O Bahia não perdoou os erros e buscou uma virada categórica, para tirar o Galo da liderança

O Atlético Mineiro convive com as oscilações nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. O time de Jorge Sampaoli lidou com o impacto da Data Fifa, mas não foi a volta de seus jogadores internacionais que permitiu um bom resultado nesta segunda. Melhor ao Bahia, que virou completamente o jogo entre um tempo e outro no Pituaçu. Depois da etapa inicial amplamente dominada pelo Galo, o Tricolor puniu os erros dos adversários e conquistou uma vitória excelente. O triunfo por 3 a 1 coloca os baianos na zona intermediária da tabela, ao mesmo tempo em que segura os mineiros em terceiro. Internacional e Flamengo agradecem, com um jogo a mais, mas também três pontos de vantagem sobre os atleticanos.

O primeiro tempo não fugiu do que se espera de um embate entre Jorge Sampaoli e Mano Menezes. O Atlético Mineiro foi com tudo para cima do desfalcado Bahia, marcando forte e buscando os espaços no campo de ataque. As investidas eram constantes, embora não tão claras. O gol começou a esquentar aos 15, numa bomba de Keno que passou perto. Já aos 20, a bola terminou nas redes. Após o cruzamento que a zaga não afastou, Réver ajeitou e Savarino chutou de primeira. O tiro, quicando, venceu o goleiro Douglas.

Depois do tento, o Atlético pôde diminuir mais o ritmo. Ganhava a partida no meio-campo e matava a estratégia do Bahia, sem deixar que os anfitriões contra-atacassem. Ainda haveria uma reclamação de pênalti sobre Keno, com Lucas Fonseca deixando o joelho no meio do caminho, mas Anderson Daronco não marcou. Naquele momento, nada indicava uma reviravolta no placar: o Galo teve quase 70% de posse de bola, com o sêxtuplo de finalizações, 12 a 2.

A saída do lesionado Réver foi uma preocupação do Atlético para o segundo tempo. Enquanto isso, o Bahia apostou em Gilberto e Marco Antônio, pouco antes da entrada de Daniel. Os mineiros ainda seguiram em busca do segundo gol, com um punhado de arremates para fora, em especial um de Savarino diante do goleiro. Mas não que os baianos se enclausurassem como na primeira etapa. Tentavam sair mais ao jogo e logo passariam a incomodar. O gol veio aos 23, aproveitando um erro do goleiro Everson. O atleticano rebateu a pancada de Gilberto e, depois que Gregore brigou pelo rebote, Daniel guardou. As mexidas de Mano Menezes faziam efeito.

A partir de então, o Atlético ruiu. Os alvinegros sentiram o baque e, enquanto buscavam retomar a vantagem sem a necessária intensidade, cometeram mais erros. Everson se redimiu com uma defesaça ao 28, num passe de Gilberto para Marco Antônio fuzilar com a meta escancarada. Mas a virada ocorreria seis minutos depois, cortesia de Guga. O lateral deu um péssimo passe para trás e permitiu que Gilberto arrancasse. O centroavante driblou Everson ainda fora da área e teve calma escapar do carrinho desembestado de Igor Rabello, deixando o marcador passar lotado, antes de empurrar à meta vazia.

O Atlético Mineiro confiou no garoto Sávio, de 16 anos, em busca da reação. Júnior Alonso poderia ter empatado aos 40, mas parou em ótima defesa de Douglas. E a intervenção do arqueiro faria a diferença. Aos 43, Gilberto guardaria mais um, fechando a contagem. Num contra-ataque imparável do Bahia, o centroavante foi lançado por Daniel e definiu com força na saída de Everson. Daniel e Capixaba ainda poderiam ter feito o quarto nos acréscimos, contra um Galo já entregue, ciente de que não conseguiria salvar os pontos.

O Atlético perde duas posições e aparece em terceiro no Brasileirão. O time fica com 31 pontos, após vencer apenas um de seus últimos quatro compromissos. A partida atrasada já não é mais vantagem ao Galo, que precisa vencê-la para se igualar a Inter e Flamengo. Já o Bahia respira. O triunfo permite ao Tricolor subir quatro posições e fechar a rodada no 12° lugar, com 19 pontos. A zona de rebaixamento fica mais distante.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore