, terminaria logo na fase seguinte, disputada em fevereiro de 1968. O Vojvodina iugoslavo venceu ambas as partidas por 1 a 0 e avançou às quartas de final. Mas a equipe de Adnan Süvari voltaria a fazer bonito no campeonato nacional: outra vez quarto colocado atrás dos três grandes, terminou apenas a um ponto do Galatasaray e teve ainda o melhor ataque da competição, com 46 gols anotados em 32 partidas.

A grande campanha continental

De modo que o clube voltou a ser apontado para participar da Copa das Feiras. E desta vez chegaria ainda mais longe. Já de saída, teria pela frente o Olympique de Marselha do lateral Jean Djorkaeff e do ponteiro sueco Roger Magnusson. Em Izmir, o herói seria Halil Kiraz, autor dos gols na vitória por 2 a 0. Na volta, no Vélodrome, os franceses devolveram o placar marcando duas vezes nos últimos 15 minutos do tempo normal.

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A partida seguiu para a prorrogação, sem alterações no resultado. Aí entrou em cena novamente a moedinha do sorteio, que havia tirado do Göztepe o título da copa nacional dois anos antes. Desta vez, porém, a sorte mudou, e os turcos avançaram. Na etapa seguinte, os romenos do Argeș Pitești eram os adversários e contavam com Nicolae Dobrin, meia da seleção daquele país. Mas o Göztepe não teve trabalho para vencer o jogo de ida por 3 a 0 em apenas 35 minutos, com um gol de Ertan Öznur e dois de Halil Kiraz.

Na volta, um gol de Ertan Öznur ampliou a vantagem do Göztepe na primeira etapa. Na volta do intervalo, o Arges reagiu e virou para 3 a 1 com um gol de pênalti, um contra e outro de Radu Jercan, mas Fevzi Zemzem apareceu para descontar e tranquilizar os classificados turcos. O goleador também seria crucial no duelo das oitavas de final contra um forte OFK Belgrado, do veterano Milos Milutinovic, do ascendente lateral Dragoslav Stepanovic e astro Slobodan Santrac, autor dos três gols na vitória por 3 a 1 na partida de ida.

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O gol do Göztepe saiu a três minutos do fim por meio de Fevzi Zemzem. Ele também abriria o placar logo aos cinco minutos no jogo da volta, no estádio Alsancak. Aos 14, Ertan Öznur marcaria o segundo para os turcos, que segurariam o resultado até o apito final, garantindo a classificação pelo gol marcado em Belgrado. Nas quartas, o adversário deveria ser o Hamburgo de Uwe Seeler. Mas após o sorteio, alegando problemas de datas, o clube alemão propôs ao Göztepe a inversão dos confrontos, com o primeiro jogo em Izmir e o segundo no Volksparkstadion.

Diante da recusa do Göztepe, o Hamburgo acabou se decidindo por abandonar a competição, levando automaticamente a equipe de Adnan Süvari à semifinal, onde a trajetória se encerraria diante do Ujpest. No primeiro jogo, em Izmir, os húngaros saíram na frente com Ferenc Bene aos 12 minutos, mas o lateral Çağlayan Derebaşı empatou cobrando pênalti aos 16. Bene recolocaria os visitantes na frente ainda na etapa inicial. E no segundo tempo, Antal Dunai marcaria duas vezes, praticamente selando ali mesmo a classificação do Ujpest.

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Na volta, os húngaros voltaram a golear, fazendo 4 a 0 sobre o Göztepe com outros três gols de Bene e um de László Nagy, assegurando sua passagem para decidir o título com o Newcastle. Além da campanha histórica para o futebol turco em termos continentais, a temporada também trouxe enfim ao Göztepe o título da copa nacional, batendo na decisão um dos gigantes do país, o Galatasaray em dois jogos disputados em 15 e 18 de junho.

Na primeira partida, no estádio Alsancak, o Göztepe venceu por 1 a 0, gol de Ertan Öznur. Já na volta, no estádio Mithatpaşa de Istambul (mais tarde rebatizado Inönü), o Galatasaray devolveu o placar, levando a decisão para a prorrogação. Um gol de Nihat Yayöz no tempo extra decretou o 1 a 1 e deu ao Göztepe sua primeira taça da competição. A conquista, que veio a compensar um sétimo lugar na liga (modesto para o período), levou o clube a embarcar numa nova aventura europeia, mas agora em outro torneio: a Recopa.

Na primeira fase do torneio, não houve trabalho para despachar o Union de Luxemburgo com duas vitórias (3 a 0 em casa e 3 a 2 fora, com direito a dois gols do dinamarquês John Nilsen, primeiro estrangeiro do clube). Na etapa seguinte, o Cardiff City do atacante John Toshack foi batido por 3 a 0 em Izmir e venceu por 1 a 0 no País de Gales, mas o Göztepe seguiu adiante, caindo nas quartas de final para a Roma dirigida por Helenio Herrera, que venceu por 2 a 0 na capital italiana e segurou o empate sem gols em Izmir.

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Um novo título na Copa da Turquia em 1970, quando a equipe superou o Eskisehirspor por 3 a 1 no jogo de volta após perder por 2 a 1 na casa do adversário na primeira partida, assegurou uma nova campanha na europeia, desta vez encerrada uma etapa antes, nas oitavas de final, diante do Gornik Zabrze, finalista do torneio na temporada anterior. Outra decepção viria com a derrota nos pênaltis para o Bursaspor na semifinal da Copa da Turquia de 1971, que impediu o tri na competição e deu adeus a uma nova participação na Recopa.

O destaque daquela temporada 1970/71 foi um excelente terceiro lugar no campeonato, apenas cinco pontos atrás do campeão Galatasaray. Ironicamente, sua melhor campanha no campeonato nacional desde o título de 1950 não valeria de nada em termos de classificação continental: a única vaga da Turquia na recém-criada Copa da Uefa ficaria com o Fenerbahçe, vice-campeão. Seria o fim de um longo e lendário ciclo de sete anos.

O declínio acelerado

O Göztepe sentiu o baque, e o que se seguiu dali por diante foi uma rápida decadência. Ainda em 1971, com a morte de seu irmão e presidente do clube, o técnico Adnan Süvari deixou o comando da equipe, que foi envelhecendo e vendo seus principais jogadores pendurarem as chuteiras. Duas campanhas de meio de tabela foram sucedidas por um 13º lugar em 1973/74. Nas duas temporadas seguintes, o clube escapou do rebaixamento por apenas um ponto.

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Mas não teria a mesma sorte em 1976/77, ao terminar na penúltima colocação, perdendo a vaga na divisão de elite no critério do número de gols marcados para o salvo Adanaspor. Na virada para os anos 80, o Göztepe viveu dias de ioiô: campeão da segunda divisão em 1978, rebaixado em 1980, novamente vencedor da divisão de acesso em 1981 e outra vez rebaixado em 1982. A partir de então, permaneceu 18 anos confinado à segundona antes de retornar para mais três campanhas na elite em quatro anos, entre 1999 e 2003.

Porém, os longos anos fora da elite foram bem menos dolorosos para os torcedores do que o que viria em meados dos anos 2000: sucessivos rebaixamentos fizeram-no descer à categoria amadora, abaixo da quarta divisão, na temporada 2007/08. Um longo caminho de volta foi percorrido então para levar os aurirrubros de volta à elite turca em 2017, de onde sonham hoje com a volta dos tempos de grandes feitos na Europa.

Quinzenalmente, o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas. Para visualizar o arquivo, clique aqui.

Confira o trabalho de Emmanuel do Valle também no Flamengo Alternativo e no It’s A Goal.