“Viver pelo clube”. A hipérbole, tratada como mantra por torcedores fanáticos, permaneceu literal a Elena Margarita Mattiussi durante toda a sua existência. Tita não apenas viveu pelo Racing ao longo de seus quase 80 anos. Ela também foi o Racing, nascida em um casebre de madeira sob as próprias arquibancadas, em local que seguiu como sua residência até seus últimos dias de vida. Chamada carinhosamente de “Mãe Racinguista”, Tita superou a imagem de torcedora-símbolo ou de funcionária dedicada: a mulher foi o retrato da identidade albiceleste, ao oferecer uma dose inigualável de amor nos corredores do Cilindro. Não à toa, nesta terça-feira, o Racing realizou uma tocante homenagem à senhora falecida em 1999. No dia em que completaria 100 anos, Tita acabou imortalizada com uma estátua em Avellaneda.

A história de vida de Tita Mattiussi possui o Racing como fio condutor de todo o enredo. E a verdade é que, de tão incrível, a antiga funcionária do clube mais parece uma personagem de ficção. Tratada por todos com muito carinho, a senhora costumava receber jogadores em sua casa para o café e atuava como uma tutora dos garotos que chegavam às categorias de base. Por isso mesmo, era unânime que diferentes times racinguistas considerassem Tita como parte integrante do sucesso. Os próprios ídolos declaravam que as caminhadas em grandes títulos, como o Mundial de 1967 e a Supercopa de 1988, começaram no velho casebre debaixo das tribunas.

“Se existe uma pessoa em nosso clube com quem todos nos sentimos identificados e representados, essa pessoa é Tita. Dedicou sua vida ao Racing, talvez por herança de seus pais, mas certamente por suas convicções e sentimentos. Aqueles que puderam conhecê-la, sabem de que falamos, porque Tita e Racing são quase a mesma coisa. De caráter forte, sincera, honesta, trabalhadora, conselheira, mãe e amiga, de alma puramente racinguista”, rememorou Fernando Quiroz, antigo jogador do clube nos anos 1990, em recente texto ao Clarín.

Antes de nascer, Tita Mattiussi já teve o seu destino traçado com o Racing. Seus pais eram italianos e se mudaram à Argentina quando tinham 20 e poucos anos. Ida, a filha de um proprietário de terras em Údine, conheceu César, um rapaz contratado para trabalhar na fazenda. Ambos se apaixonaram e decidiram deixar o país para “fazer América”. Casaram-se num sábado, subiram no navio numa segunda-feira e, dezesseis dias depois, desembarcaram em Buenos Aires sem conhecer ninguém. Eram meados de 1913 e Don César recebeu uma proposta de emprego ali mesmo. Tinha experiência no plantio e moraram primeiro em Santa Fe, antes de se mudarem a Villa Ballester. Já em 1915, a vida dos Mattiussi se transformaria. Graças a um anúncio no jornal, eles acabaram se tornando funcionários de La Academia.

Naquele momento, o Racing procurava um profissional que pudesse cuidar de seu gramado. Don César aceitou a missão. Ao mesmo tempo, Dona Ida também foi contratada para trabalhar lavando os uniformes e limpando a administração do clube. O casal passou a viver na tal residência dentro do estádio, em uma construção que até 1907 tinha servido como vestiários aos racinguistas. Os italianos perderam seus dois primeiros filhos nos anos iniciais de casamento. Já em 19 de novembro de 1919, Tita veio ao mundo dentro da própria casa dos imigrantes, sob as arquibancadas. Seria amor à primeira vista.

Envolvida naturalmente pelo Racing, Tita foi carregada no colo por jogadores históricos do clube. La Academia emendou um inigualável heptacampeonato argentino justamente em 1919, quando a menina veio ao mundo. Brincava-se que sua primeira palavra não foi “mamãe” ou “papai”, mas sim “Racing”. E, enquanto crescia, a torcedora passou a acompanhar avidamente as partidas albicelestes. Tinha seis anos quando viu o título de 1925, o último dos racinguistas na era amadora. Já na adolescência, frequentava todos os jogos, não apenas os que ocorriam “dentro de sua própria casa”.

