O primeiro clube a confirmar o acesso à Serie A 2019/20 possui uma respeitável tradição no Calcio: o Brescia. O clube lombardo é o recordista em aparições na Segundona, com 61 participações, e só duas vezes terminou rebaixado à terceira divisão. Além disso, este é o 12° acesso dos biancazzurri à elite do Campeonato Italiano, uma marca notável, apesar da histórica gangorra vivida no Estádio Mario Rigamonti. A Leonessa somará sua 23ª temporada na primeira divisão, tentando escapar do insistente destino que a puxa para baixo. Em sete das últimas oito promoções, o descenso aconteceu logo no ano seguinte. Um ioiô que perdura desde a década de 1960 e só teve uma exceção, nos anos 2000, quando a equipe emendou cinco edições seguidas na Serie A. Sem muita coincidência, nas quatro temporadas em que não caiu, Roberto Baggio brilhava no time, aposentando-se justamente na campanha anterior ao rebaixamento.

Desta vez, o Brescia retorna à Serie A após um hiato de oito anos. Sua última aparição na elite havia acontecido em 2010/11. E, de certa forma, precisa agradecer ao Parma. Na maior parte desta década, os biancazzurri fizeram campanhas na metade inferior da tabela da Serie B. Só uma vez apareceram nos playoffs, em 2012/13, mas sucumbiram logo nas semifinais. Já o pior aconteceu em 2014/15, quando os lombardos terminaram no 20° lugar e deveriam ser realocados à terceirona. O rebaixamento só não aconteceu pela falência do Parma, que despencou rumo à quarta divisão e permitiu que a Leonessa se segurasse na Serie B. Quatro anos depois, o aparente abismo se transforma em comemoração pelo acesso.

Uma mudança primordial, para possibilitar a ascensão, aconteceu no comando do Brescia. A partir de 2017, o clube passou a receber o investimento de Massimo Cellino. O empresário possui um histórico considerável no futebol a partir da década de 1990, entre suas aventuras e suas polêmicas. O Cagliari foi seu primeiro alvo, adquirido em 1992. Os sardenhos desfrutaram de certa estabilidade na Serie A durante os 22 anos sob as ordens do magnata, assim como chegaram às semifinais da Copa da Uefa. Todavia, entre as intensas trocas de técnicos e outros entraves, o dirigente chegou a ser preso por três meses, antes de cumprir pena domiciliar por peculato e falsidade ideológica. Em 2010, ensaiou a compra do West Ham e, em 2014, meses antes de vender o Cagliari, adquiriu 75% do Leeds United. Foram anos turbulentos em Elland Road, acumulando campanhas medianas na Championship. Deixaria os Whites em 2017.

Sem conseguir se distanciar do futebol, Cellino assumiu o Brescia em agosto de 2017. A primeira temporada na Lombardia não foi positiva, ao menos dentro de campo. Os biancazzurri terminaram no modesto 15° lugar na Serie B, com quatro trocas de técnicos ao longo da campanha. Em compensação, o cartola investiu na reforma do Estádio Mario Rigamonti e na construção de um novo centro de treinamentos. Diante da expectativa de melhoras, a Leonessa não demorou a corresponder. Fez uma campanha ascendente nesta Segundona e, depois que entrou na zona de acesso direto, não saiu mais.

Não quer dizer que o Brescia tenha passado incólume. E muito menos que a fogueira de técnicos não tenha ardido. Cellino precisou de três rodadas para demitir David Suazo (aquele) e contratar Eugenio Corini. Ao menos o novo comandante, revelado pelos próprio biancazzurri em seus tempos de jogador, conseguiu botar ordem na casa. Após um início ruim de temporada, com apenas três vitórias em 11 rodadas, o time embalou. Alcançou a segunda colocação no final do primeiro turno e logo depois assumiu a liderança. Dominou o topo a partir de fevereiro, até que a vitória sobre o Ascoli nesta quarta-feira consumasse o acesso com duas rodadas de antecedência. Formando uma dupla azeitada no ataque, Alfredo Donnarumma e Ernesto Torregrossa anotaram mais da metade dos gols. Já o nome mais conhecido do elenco é o capitão Daniele Gastaldello, de amplos serviços prestados sobretudo à Sampdoria.

