Com 14 derrotas nos seus 14 jogos pelo Campeonato Italiano até este domingo, o Benevento novamente mostrou esforço contra o Milan. Buscou o gol, conseguiu empatar, fez a defesa do Milan trabalhar. Mas parecia que a dura realidade se imporia novamente ao lanterna da Serie A: mesmo sem brilho, o time rossonero fazia 2 a 1, na estreia de Gennaro Gattuso como técnico da equipe. Até o heroísmo de Alberto Brignoli, que efetivamente fez o que vários goleiros já se arriscaram a fazer: partiu para a área nos acréscimos, cabeceou a bola e garantiu o empate por 2 a 2, rendendo enfim o primeiro ponto ao debutante na Serie A após 15 jogos.

Difícil dizer o que foi mais merecedor de críticas: se a postura desatenta da defesa do Benevento ou se a lentidão milanista. Aos 11 minutos do primeiro tempo, quase o Milan ganha o primeiro gol de “presente”, em falha da zaga: ao tentar recuar a bola para o goleiro Alberto Brignoli, Gaetano Letizia deixou Nikola Kalinic em condições de entrar na área e finalizar. Brignoli saiu rapidamente para evitar o pior, rebatendo – na sobra, Suso chutou para fora.

Depois, foi a vez do Milan sofrer, principalmente nas bolas aéreas. Assim o time da casa teve suas duas chances – aos 21 minutos, com Ledian Memushaj completando após Vittorio Parigini escorar de cabeça, e aos 33, com o próprio Parigini. Todavia, quem aproveitou pelo alto foi o time visitante, que fez 1 a 0 aos 38 minutos: após Franck Kessié cruzar, Giacomo Bonaventura precisou tentar dois cabeceios até colocar a bola nas redes pelo lado de dentro.

Ainda assim, o Benevento continuou tentando. E teve sua primeira recompensa com o empate, aos cinco minutos do segundo tempo. Após escanteio, Letizia arriscou o chute de voleio. Gianluigi Donnarumma ainda conseguiu rebater, mas o romeno George Puscas estava atento à sobra para marcar o gol de empate.

Se de um escanteio o Benevento alimentou sua esperança, de outro escanteio veio mais um duro golpe, aos 12 minutos. Outro córner foi batido, e o goleiro Brignoli ainda conseguiu rebater. Na sobra, Bonaventura cruzou, e Nikola Kalinic completou de cabeça para o 2 a 1 (com falha de Brignoli, aliás).

Restava ao time da casa buscar o gol. E assim foi, no Ciro Vigorito: pressão, pressão e pressão. Que ficou maior ainda aos 30 minutos, quando Alessio Romagnoli derrubou Letizia, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Aumentaram os ataques, as bolas cruzadas, o Milan cada vez mais se encolhia no campo de defesa. Todavia, parecia que o Benevento amargaria de novo a dura realidade de continuar sem pontos na tabela.

Até os 49 minutos do segundo tempo. O penúltimo minuto dos acréscimos dados pelo juiz Maurizio Mariani. Danilo Cataldi foi cobrar falta da esquerda. Brignoli foi para a área, como tantos goleiros de times sendo derrotados já foram e ainda irão. A torcida parada. Cataldi bateu. E parecia que o destino tinha de parar o tempo mesmo, para que o goleiro do Benevento, emprestado pela Juventus, pudesse desviar a bola de leve, no canto esquerdo de Donnarumma, para sair eufórico, ser abraçado por todos os jogadores e virar o herói do primeiro ponto que seu clube ganhou na temporada. Certo, a realidade ainda é a última posição. Mas qual torcedor se importará com isso neste domingo?


Os comentários estão desativados.