“Nasceu no Racing e esse é seu mérito, que acompanha sua condição de sócia e de torcedora que segue a equipe em todos os campos, sob distintas temperaturas. Vai assistir ao lado de sua inseparável amiguinha Coca Gatti”, delineava a revista El Gráfico, ainda em 1934, numa reportagem sobre torcedoras fanáticas dos clubes argentinos. Tita era uma das principais retratadas. “Ali, na casinha em que nasceu, está sua vida – entre calções, camisas e chuteiras. Ela coleciona silhuetas de craques, desenhos, pequenas estátuas. Estão seus ídolos, seus amigos, os rapazes que ela segue de domingo a domingo”, arremata a revista.

O vínculo empregatício de Tita Mattiussi no Racing foi firmado em outubro de 1936. Meses antes de completar 17 anos, a adolescente acertou seu primeiro contrato como funcionária do clube, para ajudar a mãe na lavandeira. De qualquer maneira, a carteira assinada representava só uma pequena parcela dos laços construídos pela torcedora dentro do local. Sua convivência com o elenco era diária, e os jogadores tratavam a jovem feito uma irmã.

Tita Mattiussi também se apaixonou dentro do Racing. No final dos anos 1930, ela passou a namorar com um jogador da equipe. O defensor Alfredo Díaz não era tão famoso, mas tinha uma pinta de galanteador. Em compensação, o rosarino também era mulherengo e o noivado se rompeu quando já se discutia o casamento. Tita, que gostava muito do rapaz, sofreu. A partir de então, teria apenas relacionamentos menores – estes, com seres humanos. La Academia era sua paixão verdadeira.

Ante certa pressão pública para que “encontrasse um marido”, em discurso machista reproduzido pela própria revista oficial do Racing em 1945, Tita se esquivava e dizia que “só se casaria quando o time voltasse a ser campeão”. Naquele momento, o jejum se estendia desde 1925. Com o tempo, porém, se compreenderia que a vida da moça não se resumia à busca desenfreada por um matrimônio. “Racing é o meu marido”, diria a Tita, já nos últimos meses de sua vida, ao Clarín. “Os jogadores são os filhos e os irmãos que eu nunca tive”.

As bodas de Tita com o Racing se renovariam em distintos momentos, com os títulos que não demorariam a ser celebrados em Avellaneda. A grande transformação do clube aconteceu na virada dos anos 1940 para os 1950. Naquele momento, foi demolido o velho estádio de madeira e começaria a ser erguido o Cilindro. A casinha, mesmo assim, seguiu firme ao redor das obras. Vivendo com os pais, ainda funcionários racinguistas, Tita se recusou a deixar o seu lar, mesmo com uma oferta da presidência para que morassem no centro da cidade. Os Mattiussi acompanharam o dia a dia da construção.

E antes mesmo da inauguração do Cilindro, os albicelestes compartilharam grandes alegrias. Encerraram o jejum no Campeonato Argentino logo com um tricampeonato, entre 1949 e 1951, feito insuperável dentro do profissionalismo. No meio disso, o novo estádio foi aberto no segundo semestre de 1950. “Madre Tita” agora vivia sob as arquibancadas de concreto.

Não é preciso dizer que toda a ascensão do Racing naquele período seria entremeada por refeições e conversas no casebre de Tita. Ao final da década de 1950, a senhora com quase 40 anos possuía definitivamente uma aura de mãe sobre os jogadores. Acolhia muitos meninos da base, especialmente os que vinham do interior para viver na pensão do Cilindro e sentiam falta da família. Eles encontravam na lavadeira uma referência, sobretudo materna. Além do mais, a amizade permanecia com os membros do elenco principal, entre os desjejuns compartilhados e o desejo de boa sorte no início de cada dia de treinamento.