E se o futuro é promissor ao Brescia, vale lembrar um pouco de seu passado. Aproveitando o gancho pelo acesso, recontamos a história recente do clube na Serie A. Seu período mais emblemático aconteceu justamente nos anos dourados do Calcio, com dez temporadas na primeira divisão entre 1980 e 2005. Tempos de craques e alguns orgulhos inquebrantáveis no Estádio Mario Rigamonti.

– O coração que pulsava em Stefano Bonometti

De todos os nomes citados nesta lista, Stefano Bonometti certamente é o menos conhecido internacionalmente. Ainda assim, não há como relatar a história do Brescia sem mencionar o volante / zagueiro de estilo aguerrido e enorme simbiose com a torcida. Nascido na cidade, começou sua carreira nas categorias de base biancazzurri até fazer sua estreia profissional em 1978. A partir de então, viveu todo e qualquer tipo de emoção com os rondinelli. Em 17 anos no clube, acumulou seis acessos e cinco descensos. Fez parte da equipe que foi da Serie A à C1 em apenas duas temporadas, mas também acumulou duas promoções consecutivas para recolocar a Leonessa na elite em 1986. Exceção feita a uma breve passagem pelo Ancona em 1989/90, também integrou as campanhas relevantes dos lombardos no início dos anos 1990. Vestiria a braçadeira de capitão por oito temporadas e ergueria o troféu da Copa Anglo-Italiana em 1994. Só deixaria o Mario Rigamonti em 1996, às portas da aposentadoria. Com 421 jogos pela liga, permanece como o recordista em presenças pela agremiação.

– A porta de entrada a Branco no Calcio

A temporada de 1986/87 marcou o retorno do Brescia à Serie A após cinco anos. E, pela primeira vez desde a reabertura do mercado, os rondinelli aproveitavam a brecha para contratar estrangeiros. O lateral Branco foi o escolhido, após estourar com o Fluminense e participar da Copa do Mundo de 1986. Era um dos principais reforços da equipe, que ainda buscou Evaristo Beccalossi de volta na Internazionale. Entretanto, a Leonessa não foi capaz de assegurar sua permanência na elite e acabou rebaixada. Branco anotou três gols na Serie A e ainda ficou para a Serie B de 1987/88, antes de rumar ao Porto. Voltaria ao Calcio no início dos anos 1990, para uma passagem de maior destaque pelo Genoa.

– Gheorghe Hagi e os anos romenos

Durante os anos dourados do Calcio, era comum ver certos clubes se associarem com jogadores de mesma nacionalidade para buscar o sucesso. O Milan “holandês” e a Internazionale “alemã-ocidental” são os maiores exemplos. No entanto, o Brescia também fez o seu caminho alternativo. Escolheu a Romênia, que se classificara à Copa de 1990 e vivia a saída de seus talentos após a queda do regime comunista. A figura decisiva nesta ascensão foi Mircea Lucescu, que treinara sua seleção na década de 1980 e chegou à Itália através do Pisa. O jovem técnico se tornou uma aposta do lendário presidente Luigi Corioni e não demorou a se provar. Com um elenco composto só por italianos, conquistou o acesso na Serie B 1991/92. O atacante Maurizio Ganz encabeçou a campanha, encerrando o hiato de cinco anos longe da elite.

A transformação do Brescia “à Romênia” aconteceu mesmo na Serie A, em 1992/93. Somente os clubes da primeira divisão tinham permissão para comprar estrangeiros e os biancazzurri não economizaram. De uma só vez, buscaram um quarteto. Três desses jogadores haviam atuado sob as ordens de Lucescu no Dinamo Bucareste: Ioan Sabau era um volante muito capaz na organização, que estava no Feyenoord; o meia Dorin Mateut tinha uma verve mais ofensiva, trazido do Zaragoza; já o encarregado pelos gols era Florin Raducioiu, que havia passado por Bari e Verona. Mas a verdadeira cereja do bolo era o antigo craque do Steaua Bucareste, um tal de Gheorghe Hagi. Sem emplacar como o esperado no Real Madrid, mudava-se à Itália para recuperar o moral.

