O Athletico Paranaense conquistou uma vitória essencial para suas pretensões na Copa Libertadores. O Furacão recebeu o Colo-Colo, seu principal concorrente no Grupo C, e não demorou a encaminhar o triunfo na Arena da Baixada. É verdade que os rubro-negros deram um bocado de sorte, se forem considerados os dois gols contra que construíram o placar por 2 a 0, mas também fizeram por merecer o resultado pelo ótimo início de partida e por controlarem bem a vantagem. Os três pontos isolam os athleticanos na liderança e deixam o time com a classificação encaminhada à próxima fase, por mais que a chave permaneça equilibrada.

A postura do Athletico durante os primeiros minutos facilitou a partida. A equipe de Eduardo Barros construía boas tramas e logo começou a achar espaços na defesa do Colo-Colo. Os chilenos ainda precisaram queimar sua primeira alteração logo aos cinco minutos, quando Pablo Mouche se lesionou. E depois de um chute de Fabinho que o goleiro rebateu, o primeiro tento saiu aos seis. Pedro Henrique estava na bola para desviar a cobrança de escanteio, mas Felipe Campos se antecipou e fez ele mesmo o serviço de balançar as próprias redes.

O gol não diminuiu o ritmo do Athletico, que permanecia em cima do Colo-Colo. O segundo tento veio aos 13, numa boa trama entre Christian e Léo Cittadini. Após o passe no meio da área, Erick chegou dividindo com Gabriel Suazo e o meio-campista chileno mandou para dentro. O Furacão, além do mais, travava bem o Cacique e mal deixava os adversários passarem do meio-campo. A primeira finalização dos visitantes viria apenas aos 30 minutos, num chute para fora. Mesmo caindo de nível, os rubro-negros estiveram até mais próximos do terceiro antes do intervalo, com Pedrinho mandando rente à trave.

O Colo-Colo precisava reagir e voltou ao segundo tempo com duas alterações. Os chilenos tentariam sair mais ao ataque, mas também davam mais campo para os paranaenses partirem em velocidade. Santos seria um pouco mais exigido, embora Pedrinho desse trabalho e Erick tenha forçado uma boa defesa do goleiro Brayan Cortés. Que não fosse uma partida totalmente sob controle, o Furacão conduzia a vantagem com certa tranquilidade. E outra boa oportunidade viria aos 29, em saída tresloucada de Cortés, que Abner não aproveitou.

O Colo-Colo apresentava pouquíssimo, sem criatividade para ameaçar Santos. O Athletico também tinha organização para evitar os riscos. O embate se concentrou na intermediária, sem qualidade. Em meio às alterações da segunda etapa, a partida perdeu ritmo e não indicava qualquer reviravolta. Somente nos acréscimos é que Santos voltaria a aparecer, pegando em dois tempos um arremate de Felipe Campos. Mas era pouco para atrapalhar a segurança dos rubro-negros, especialmente pela maneira como os colocolinos também caíram fisicamente.

O Athletico Paranaense chega aos nove pontos no Grupo C da Libertadores. O Colo-Colo vem com seis, enquanto Jorge Wilstermann e Peñarol aparecem com três – ambos se enfrentam nesta quinta-feira, na Bolívia. O Furacão estará de olho no que acontecerá no Félix Capriles, já que seu próximo compromisso será em cara contra os bolivianos. A depender do resultado, tem a chance de garantir a classificação até mesmo com um empate na próxima semana.