“Tão pueril, tão ingênua, tão simples… Tão amiga. À sua maneira. Porque sempre é à sua maneira – até na sobriedade de seu modesto penteado cheio de recato. Pensa-se que a vida produz pessoas como Tita, que apenas aprendeu a viver pelos demais, transferindo-se sempre. Que nunca duvida, que nunca vacila, que nunca desconfia, que nunca esconde seus sentimentos. Que até participa de todos os problemas desses jogadores que passaram e seguem passando por lá… Que conhece cada um dos acontecimentos da vida de cada um…. Que sabe das namoradas, dos aniversários de casamento. Dos aniversários dos filhos. Que adere ao fracasso, que participa do triunfo”, descreveu a revista El Gráfico, em 1973.

Com tanta influência, Tita participou mais dos triunfos. Viu times que tratavam bem a bola na virada da década, alcançado dois títulos nacionais em 1958 e 1961. Ainda assim, nada comparado à grandiosidade experimentada em Avellaneda a partir de 1966, com a célebre ‘Equipo de José’. O time comandado por Juan José Pizzuti tinha o seu ritual matinal do café da manhã com Tita. Coco Basile era um de seus melhores amigos, assim como Roberto Perfumo, Panadero Díaz e outros craques do período. O goleiro Agustín Cejas apontava que “o espírito do time vencedor se forjava na casinha de madeira”. Até mesmo o próprio Pizzuti, antigo ídolo em campo logo alçado ao posto de treinador, dividia mates lado a lado com a torcedora.

Neste ambiente favorável é que o Racing conquistou o Campeonato Argentino em 1966, com uma campanha soberana. E não se daria por satisfeito, ao faturar também a Libertadores em 1967. A disputa do Mundial Interclubes contra o Celtic possuía enorme representatividade à Academia. Pois Tita também estaria lá. Os jogadores fizeram uma vaquinha para que a funcionária os acompanhasse no duelo de ida, em Glasgow.

“Quisemos retribuir por tudo o que nos deu. Me vem à memória a cara de surpresa que Tita fez quando dissemos que íamos custear sua viagem. A partir desse momento, oferecia ainda mais comida aos rapazes. Fazia como agradecimento, em sua humildade. Tita era toda bondade”, relembrou Pizzuti, ao Racingmaníacos. Os jogadores colecionaram anedotas da senhora, em seus quase 50 anos, que pela primeira vez atravessava o Atlântico. No Reino Unido, teve a chance de visitar Londres e de se encontrar até mesmo Sean Connery, o James Bond da época. Não veria os racinguistas conquistarem a vitória, embora algo melhor estivesse por vir.

Após a derrota no Hampden Park, o Racing reagiu no Cilindro de Avellaneda. Juan Carlos Cárdenas marcou o gol que determinou a virada por 2 a 1, forçando um jogo-desempate pela taça do Mundial. Durante a comemoração do tento, sua intenção era abraçar Tita. “Nunca vou esquecer a cara de Tita quando marquei o segundo gol. Saí disparado para abraçá-la, mas não pude chegar até ela. Entre os abraços, só via seu rosto. Nunca a vi tão contente”, contou, ao Clarín. A terceira partida aconteceu em Montevidéu. Outra vez o elenco garantiu a viagem de Tita. Após mais gol de Cárdenas, em uma lendária batalha, os racinguistas venceram o Celtic por 1 a 0 e foram os primeiros argentinos a se proclamarem campeões do mundo.

“Vivo como sempre. Levanto às seis, compro as coisas para o café da manhã dos rapazes, depois lavo, preparo algumas coisas para quando terminar o treino. À tarde, saio outra vez para comprar. Mas os meninos mais novos me acompanham, porque os pacotes pesam”, descrevia Tita à El Gráfico em 1973, sobre sua rotina. Os pais octogenários ainda viviam no Cilindro naqueles tempos, embora sem mais realizar o trabalho pesado no clube. “A mim, o dinheiro nunca interessou. Por que será? É como meu pai, sou igual a ele. Sempre trabalhando. Mas estou contente, igual estou contente. Só fico triste quando alguns jogadores não escrevem para mim, nem falam comigo ou não vêm me visitar. Alguns seguem sendo amigos [mesmo depois de saírem]. Outros se afastam…”.