De fato, os romenos seriam fundamentais ao Brescia. Em uma equipe que ainda contava com Stefano Bonometti e Paolo Negro no sistema defensivo, os estrangeiros encabeçavam a criação e a definição. Apenas Mateut não emplacou, limitado pela regra que não permitia que mais de três estrangeiros estivessem simultaneamente em campo. Todavia, apesar dos 13 gols de Raducioiu (que logo seguiria ao Milan) e da maestria de Hagi na criação, os rondinelli foram rebaixados ao perderem o jogo-desempate contra a Udinese. Lucescu permaneceu à frente do clube para a temporada seguinte, assim como Sabau e Hagi foram preservados no elenco. Seriam protagonistas durante o acesso na Serie B 1993/94, com o camisa 10 gastando a bola e acumulando nove gols. Retornava ao seu melhor às vésperas da Copa do Mundo.

A marca mais profunda dos romenos no Mario Rigamonti, entretanto, foi outra. A Copa Anglo-Italiana era uma competição que teve sua relevância na década de 1970, até ser ressuscitada em 1992 para promover embates internacionais aos times da Serie B e da Championship. Uma oportunidade aos pequenos ou tradicionais adormecidos, que a Leonessa aproveitou. Após terminar na liderança de seu grupo, a equipe de Lucescu ganhou do Pescara nas semifinais e foi campeã em cima do Notts County, erguendo a taça em Wembley. Seria o maior legado de Hagi, antes de arrebentar no Mundial de 1994 e assinar com o Barcelona. Para a Serie A 1994/95, Sabau ficou e o rodado Danut Lupu se tornou reforço. Contudo, o time não engrenou e Lucescu acabou demitido, antes que o novo rebaixamento se consumasse. O treinador até voltou na Serie B 1995/96, mas o insucesso naquela campanha marcou o fim da era romena, também com a venda de Sabau à Reggiana.

– O insaciável Dario Hübner

Dario Hübner é uma figura folclórica do Campeonato Italiano na virada do século, como relembraram os amigos da Calciopédia. O centroavante tinha um jeitão desengonçado e, mesmo sendo completamente letal, só rodou por equipes menores, ao demorar para explodir. Possuía uma capacidade de finalização absurda, sobretudo nos chutes de primeira. E boa parte da fama do “Tatanka” seria escrita no Brescia. Chegou ao clube em 1997, já aos 30 anos, após empilhar gols na Segundona com o Cesena. E causou o seu impacto, balançando as redes de várias forças do Calcio. Mas, apesar de seus 16 gols, não conseguiu evitar o rebaixamento. Permaneceu para a Serie B e, com 42 tentos em duas temporadas, ajudou o acesso dos biancazzurri. Já sua última temporada no Mario Rigamonti foi a que restabeleceu a equipe na elite, em 2000/01. Somou 17 gols no Italianão, um recorde da agremiação, e formou uma dupla respeitável com Baggio. Sairia apenas para lucrar com sua transferência ao Piacenza, em 2001, onde foi artilheiro da Serie A.

– A apoteose de Roberto Baggio

Em 2000, Roberto Baggio já tinha petrificado sua trajetória lendária no futebol italiano. Havia sido ídolo dos três grandes, conquistara a Bola de Ouro, protagonizara a seleção italiana em grandes momentos – e outros nem tão bons assim. Aos 33 anos, as lesões seguiam como um martírio a quem poderia ter sido muito maior se não fosse a fragilidade dos joelhos. E, que as rusgas com Marcello Lippi custassem seu espaço na Internazionale, ainda foi capaz de confirmar a classificação do clube à Liga dos Campeões. De qualquer forma, o fim do contrato com os nerazzurri deixavam uma interrogação sobre o futuro do camisa 10. Mas ainda não era o momento de parar. Aceitou a proposta do Brescia em setembro de 2000 e, de volta à Serie A, os biancazzurri contariam com a categoria do Codino Divino.

