O Atlético Goianiense não aparecia entre os favoritos ao acesso antes do início da Série B. Vinha de um desempenho modesto no Campeonato Goiano, caindo nas semifinais, enquanto brigou para não cair na Segundona em 2015. No entanto, os rubro-negros demonstraram uma consistência imensa desde o início da campanha. E cada vez mais parecem prontos não só para voltar à elite, mas também para desbancar o Vasco na busca pela taça. Neste sábado, o Dragão conquistou uma vitória imponente sobre o Avaí, terceiro colocado no início da rodada. Os catarinenses vinham de oito vitórias e um empate nas últimas nove rodadas, além de apenas um gol sofrido em sete partidas. Pois o Atlético não tomou conhecimento de seus adversários e enfiou 3 a 0 em Goiânia.

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Desde as primeiras rodadas, o Atlético vem mostrando do que é capaz. Por mais que o Vasco fosse apontado como principal força do campeonato, o Dragão fez frente aos cariocas logo de cara. Os dois times permaneceram pau a pau durante as primeiras oito rodadas, quando os goianos conquistaram seis vitórias. Em junho, a equipe estagnou e permitiu que os vascaínos abrissem vantagem na liderança, terminando o primeiro turno na quarta colocação. Contudo, a recuperação veio com sete partidas de invencibilidade no returno. E diante do mau momento dos cruzmaltinos, o Atlético assumiu a ponta na penúltima rodada, mesmo depois de perder o duelo em São Januário no final de setembro. Primeira colocação ratificada neste sábado, independente da vitória do Vasco diante do Londrina.

O passeio sobre o Avaí começou no primeiro tempo, com total domínio do Dragão. Júnior Viçosa balançou as redes duas vezes depois dos 30 minutos, primeiro cobrando pênalti e depois em boa jogada coletiva, que começou com uma roubada de bola no campo de ataque. Já no segundo tempo, os rubro-negros continuaram sobrando e ampliaram com Luiz Fernando, completando na pequena área. Do outro lado, os catarinenses mal ameaçaram a meta de Klever.

Este foi apenas o terceiro jogo da campanha em que o Atlético Goianiense marcou mais de dois gols. A real força da equipe se concentra na defesa, a segunda melhor da competição, que sofreu apenas 23 tentos e passou 14 das 30 rodadas sem ser vazada. Além disso, o conjunto se sobressai bastante, em uma equipe na qual o protagonista costuma variar bastante jogo a jogo. Méritos do trabalho do técnico Marcelo Cabo, pouco badalado, mas que merece o reconhecimento. O comandante chegou a Goiás em maio, trazido do Resende, após fazer a maior parte de sua curta carreira como treinador no futebol carioca. Curiosamente, ele chegou a trabalhar como assistente de Jorginho, além de atuar como observador da Seleção com Dunga.

Nesta reta final de campanha, o Atlético também espera que sua torcida faça a diferença. No fim de setembro, o clube reinaugurou o reformado Estádio Olímpico de Goiânia, menor que o Serra Dourada, mas mais caloroso. Neste sábado, 11,2 mil rubro-negros encheram as arquibancadas para apoiar o Dragão. Embora a boa fase ajude, o público registrado nos dois jogos no Estádio Olímpico é três vezes maior que a média dos 13 anteriores no Serra Dourada. Na última apresentação na antiga casa, apenas 2,9 mil pessoas viram a vitória sobre o Paraná.

A tabela do Atlético Goianiense possui dificuldade moderada para as últimas oito rodadas. O clube pega quatro times da metade superior da tabela (que brigam pelo acesso, mas estão fora do G-4) e outros quatro da parte inferior, incluindo dois da zona de rebaixamento. Dá para brigar pelo título, ainda mais quando a sequência do Vasco se sugere mais difícil. E, momento por momento, apesar da derrota no último confronto direto, o Dragão está mais embalado para sonhar.

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