A casa de Tita, além de tudo, compreendia um zoológico dentro do próprio Cilindro. Sim, um zoológico sob as arquibancadas, repleto de animais de estimação cuidadosamente tratados pela senhora. Ela chegou a ter 15 cachorros, gatos, coelhos, galinhas, até mesmo cabritos que ajudavam o pai no trato com a grama. Mas ninguém superava Cecílio, seu cavalo. Era o predileto dos bichinhos.

Segundo o biógrafo Marcelo Izquierdo, que escreveu o livro ‘Tita, 100 anos da mãe da Academia’, Cecílio costumava entrar na casa de Tita para pedir pão. E não só lá. Ele também batia os cascos na pensão onde moravam os garotos da base. Muitos deles iam dormir com um pedaço de pão amanhecido para dar ao cavalo que, durante a madrugada, ia incomodá-los. A morte de Cecílio seria um dos momentos mais tristes a Tita. Ele também foi enterrado a poucos metros do casebre de madeira, no próprio terreno do Cilindro.

Repleta de amor, Tita conviveu com a dor de outras maneiras dentro do Racing a partir dos anos 1980. Os títulos cessaram e o clube passou a enfrentar uma crise financeira que se ampliava. Viveu o inédito descenso em 1983, logo voltando à primeira divisão. O dinheiro era escasso, mas ainda assim Tita se virava para dar de comer aos meninos da base e deixar a chaleira sempre no fogo para o mate. A casinha chegou a ficar sem gás por falta de pagamento. Não foram poucas as vezes em que a senhora precisou cozinhar macarrão sobre o braseiro.

O fim do jejum aconteceu em 1988, com a conquista da Supercopa Libertadores. “Em sua casa, começou a se formar a equipe campeã. Tita seria uma parte importantíssima do título. Começamos a ganhar as partidas ali, no trato cotidiano com ela”, afirma o goleiro Ubaldo Fillol, à biografia de Marcelo Izquierdo. De qualquer forma, o feito se tornaria uma exceção em meio à maior seca dos albicelestes na história do Campeonato Argentino, que chegaria a 35 anos.

O fundo do poço veio em 1999. Em março, as dívidas eram tão sufocantes que anunciou-se publicamente “o fim da existência do Racing”. A torcida não permitiu a extinção e, num dia em que o clube sequer jogaria, após o cancelamento da partida contra o Talleres, mais de 40 mil lotaram o Cilindro. Tita continuava vivendo lá e assistiu ao renascimento da Academia, em falência que nunca se consumou, graças ao apelo popular.

“O principal caminho agora é ajudar a base, fazer um programa de longo prazo. É preciso vir gente que queira o Racing, que faça bem ao clube”, avaliaria Tita, em entrevista ao La Nación, na época da bancarrota. “Sempre espero que a equipe seja a melhor do país, que tudo melhore, que os problemas terminem. Espero. Espero… Não me queira convencer que o Racing vai desaparecer. O Racing é tudo para mim. Eu tenho pouco tempo de vida, mas daria tudo o que tenho para solucionar os problemas do Racing”.

Aquele 7 de março, lembrado como ‘El Dia del Hincha’, seria o último grande momento que Tita Mattiussi presenciaria no Racing. Com a saúde debilitada, faleceu em agosto, aos 79 anos, vítima de complicações respiratórias. “Toda a minha vida eu passei no Racing. Passei muitas alegrias, muitas tristezas, mas me recordo só do bom. Toda minha vida é Racing”, dizia.

“Não existirá mais uma grande parte do Racing. Para sempre partiu uma porção da alma da Academia”, escreveu o La Nación, no obituário de Tita. “Decorada com fotos e lembranças, a austera casinha das tardes de rodas de mate transitará agora pelos caminhos da inexorável nostalgia. Solitária, permanecerá seguramente como sagrado santuário da saudade. Tampouco terá o mesmo cheiro de mate cozido, nem o branco impecável das meias. Já não estará a querida Tita para algum sanduíche às escondidas”.

