O Atlético Mineiro sobrou nas quartas de final da Copa Sul-Americana. O favoritismo do Galo no confronto diante de La Equidad era evidente e se reforçou na partida de ida, em Belo Horizonte, quando os mineiros dominaram o confronto. A vitória por 2 a 1 pode não ter sido condizente à superioridade, mas permitiu ao time de Rodrigo Santana visitar o Estádio El Campín com a situação em suas mãos. E a classificação se consumou nesta terça-feira com muita firmeza dos atleticanos: defenderam-se bem diante do controle da bola dos oponentes e, sem criar tantas chances, foram cirúrgicos nas subidas ao ataque. O placar de 3 a 1 renova a confiança sobre o que os mineiros podem almejar na competição continental.

Precisando do resultado, La Equidad começou a partida em busca da pressão. Os colombianos trocavam os passes e tentavam encontrar os espaços principalmente nas pontas. O Galo marcava bem e não concedia chances aos anfitriões. E os atleticanos não precisaram de muitas chegadas à frente para inaugurar o marcador, aos 19 minutos. Após escanteio cobrado por Cazares, Réver tentou e a bola acabou voltando em seu peito. Meio sem querer, o zagueiro conseguiu mandar para dentro e aumentar a tranquilidade dos mineiros.

A situação da partida não mudou muito depois do gol. La Equidad seguia no campo ofensivo e mantinha a posse de bola, mas seu ataque era inócuo. Beirou os 80% do tempo com a bola nos pés, sem apresentar qualidade para romper a defesa do Galo. Os atleticanos exibiam muita segurança, sobretudo para afastar os cruzamentos. Além disso, não precisavam forçar no ataque, com a ampla vantagem no placar.

Na volta ao segundo tempo, La Equidad ameaçou uma surpresa. Os colombianos engataram uma postura mais agressiva e arrancaram o empate aos dois minutos. Matías Mier recebeu na entrada da área e acertou uma bomba, para vencer o goleiro Cleiton. O mérito do Atlético foi retomar a dianteira logo no primeiro ataque, aos cinco minutos, através de mais um escanteio. Cazares cobrou, Jair desviou de cabeça e Chará apareceu livre no segundo pau para escorar. Neste momento, os colombianos passavam a necessitar de três tentos para avançar.

La Equidad não demonstrou qualquer poder de reação. Quando ameaçou a meta do Atlético Mineiro, foi mais por erro de Cleiton em bola solta na área. A partida parecia apenas aguardar o seu apito final. E houve tempo para que o lance mais bonito acontecesse, aos 30, para fechar a vitória do Galo. Numa linda troca de passes de primeira, Elias recebeu e chutou cruzado, no canto, tirando do alcance do goleiro. Pintura que concluiu a classificação dos alvinegros.

O nível de desafio se eleva ao Atlético Mineiro nas semifinais. O Colón pode não ter a camisa mais pesada da Argentina, mas vê outros fatores a seu favor. É um clube que vem ganhando espaço nas competições continentais e possui jogadores tarimbados – em lista que inclui Wilson Morelo, Marcelo Estigarribia e Pulga Rodríguez. Seu técnico, Pablo Lavallén, já foi capaz de uma campanha histórica na Libertadores à frente do Talleres, em 2017. E, mais importante, os santafesinos vivem uma grande oportunidade de escrever sua própria façanha e veem sua torcida comprar completamente a ideia, com um apoio massivo a cada jogo. É um adversário que trata a Sul-Americana com enorme ambição. Ainda que o Galo tenha recursos melhores em seu elenco, precisará bater de frente também na vontade.