O Chelsea fez a sua exibição mais convincente da temporada neste domingo, em Stamford Bridge. Os Blues não tomaram conhecimento do Everton, durante o confronto pela terceira rodada da Premier League. Dominando as ações ofensivas, o time de Antonio Conte enfrentou um rival acovardado, que preferiu se conter ao campo de defesa e pouco criou para tentar tirar a diferença no placar. Álvaro Morata, em especial, teve papel importante no triunfo por 2 a 0, marcando um gol e ainda dando assistência. Depois da derrota para o Burnley na estreia, os londrinos somam seis pontos na competição, com dois resultados positivos contra adversários que devem figurar na parte de cima da tabela – o Tottenham, no último final de semana, e agora o Everton.

Conte apostou em uma escalação mais técnica ao Chelsea, com Pedro e Willian no apoio de Morata no ataque, além de Cesc Fàbregas compondo a dupla de volantes com N’Golo Kanté. Já o Everton, que vinha de um jogo decisivo na Liga Europa visitando o Hajduk Split, realizou algumas mudanças essenciais em sua linha de frente. Sandro Ramírez foi o escolhido de Ronald Koeman para servir como referência, apoiado por Gylfi Sigurdsson e Wayne Rooney chegando de trás. Os nomes interessantes na prancheta, porém, surtiram pouco efeito em campo.

Desde os primeiros minutos, o Chelsea tinha muito mais iniciativa. Trabalhava a bola com qualidade e mal dava espaço ao Everton. Assim, o gol parecia mais questão de tempo, a não ser que os Blues cometessem algum erro. E a vantagem acabou construída a partir dos 27 minutos. Fàbregas partiu pelo lado direito e tabelou com Morata antes de bater cruzado, vencendo Jordan Pickford. Os Toffees finalizaram uma mísera vez na primeira etapa, sem sequer acertar a meta de Thibaut Courtois. Já aos 40, os londrinos asseguraram a vitória. Cruzamento de César Azpilicueta para Morata completar de cabeça. Apesar de alguns sentidos gols perdidos nestas primeiras participações pelo novo clube, o espanhol acumula dois tentos e duas assistências na Premier League.

Independentemente da necessidade do Everton, o cenário não mudou muito no segundo tempo. O Chelsea continuava superior, especialmente pelo apoio nos lados do campo. Mesmo passando em branco, Pedro e Willian tratavam de finalizar boa parte das jogadas ofensivas. Além deles, Marcos Alonso e Victor Moses também apareciam bastante nas alas. Por fim, na meia hora final, os Blues puderam esfriar um pouco mais o jogo. Conte reforçou a marcação com Tiemoué Bakayoko e os Toffees só melhorariam a partir das alterações, principalmente com a entrada de Dominic Calvert-Lewin, que deu mais mobilidade à linha de frente. Ainda assim, foi insuficiente. Courtois só foi sujar o uniforme quase no final, espalmando um chute forte de Idrissa Gueye. Nada que atrapalhasse o domingo festivo em Stamford Bridge, refazendo a má impressão deixada contra o Burnley.

Para quem pretende se colocar um patamar acima na Premier League, o Everton ficou devendo. Na rodada passada, peitou o Manchester City e arrancou um ponto no Estádio Etihad, mas teve dificuldades para atacar quando tinha um jogador a mais, após a expulsão de Kyle Walker. Desta vez, a transição foi novamente um problema. Sem dúvidas, os Toffees contam com um potencial considerável no seu elenco, mesclando jogadores tarimbados e boas promessas. No entanto, a falta de incisividade foi um problema claro.

O Chelsea, por sua vez, emenda duas vitórias, importante para acompanhar o ritmo neste início de Premier League. O conjunto dos Blues permanece como um dos mais fortes do campeonato, ainda que a atuação no mercado tenha basicamente trocado peças – exceção feita a Antonio Rüdiger, as chegadas de Tiemoué Bakayoko e Álvaro Morata prometem mais ao futuro do que ao presente em relação a Nemanja Matic e Diego Costa. De qualquer maneira, a manutenção precisa ser um trunfo aos londrinos. E a apresentação deste domingo é importante neste sentido, considerando que o grande diferencial individual, Eden Hazard, segue em recuperação após se lesionar em maio.