O River Plate conquisstou o terceiro lugar no Mundial de Clubes em uma vitória bastante tranquila sobre o Kashima Antlers, neste sábado, em Abu Dhabi. Os 4 a 0 vieram sem problemas, com o time jogando com vários reservas, como já era esperado. O técnico Marcelo Gallardo resolveu colocar em campo um time totalmente modificado, o que já demonstrava, por si só, que o jogo era o da ressaca de uma derrota dolorida no meio da semana. Foi também a despedida de Pity Martínez, que começou no banco, entrou e marcou dois gols. Um deles, um golaço.

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A derrota para o Al Ain é dura de aguentar e certamente ainda passa pela cabeça dos jogadores do River. O domínio sul-americano foi grande desde o começo. A inauguração do placar veio de um escanteio, que Zuculini marcou de cabeça, aos 24 minutos. O jogo era morno, com o River parecendo jogar só por jogar, enquanto o Kashima Antlers mostrava um pouco mais de motivação para conseguir algo. Tanto que chutaria três bolas na trave ao longo do jogo.

No segundo tempo, o River tratou de matar o jogo na metade final do segundo tempo. Aos 28 minutos, jogada de Juan Quintero, que tocou da ponta direita para o meio com Julian Álvarez. O jovem abriu no lado esquerdo com Gonzalo Pity Martínez, que chegou chutando e marcou 2 a 0. Aos 44, pênalti sobre Borré, que ele mesmo cobrou e marcou 3 a 0. Já aos 48 minutos, Pity Martínez aproveitou um novo contra-ataque e, em um toque de imensa categoria, mandou por cima do goleiro, que não teve o que fazer a não ser olhar a bola entrar, suavemente: 4 a 0.

Na sua despedida, o camisa 10 do River deixou a sua marca com os dois gols. Já tinha marcado o último gol na vitória sobre o Boca Juniors, na final da Libertadores, quando consolidou os 3 a 1 em Madri. Vai para o Atlanta United, atual campeão da MLS, que adotou a estratégia de contratar jogadores do mercado sul-americano, em vez de estrelas decadentes da Europa. Por lá, deve ser uma grande estrela, pelo altíssimo nível que mostrou nos anos de River. Certamente a sua ausência será sentida.

No mais, o River consegue a vitória de forma tranquila no jogo que não havia mais pressão, só desânimo. Os 4 a 0 ao menos permitem ao time sorrir, ainda que timidamente. O título mais importante do ano foi conquistado, a Libertadores. O Mundial seria um sonho, um complemento sensacional para um ano histórico. Não veio, e não veio de forma triste, sequer podendo disputar a final. Ao menos os jogadores finalmente poderão voltar a Buenos Aires e comemorar a conquista da Libertadores com sua torcida. Afinal, essa é uma conquista que deve ser celebrada por muito tempo.