A vitória contra o Corinthians, na rodada passada, já havia animado a torcida do Botafogo para a reta final do Campeonato Brasileiro. E este sábado deu a certeza: se o clube do Mourisco precisará se esforçar, a ameaça de rebaixamento já parece menor do que se chegou a temer. Tudo graças a uma atuação categórica no clássico contra o Flamengo, rendendo vitória inquestionável por 2 a 1, que voltou a por a nu as fragilidades de um Rubro-Negro que, de novo, sofre um golpe quase definitivo em suas aspirações ao título brasileiro.

E esse golpe já era previsível desde que a partida começou no Nilton Santos. Enquanto o Flamengo parecia nervoso (algo exemplificado pelo pontapé de Lucas Paquetá em Brenner, no final do primeiro tempo, rendendo o amarelo que deixa o meio-campista flamenguista suspenso para a próxima rodada), o Botafogo mostrava o esforço de sempre e até alguma segurança. Bastava para explorar os pontos fracos do rival – como no primeiro gol, quando Erik superou facilmente Réver na corrida antes da finalização para o 1 a 0, ou no segundo, em que a cobrança sem ângulo de Léo Valencia acabou entrando pela “união” do efeito da bola com o mau posicionamento de César no gol.

Mesmo tendo maior posse de bola, o Flamengo mostrava tamanha apatia que, já no primeiro tempo, Diego entrou no lugar de Cuellar, para tentar acelerar a criação de jogadas no meio-campo. Por algum momento no início da etapa final, até conseguiu: o gol de Vitinho mostrou algum espírito de reação no time. Depois, o Botafogo voltou a controlar o rumo do jogo, com as boas atuações de seus destaques, Gatito Fernández e Leo Valencia à frente. Por isso, pode comemorar uma vitória extremamente valiosa. Tanto quanto ela é danosa para um Flamengo que já se achava reanimado, mas que sofre novo golpe duro nas expectativas que ainda restam.