A morte de Tita Mattiussi, aliás, é a prova concreta de que a matriarca do Racing não é fruto apenas de literatura – e de que suas histórias fantásticas não foram imaginadas por um Jorge Luis Borges racinguista. Com US$15 mil a receber do clube, a idosa teve um adeus comum, já não mais dentro do Cilindro, mas no leito de um hospital. Permaneceu sua lenda, como um emblema albiceleste. Sem filhos ou irmãos de sangue, seus herdeiros são todos os que passaram pela Academia.

Cerca de um mês depois da morte, a mais bela homenagem foi feita por Javier Lux, um dos tantos pibes cuidados por Tita. Após anotar um raro gol pelo Racing, o prata da casa levantou uma camisa com os dizeres: “Obrigado, Tita”. Tão simples quanto significativo. Outro tributo bacana vem no apelido da equipe feminina de hóquei sobre a grama: as racinguistas são ‘Las Titas’.

“Tita deixou o Cilindro apenas para morrer. Uma verdadeira lástima, porque foi em uma fria sala do Hospital Fiorito. Uma sala pintada de branco, sem faixas celestes nas paredes”, poetizou o biógrafo Marcelo Izquierdo, em entrevista à Rádio Gráfica. “Tita foi a pessoa mais importante em toda a história do Racing. Mais que Cárdenas, Basile ou Diego Milito. Muito mais importante que qualquer jogador ou dirigente. […] Tita viveu para o Racing. Apaixonou-se e sofreu no Racing. Primeiro foi filha, depois irmã e finalmente mãe de todos os jogadores. Foi testemunha da história do clube durante quase 80 anos, vivendo sob as tribunas. Por isso digo que foi a figura mais importante”.

Ainda em 1999, o nome de Tita renascia de outra maneira dentro do Racing. Os próprios torcedores haviam comprado um prédio abandonado em Avellaneda para servir de casa às categorias de base. O local foi reformado a partir de mutirões e arrecadações dos racinguistas. Inaugurado um mês depois do falecimento, o novo centro de treinamentos foi batizado em homenagem à senhorinha, como Casa Tita Mattiussi. Os pratas da casa, afinal, é que garantiriam o ressurgimento da Academia. Diego Milito, um entre centenas de pupilos cuidados pela figura maternal, foi importante na campanha do título no Apertura de 2001, que encerrou a seca de 35 anos, e voltaria para liderar a reconquista no Transición de 2014.

“Na base, durante os anos 1990, as necessidades e as dificuldades eram permanentes. Sua luta com os garotos e o trabalho diário se tornavam maiores, porque conseguia superar essas carências. Por isso recebia o reconhecimento constante, em vida, de todos os que tinham a ver com o clube. Tita deve estar orgulhosa de como as coisas pelas quais ela lutava mudaram, com os meninos encontrando os meios e as comodidades pelas quais ela tanto se esforçou, e por saber que muitos de nós seguimos o seu exemplo. Seu legado é um caminho que ela mesma nos marcou”, refletiu Fernando Quiroz, ao Clarín.

Não há dia dentro do Racing em que a história de Tita não seja relembrada de alguma maneira. Esquecer a mãe seria renegar a própria existência. Por isso mesmo, La Academia realizou um belo ato nesta terça para que a memória da torcedora permaneça um pouco mais evidente. O clube inaugurou uma estátua em tributo a Elena Margarita Mattiussi. O monumento por enquanto ficará na sede da agremiação, mas a ideia é que seja transferido ao local do velho casebre, no Cilindro, onde também serão depositadas suas cinzas e de seus pais. Tita foi reproduzida tal qual um jogador na comemoração de um gol, com camisa albiceleste e saias, de braços abertos e sorriso franco. Braços abertos que sempre ofereceu aos seus filhos e irmãos, aqueles que tanto comemoraram gols com a camisa do Racing.

* Fica o agradecimento especial ao amigo Felipe Bigliazzi Domínguez, que ajudou com a sugestão da pauta e algumas fontes. Valeu!