Os clubes brasileiros vêm enfrentando claras dificuldades na Copa Sul-Americana. Atlético Mineiro, Fluminense e Goiás amargaram a eliminação logo na primeira fase, enquanto o Vasco avançou no limite. O Bahia, no entanto, escreveu uma história diferente e passou com sobras à próxima etapa da competição continental. Os tricolores não vinham de um início de ano fácil, sobretudo após a eliminação na Copa do Brasil, mas não deram chances ao Nacional do Paraguai. Se a classificação estava encaminhada desde os 3 a 0 da ida, os baianos também ganharam a volta por 3 a 1, em Assunção. Foi o primeiro triunfo do clube no exterior por torneios da Conmebol – em seu 11° compromisso oficial fora do Brasil.

O Bahia encaminhou seu triunfo desde o início. O Tricolor abriu o placar aos dois minutos, em ótimo lançamento de Rossi para Élber desviar às redes. Neste momento, o Nacional precisaria de cinco tentos. E, apesar de uma bola salva por Juninho na pequena área, as principais chances eram todas dos baianos. Rossi teve um gol anulado por impedimento, pouco antes de Gilberto ampliar aos 31, em cobrança de pênalti. E o terceiro viria antes do intervalo, outra vez com o centroavante. Rossi passou para Gilberto, que só escorou na saída do goleiro Santiago Rojas.

Mesmo com a situação tranquila, o Bahia impressionou por sua postura no Paraguai. A equipe marcou forte e jogou com muita velocidade ao longo do primeiro tempo. Somente na etapa complementar é que o time de Roger Machado relaxou. O Nacional descontou aos cinco minutos, em pênalti cobrado por Leonardo Villagra. Os paraguaios também tiveram um gol anulado aos 21, mas era pouco a quem precisava de mais seis tentos. E a verdade é que, contra um adversário baqueado, o Tricolor poderia ter feito mais um na reta final da partida. Foram algumas boas chances perdidas, além de uma bola de Fernandão que parou na trave.

Com os dois triunfos, o Bahia se garantiu no Pote 1 do sorteio à segunda fase da Copa Sul-Americana. A posição é importante, sobretudo para escapar dos times repescados da Libertadores na próxima etapa. Até pela demora na sequência da competição, em partidas reservadas somente para o fim de maio, muito pode acontecer com o Bahia. Mas, que se pese a fragilidade evidente do Nacional, foi um resultado para renovar o ambiente do clube após os deslizes recentes.