O último jogo da maratona de Copa do Mundo deste sábado, infelizmente, foi o pior dos quatro que tivemos, desde as primeiras horas do Brasil. A Croácia não teve dificuldades para vencer a Nigéria, por 2 a 0, com um gol contra e outro de pênalti. No restante da partida, pouco aconteceu. O técnico Delic Zlatko testou uma formação diferente para a sua equipe e teve dificuldades para controlar o jogo, enquanto a Nigéria, muito voluntariosa, esbarrou nas suas limitações técnicas. E, meus amigos, são muitas. 

Surpresa na escalação

A Croácia vinha jogando em um 4-2-3-1, com Modric próximo do atacante e Rakitic cuidando da saída da bola. A dúvida do treinador Delic Zlatko era em relação ao primeiro volante: Badelj, da Fiorentina, para ter mais marcação, Brozovic ou Kovacic. No fim, nenhum deles começou jogando. Zlatko preferiu uma formação ultra-ofensiva, com Perisic à esquerda, Rebic à direita, Kramaric e Mandzukic dentro da área. 

Sem controle

Embora tivesse muito potencial ofensivo, a Croácia abriu mão de controle da bola quando decidiu usar apenas dois meias. Nos primeiros 15 minutos, a partida foi jogada com intensidade entre as duas grandes áreas. A bola batia e voltava em ambos os lados. Um risco desnecessário para os europeus, que têm jogadores bons o bastante para se proteger tocando a bola no campo de ataque com um pouco mais de calma. Ao contrário, quando tinham a posse, na maior parte do tempo, aceleravam as jogadas pelos lados, sempre verticalizando. Com excesso no erro de passes, foram incapazes de criar muitas oportunidades.

Mas saiu o gol

Houve algumas no primeiro tempo. Um par de chutes da entrada da área e, claro, a jogada do gol croata. Escanteio cobrado pela direita, e Mandzukic se jogou para cabecear. A bola bateu nas pernas de Etebo e entrou nas traves de Uzoho. Antes do intervalo, Kramaric, completando o cruzamento de Rakitic, quase ampliou para 2 a 0. 

Mandzukic decide sem marcar

Além de cabecear a bola do primeiro gol, Mandzukic também esteve envolvido no segundo. Foi agarrado por Troost-Ekong, um abraço muito apertado, e Sandro Meira Ricci anotou pênalti. Mas foi Luka Modric quem cobrou para fazer o segundo da Croácia e o seu primeiro em Mundiais. O craque do Real Madrid foi reserva em 2006 e esteve no Brasil, quatro anos atrás. Zlatko tirou Kramaric para colocar Brozovic e recompôs o meio-campo. Conseguiu tirar um pouco da velocidade da partida e esperou o tempo acabar. 

Ficha técnica

Estádio: Estádio de Kaliningrado, em Kaliningrado (RUS)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (BRA)
Gols: Etebo, contra, e Luka Modric (CRO)
Cartões amarelos: Ivan Rakitic (CRO); William Troost-Ekong (NIG)

Croácia: Danijel Subasic; Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida, Ivan Strinic; Ivan Rakitic, Luka Modric, Ivan Perisic e Ante Rebic (Mateo Kovacic); Andrej Kramaric (Marcelo Brozovic) e Mario Mandzukic (Marko Pjaca). Técnico: Delic Zlatko

Nigéria: Francis Uzoho; Abdullahi Shehu, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu; Onyinye Ndidi, Oghenekaro Etebo e John Obi Mikel (Simy); Alex Iwobi (Ahmed Musa), Victor Moses Odion Ighalo (Kelechi Iheanacho). Técnico: Rohr Gernot


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