O Celta de Vigo possui um time com qualidade para se colocar na parte superior da tabela do Campeonato Espanhol. Não à toa, as boas campanhas foram comuns nas temporadas recentes, com direito a classificação à Liga Europa e papel de destaque nos mata-matas continentais. Porém, os galegos também sofrem suas oscilações e, em 2018/19, temeram o pior. Ocuparam a zona de rebaixamento por algumas rodadas e viram o abismo de perto. Por sorte, se recuperaram a tempo. Com bons resultados nas últimas semanas, os celestes praticamente garantiram a salvação neste sábado. E deram motivos para a torcida vibrar em Balaídos: anotaram 2 a 0 sobre o Barcelona, que vinha recheado de reservas.

Campeão da Liga, o Barça poupou a maioria absoluta de seus titulares, com uma escalação repleta de garotos. Pensava no reencontro com o Liverpool, pela Champions League, na próxima terça-feira. E os blaugranas ainda deram o azar de ver Ousmane Dembélé se lesionar logo aos seis minutos. Sem interesse na partida, o time de Ernesto Valverde até controlou a posse de bola, mas pouco produziu no ataque. Viu o Celta cresce em campo para buscar a vitória.

Os gols saíram apenas no segundo tempo. E o Celta poderia ter aberto o placar antes, por conta de um gol milimetricamente impedido que o VAR anulou. De qualquer forma, não demoraria à torcida galega comemorar o resultado. O primeiro tento saiu aos 22 minutos. Ryad Boudebouz cruzou pela direita e Maxi Gómez se esforçou para mandar às redes. Por fim, o artilheiro Iago Aspas deu números finais ao confronto. Aos 43, converteu o pênalti que praticamente carimba a permanência de seu clube na elite espanhola.

O Barcelona soma 83 pontos e mantém a diferença sobre o Atlético de Madrid, que também perdeu neste sábado – passeio do Espanyol nos 3 a 0 de Cornellà-El Prat. Já o Celta alcança o 14° lugar. Tem 40 pontos, cinco acima da zona de rebaixamento, restando duas rodadas. E vale citar, mais uma vez, o peso de Iago Aspas. É o quinto na lista de artilheiros do campeonato, com 17 gols e seis assistências em 25 partidas. Mostra-se cada vez mais capaz de se eternizar como o maior ídolo dos galegos, escrevendo uma história ímpar em Balaídos. E novamente na primeira divisão.