De certa forma, dois jogadores simbolizaram a partida que Sevilla e Bayern de Munique disputaram, nesta terça, pelas quartas de final da Liga dos Campeões. No primeiro tempo, quando o Sevilla até pensou que poderia levar uma vitória no jogo de ida, Pablo Sarabia se sobressaiu. Porém, também durante os 45 minutos iniciais, já começara a aparecer o grande destaque do Bayern. E embora James Rodríguez tenha ajudado muito com sua entrada inesperada, Franck Ribéry se sobressaiu de vez no segundo tempo, podendo ostentar o fato de ter participado dos dois gols da vitória dos Vermelhos para ter sido o grande destaque da partida.

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Já durante o primeiro tempo, Ribéry tentou algumas jogadas, sendo constante opção para o time pela esquerda. Todavia, com a melhora progressiva dos sevillistas em campo, Sarabia também começou a aparecer mais. Certo, Joaquín Correa ajudava bastante, com os avanços pela esquerda. Ainda assim, foi Sarabia que perdeu a primeira grande oportunidade para gol, chutando para fora, sem marcação na grande área, após rebatida falha de Mats Hummels, aos 20 minutos do primeiro tempo. Depois, aos 31, Sarabia fez o goleiro Sven Ulreich trabalhar, ao chutar alto para o arqueiro alemão espalmar. E finalmente, no minuto seguinte, teve a bola (dominada com o braço, para alguns) e o espaço para tocar na saída do goleiro do Bayern, fazendo 1 a 0.

Parecia o melhor dos mundos para o time da casa no Sánchez Pizjuan – até porque, pouco depois, as dores musculares venceram Arturo Vidal, e ele saiu, dando lugar a James Rodríguez. Foi o recomeço para o Bayern, na verdade. Não só pelo colombiano ter iniciado a jogada do empate, aos 37 minutos, mas porque Ribéry assumiu o que Robert Lewandowski falhou em fazer no jogo: finalização. Afinal, chutou cruzado – e ainda contou com a sorte, vendo o desvio em Jesús Navas virar o gol do 1 a 1 (até creditado para o espanhol).

Se marcar rapidamente já ajudou o Bayern a se assentar, a melhora no segundo tempo ampliou ainda mais o domínio visitante. E Ribéry continuou sendo o constante desafogo: por mais que Thomas Müller aparecesse bastante pela direita, por mais que a posse de bola aumentasse, novamente a bola do jogo saiu dos pés do francês. No caso, a bola do cruzamento milimétrico que achou Thiago Alcântara livre, no lado oposto, para cabecear e virar o placar. A tarefa estava cumprida. E Ribéry deu lugar a Arjen Robben, no final, sabendo ter aproveitado as chances que Sarabia não aproveitou para ser o protagonista da vitória que abre as portas de outra semifinal continental ao time da Baviera. Ser o centro das atenções e das comemorações, como na foto de cima.