Desde a década de 1940, salvo raras exceções, a decisão da Taça de Portugal acontece no Estádio Nacional do Jamor. Em tempos de renovação do futebol português, com vários estádios reformados ou inaugurados na esteira da Euro 2004, a casa oficial da seleção portuguesa se torna um bastião de outrora. As arquibancadas abertas dão um ar diferente do que se vive no restante da temporada no país. E aquele palco apegado ao passado, neste domingo, se cruzou com a modernidade antes da final da copa. A bola do jogo foi levada ao centro do campo por um drone, pilotado por um ‘dublê de Duende Verde’. Cena inusitada, que antecedeu a consagração do Benfica, batendo o Vitória de Guimarães por 2 a 1.

Quando a bola rolou, sem objetos voadores ou coisas do tipo, os encarnados se impuseram. Os gols saíram apenas no segundo tempo. Raúl Jiménez abriu o placar, dando um belíssimo toque por cobertura após rebote do goleiro. Na comemoração, vestiu uma clássica máscara de ‘lucha libre’ mexicana. Pouco depois, Eduardo Salvio desviou cruzamento de cabeça para ampliar. Por fim, o Vitória de Guimarães descontaria com Bongani Zungu, mas não passaria disso.

O Benfica chega ao seu 26° título da Taça de Portugal, o primeiro desde 2014. Depois de conquistar o tetracampeonato na liga, os encarnados ratificam a hegemonia no país. A deixa para mais uma comemoração apaixonada pelas ruas de Lisboa, como aconteceu há algumas semanas.