Eintracht Frankfurt e Chelsea encaram as semifinais da Liga Europa de maneira completamente distinta. Enquanto os alemães vivem uma enorme epopeia tentando se reafirmar no cenário continental, os ingleses veem o torneio como uma taça para salvar a temporada e um atalho à Liga dos Campeões. De forma parecida, as campanhas deixam impressões opostas. As Águias protagonizam um épico, derrubando gigantes. Já os Blues não empolgam, fruto dos problemas vividos por Maurizio Sarri. O primeiro duelo entre os oponentes, porém, pende mais à obrigação do Chelsea do que ao heroísmo do Frankfurt. Os londrinos saíram atrás no placar, mas buscaram o empate por 1 a 1 na Commerzbank Arena e poderiam ter feito mais, apesar dos sustos no final. Levam uma vantagem inicial sem tanto brilho próprio, enquanto os germânicos tentarão reverter esta história em Stamford Bridge.

O início do jogo pendeu ao Eintracht Frankfurt. As Águias foram claramente superiores durante o quarto inicial do tempo. Tinham menos posse de bola, mas atacavam com vigor e ameaçavam a meta de Kepa Arrizabalaga. As oportunidades eram bem mais numerosas aos alemães, empurrados por sua fanática torcida. E a vantagem soou natural, quando Luka Jovic abriu o placar aos 23 minutos. Filip Kostic fez o cruzamento pela esquerda e o atacante apareceu com liberdade dentro da área, se agachando para completar de cabeça. A bola seguiu no cantinho, sem chances de defesa. Em excelente fase, o camisa 8 reforça a badalação ao redor do seu nome, candidato a boas propostas na próxima janela de transferências.

O grande mérito do Chelsea foi a maneira como o time reagiu ao gol. Os Blues não se desesperaram e tiveram mais atitude. Os espaços começaram a surgir, diante do controle dos visitantes. O time chegou aos 75% de posse de bola no fim do primeiro tempo e ia finalizando bastante. Só faltava mais precisão contra a meta de Kevin Trapp, até que o empate se concretizasse aos 45. Boa jogada de Ruben Loftus-Cheek, que brigou pela bola dentro da área e puxou a marcação, antes de passar a Pedro. Mesmo com o caminho congestionado, o espanhol ajeitou e encontrou uma brecha para balançar as redes.

E o cenário continuou parecido durante o segundo tempo. O Chelsea tinha a iniciativa e o Eintracht Frankfurt não conseguia acertar os contragolpes. Os Blues iam martelando os adversários, que seguravam o empate. Trapp realizou boas defesas, sobretudo quando Loftus-Cheek soltou o pé dentro da área. Além disso, o goleiro também foi salvo pelo travessão. David Luiz quase anotou um belo gol de falta, mandando um míssil da intermediária. A bola triscou na ponta da luva do goleiro, antes de explodir na barra.

O Frankfurt só acordou novamente durante os dez minutos finais, desperdiçando duas chances claras de anotar o segundo. O passe de Danny da Costa cruzou a área, sem que Gonçalo Paciência conseguisse completar diante da meta. Além disso, David Abraham poderia ter garantido o resultado aos 39. Livre de marcação, o capitão lamentou bastante a cabeçada para fora. De qualquer forma, foi uma atuação aquém das expectativas aos anfitriões, até pela maneira como vinham se apresentando na Liga Europa.

A situação em Stamford Bridge pende ao Chelsea. O caminho ao Eintracht Frankfurt será o ataque. especialmente pelo benefício do empate com dois ou mais gols. Todavia, embora os Blues tenham apontado suas fragilidades nos últimos meses, individualmente ainda possuem mais predicados neste duelo. E os jogadores sabem o que a Liga Europa pode significar, especialmente quando não há qualquer garantia ao G-4 da Premier League. Só não devem relaxar, como aconteceu contra o Slavia Praga. A margem conquistada na Alemanha não é confortável o suficiente.