A idade e o histórico de lesões poderiam depor contra Baggio. Mas a magia do camisa 10 estava intacta, das mais diferentes formas. Permanecia a precisão nos cruzamentos, permanecia a qualidade para finalizar, permanecia o domínio excepcional, permanecia a habilidade nata aos dribles. E, graças a isso, o Brescia finalmente se manteve na Serie A sem conviver com o sobe-e-desce do rebaixamento. Com Baggio, os rondinelli sempre terminaram no meio da tabela – incluindo um satisfatório oitavo lugar em 2000/01, que valeu a classificação para a extinta Copa Intertoto.

Durante aquele período, o Brescia contou com um bom número de jogadores relevantes – como Stephen Appiah, Daniele Bonera, Matuzalém, entre outros. De qualquer forma, a aura de Baggio era especial. E o craque continuava oferecendo seus lances fantásticos à torcida biancazzurra. A fase era tão boa que, mesmo em uma equipe modesta, o Codino Divino foi indicado à Bola de Ouro em 2001. Terminou no 25° lugar. Só que o craque também precisou novamente superar os seus percalços com lesões. Em fevereiro de 2002, Roby rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo. O sonho de disputar sua quarta Copa do Mundo, diante dos clamores populares, parecia descartado.

Foi então que Roberto Baggio protagonizou o maior milagre de sua carreira. Voltou 76 dias após sua cirurgia, numa recuperação inacreditável. Mais do que isso, anotou gols importantes para evitar o rebaixamento do Brescia na reta final da Serie A 2001/02. Todavia, não sensibilizou Giovanni Trapattoni e foi ausência no Mundial. A lenda defenderia os rondinelli por mais duas temporadas. Em quatro anos no Mario Rigamonti, Roby anotou 45 gols em 95 partidas pelo Campeonato Italiano. Também superou a marca de 200 tentos na liga, atualmente ocupando a sétima posição entre os maiores artilheiros da competição. Por fim, sua despedida foi igualmente inesquecível. Disputou sua última partida no San Siro, contra o Milan, recebendo uma enorme ovação ao sair de campo. Em homenagem ao gênio, a Leonessa aposentou a sua camisa 10.

– A transformação de Andrea Pirlo

O carinho de Brescia por Andrea Pirlo é único. Afinal, o meio-campista é o maior prata da casa da história dos lombardos. O meia chegou às categorias de base quando tinha 13 anos. Realizou a sua formação com os rondinelli, até ganhar suas primeiras chances na equipe principal aos 16 anos. Foi o mais jovem a vestir a camisa biancazzurra em uma partida oficial. A aposta tinha o seu sentido e, por mais que o clube vivesse sua gangorra particular no Campeonato Italiano, o prodígio logo se tornou instrumental. Contribuiu ao acesso em 1996/97 e fez ótima temporada na Serie A em 1997/98. Assim, atraiu o interesse da Internazionale.

Pirlo não se firmou com os nerazzurri. Ficou abaixo das expectativas, passou um ano emprestado à Reggina e também não emplacou quando voltou. Diante da chance, o Brescia acertou o seu retorno para a metade final da Serie A 2000/01. O empréstimo de seis meses pode não parecer muito, guardando apenas dez atuações e uma lesão no metatarso. Ainda assim, eles foram transformadores ao rapaz de 21 anos. O técnico Carlo Mazzone alterou a posição do garoto. Se antes atuava mais avançado em campo, agora se tornaria um ‘regista’, no papel que se consagrou. Além disso, a promessa produziu alguns lances sublimes ao lado de Roberto Baggio. Contra a Juventus, um lançamento absurdo de Pirlo para o domínio igualmente incrível de Baggio é a prova pura da genialidade de ambos. Não à toa, o Milan resolveria tirar o volante da Inter em 2001. A partir de então, a história seria feita.

