O Brasil pôde descansar nesta rodada do Torneio Pré-Olímpico. E os brasileiros assistiram de camarote ao caos entre seus concorrentes no Grupo B. Os dois jogos deste sábado tiveram dez gols no total, e permitiram que todas as equipes alcançassem ao menos uma vitória. Vitórias malucas, diga-se. A Bolívia abriu dois gols sobre o Uruguai, permitiu um empate-relâmpago e arrancou a vitória por 3 a 2 aos 49 do segundo tempo. Já o Peru começou perdendo por dois gols de diferença contra o Paraguai e fechou a noite com o triunfo de virada por 3 a 2. De semelhante, o festival de erros defensivos.

A Bolívia tinha estreado com derrota para o Paraguai, que por sua vez havia sido batido pelo Uruguai. Por isso mesmo, surpreendeu o que os bolivianos fizeram contra os uruguaios. Moisés Villarroel abriu o placar de pênalti no primeiro tempo e Víctor Abrego ampliou no início do segundo tempo, sozinho para cabecear na área. A Celeste reagiu entre os 33 e os 35 da etapa complementar. Neste curto intervalo, duas bolas na área e duas bobeiras da zaga andina, para que José Luis Rodríguez e Federico Viñas marcassem. Porém, La Verde não desistiu do resultado. O tento da vitória saiu aos 49, pegando a retaguarda charrua bagunçada. Fernando Saldías recebeu e fuzilou, para determinar a festa.

O Peru, por sua vez, estreou dando trabalho ao Brasil e folgou na segunda rodada. Desta vez, provou sua força com a virada diante do Paraguai. Parecia um jogo nas mãos dos guaranis, depois que Saúl Salcedo e Sergio Díaz abriram dois gols de diferença em cerca de um minuto, entre os 15 e os 16 do primeiro tempo. O problema seria o apagão paraguaio na volta à segunda etapa. Foi então que os incas se aproveitaram. Sebastián González e Luis Carranza não perdoaram os erros crassos dos adversários nas bolas cruzadas na área. Pior seria o tento da virada, aos 29, onde a clara falta de confiança afetou o Paraguai. Santiago Arzamendia, o mais experiente do time, meteu contra e deu o triunfo aos peruanos.

O equilíbrio no Grupo B traz mais ameaças ao Brasil, mas também demonstra como a equipe de André Jardine é superior aos seus adversários por aquilo que já apresentou na competição. Os brasileiros somam seis pontos, contra três de paraguaios, uruguaios, bolivianos e peruanos. Ninguém parece ser ameaça suficiente para atrapalhar a classificação da Canarinho ao quadrangular final. E anda difícil de cravar quem será o outro a avançar. O Peru, que já enfrentou o Brasil e possui um jogo a menos, se coloca em vantagem.