O Atlético de Madrid começou a temporada deslumbrando, ao bater o Real Madrid na Supercopa Europeia, mas não demorou a ficar sob pressão. O início inconstante no Campeonato Espanhol era motivo de claros questionamentos. No entanto, bastou aos colchoneros atravessarem a fronteira para novamente desfrutar dos aplausos. Não foi exatamente um jogo fácil contra o Monaco no Estádio Louis II. De qualquer forma, a virada por 2 a 1 já vale bastante ao time de Diego Simeone, um dos raros visitantes a vencer nesta terça-feira inaugural da Liga dos Campeões. Resultado que referenda a força do Atleti e espanta os fantasmas da eliminação precoce na temporada passada.

O Monaco começou o jogo assustando e saiu em vantagem aos 18 minutos. Pane coletiva da defesa colchonera, com menção especial a Saúl, que errou um domínio bobo. Em meio à disputa, Samuel Grandsir empurrou para dentro. Ao menos não demorou para os rojiblancos responderem. O empate saiu aos 31, a partir de um contragolpe. Antoine Griezmann deu um tapa e deixou Diego Costa em ótimas condições para resolver. Já nos acréscimos da primeira etapa, a virada se consumou. Escanteio cobrado por Koke que José Maria Giménez completou dentro da área.

No segundo tempo, disputado em ritmo menos intenso, os monegascos tiveram as principais chances, mas sem precisão nos arremates. O embate constante entre Radamel Falcao García e Diego Godín era a principal tônica do jogo, com o uruguaio levando a melhor, apesar do trabalho árduo do colombiano. Seguro, o Atleti controlava a posse de bola e não corria riscos. O único perigo veio nos acréscimos, em cabeçada de Kamil Glik para fora, que não serviu para estragar a festa dos espanhóis.

Griezmann, sobretudo, teve papel decisivo ao organizar sua equipe e chamar a responsabilidade para a virada. Koke também fez bom trabalho na construção de jogo a partir da esquerda, acompanhado por um sempre seguro Rodri na cabeça de área. O problema do Atlético, no entanto, está sendo o alto número de gols cedidos, em desvantagens que nem sempre consegue recuperar. Desta vez, ao menos, o desleixo atrás não teve custos maiores. Vitória massiva para dar um passo à frente no Grupo A e, ao lado do Borussia Dortmund (que venceu o Club Brugge na bacia das almas, com um gol de Christian Pulisic aos 40 do segundo tempo), se colocar como favorito à classificação. É o objetivo inicial de um time colchonero que tem força para mais.