– O despertar de Luca Toni

Pirlo não foi a única contribuição do Brescia aos títulos mundiais da Itália. Na década de 1970, o time impulsionou o jovem Alessandro Altobelli, que se transferiria à Internazionale e participaria do tri em 1982. Décadas depois, outro centroavante lapidado na Lombardia foi Luca Toni. O clube não formou o camisa 9, mas teve um papel importante em sua afirmação na elite do Campeonato Italiano. O atacante já tinha rodado bastante pelas divisões de acesso no início de carreira e também passou pelo Vicenza, estreando na Serie A. Os biancazzurri aproveitariam seu bom momento e o levariam em 2001, na contratação mais cara da história do clube. Substituto de Hübner, o artilheiro realizou uma ótima temporada de estreia com a Leonessa. Aos 24 anos, anotou 13 gols na Serie A e foi decisivo na campanha até as semifinais da Copa da Itália, ajudando a eliminar a Roma. No entanto, não rendeu tanto no seu segundo ano e terminou vendido ao Palermo, antes de eclodir de vez rumo à seleção italiana.

– A maestria de Pep Guardiola

Uma das contratações mais significativas do Brescia aconteceu em 2001. O clube comprou Pep Guardiola, que não vivia mais seu auge no Barcelona, mas seguia integrando a seleção espanhola. Em duas temporadas na Lombardia, o meio-campista exibiu toda a sua categoria para conduzir os biancazzurri e usou a braçadeira de capitão durante as ausências de Baggio. Depois de atravessar uma excelente fase na campanha de estreia na Serie A, Guardiola aceitou uma proposta da Roma. Passou alguns meses na capital, mas voltaria para terminar a temporada 2002/03 no Mario Rigamonti. Apesar de declarar seu apreço pela cidade, acabou aceitando uma proposta do futebol catariano.

– Os petardos de Luigi Di Biagio

Em 2003/04, o Brescia buscou outro medalhão da seleção italiana para fazer companhia a Roberto Baggio: o meio-campista Luigi Di Biagio, presente nas duas Copas do Mundo anteriores e também na Euro 2000. O veterano ajudou a conduzir a jovem geração que se preparava no Mario Rigamonti e continuou rendendo bem, aos 32 anos. Foram duas temporadas na Serie A, com 16 gols marcados, além de meio ano na Serie B. Fatal por seus chutes de longa distância, o volante se aproveitou muito bem da característica, com algumas pinturas.

– O amor por Andrea Caracciolo

Andrea Caracciolo era torcedor do Milan durante a infância, mas seu coração terminou pintado de azul e branco ao longo da carreira. O centroavante construiu uma história sólida no Brescia, a ponto de se transformar no maior artilheiro do clube. Foram quatro passagens pelo Estádio Mario Rigamonti, totalizando 179 gols. O matador chegou à equipe em 2001, aos 19 anos, entrando em jogos esparsos. Foi emprestado ao Perugia após sua primeira temporada, mas retornou para virar um dos atacantes mais promissores da Serie A com os rondelli. Entre 2003 e 2005, ocupando a lacuna deixada por Toni, se tornou um dos protagonistas do elenco e anotou 12 gols em cada edição do campeonato. Também foi campeão europeu com a seleção sub-21. A queda à Serie B, porém, determinou sua transferência ao Palermo – onde também viveu boa fase, a ponto de ser convocado à Azzurra principal.

Caracciolo voltou para reerguer o Brescia em 2008. Desembarcou no clube ainda na Segundona e acumulou gols, comemorando o acesso após duas temporadas e meia. Então, seria a grande figura da Leonessa na última passagem pela Serie A, em 2010/11. Foram 12 tentos em 33 partidas, em elenco que também contava com Alessandro Diamanti, Éder e outros nomes famosos. Os lombardos voltaram a ser rebaixados e Caracciolo novamente deixou a agremiação, passando por Genoa e Novara. Contudo, a partir de 2012, foi o grande bastião dos biancazzurri na Serie B. Disputou seis edições consecutivas da Segundona, sem se aproximar da promoção, mas sempre registrando dois dígitos nos tentos. Todavia, aos 37 anos, não teve o contrato renovado para a atual temporada. Mais do que ninguém, o ídolo merecia este acesso. Ainda na ativa pela terceira divisão, aplaude os antigos companheiros.