A sucessão de tragédias no noticiário brasileiro durante este início de 2019 mal oferece trégua. Ainda assim, há espaço para ações solidárias e apoio às vítimas. Aqueles que sofrem as consequências do desastre em Brumadinho receberam o amparo do futebol nos últimos dias. E que esta história não envolva grandes craques ou os times mais renomados, ela se valoriza pela solidariedade e pela união que o esporte proporciona.

Na semana passada, uma corrente de apoio foi criada pelo jornalista Guilhermo Codazzi, de Taubaté. Responsável pelo projeto ‘Cartas Perdidas’, que convida pessoas a escreverem textos a entidades assistenciais, desta vez ele criou o ‘Cartas de Amor para Brumadinho’. As cartas seriam enviadas às vítimas da tragédia, oferecendo palavras de apoio e esperança. Ao todo, 450 foram produzidas. E contaram com a participação do Esporte Clube Taubaté, que disputa a segunda divisão do Paulistão, assim como dos times femininos de Taubaté e São José dos Campos – este, tricampeão da Libertadores ao longo da última década. Ainda abraçaram a causa outras equipes esportivas do Vale do Paraíba, incluindo potências em suas modalidades, como o São José Basquete, o Taubaté Vôlei e o Jacareí Rugby.

“Graças à solidariedade do povo brasileiro, poucos dias após a tragédia o governo de Minas informou que já não havia necessidade de doação de itens de primeira necessidade. Então pensamos: e que tal doarmos palavras de amor? Afinal, o amor também aquece o coração, alimenta a alma e cura feridas. As cartas são uma forma de demonstrarmos às famílias desabrigadas que elas não estão sozinhas. É uma corrente do bem para Brumadinho”, afirma Guilhermo.

As cartas produzidas no projeto foram enviadas a Minas Gerais através de Marcelo Dias, psicólogo e coordenador do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) de Brumadinho. Serão entregues juntamente com um kit de mantimentos aos sobreviventes. A quem vive dias desesperadores, a ajuda é mais do que necessária. E melhor ainda se vier com o carinho expresso, como fizeram os atletas do Vale. Quem sabe a ação inspire mais gente a se mobilizar.

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