O ataque do Lobo

Um primeiro turno regular e uma arrancada que contabiliza sete vitórias consecutivas. E na 25ª rodada, há nove jogos para o final da competição, o Wolfsburg está na briga pelo título alemão ao lado de Bayern de Munique e Hamburg, empatado até mesmo no saldo e no número de gols marcados com os bávaros.

Os números no segundo turno impressionam, 53 gols marcados (melhor ataque ao lado de Bayern de Munique), vitórias diante de concorrentes diretos, como Hamburg, Hertha Berlim, Schalke e Stuttgart, além de ser a equipe com melhor aproveitamento em casa. Este desempenho fica mais surpreendente se a ausência prolongada de dois dos principais jogadores do time entrar na conta: Grafite, passou por uma operação no menisco e Dejagah teve que se recuperar de uma hepatite e passaram algumas rodadas de fora. De volta, Grafite tornou-se o maior goleador do segundo turno e tem a grande possibilidade de ser o artilheiro da Bundesliga.

Acertar a defesa foi a primeira preocupação de Felix Magath, já no final do primeiro turno. armou sua equipe com três volantes, Riether-Josue- Gentner e o eficiente Misimovic, jogador que mais deu assistências na Bundesliga era o único responsável pela criação. Com a sequência de bons resultados, o treinador passou a colocar o time mais a frente, apenas com Madlung ou Josue atuando frente a defesa.

Com Misimovic espetacular, a dupla de ataque Grafite e Dzeko, é considerada de maneira antecipada, a melhor da competição. Um levantamento do jornal Sportbild, publicou que Grafite, com 18 gols em 16 partidas é o dono da melhor média da História da Bundesliga, superando Gerd Muller.

Mesmo se o título não vier, o trabalho do treinador Felix Magath no clube pode ser considerado. Sua permanência (ou não) a frente do Wolfsburg é o assunto da vez. Apesar de seu contrato terminar apenas em 2010, um possível interesse do Schalke 04, insatisfeito com Fred Rutten, poderia tirar Magath do clube da Volkswagen.

Desprezando as estatísticas, o Wolfsburg tem reais chances de conquistar o título alemão. Com a aproximação do Bayer de Munique e uma tabela difícil, com cinco jogos fora de casa, inclusive o confronto direto contra o Hamburg, a tarefa do líder Hertha Berlim se complica nas próximas rodadas. Já o Bayer terá o Barcelona pela frente na Liga dos Campeões e o Hamburg pode priorizar o confronto contra o Manchester City pela Copa Uefa.

Pela frente, o Wolfsburg tem a possibilidade de se dedicar apenas ao campeonato nacional e confrontos contra Stuttgart, Werder Bremen e Hoffenheim, com uma visita do Bayern de Munique. Se bem que jogar em casa, não é grande problema para os Lobos. Mesmo com a possibilidade real, o título é citado com timidez, modesto ou confiante, Felix Magath declarou que considera o Bayern de Munique e Hertha Berlim equipes bem melhores.

Os escolhidos de Low

Os confrontos contra Liechtenstein, no dia 28 de março e País de Galês, no dia primeiro de abril não são lá grande coisa, mas a chance e boa para Joachim Low “observar” é boa.

Podolski, foi o escolhido para substituir o lesionado Klose, no ataque. Marcell Jansen ganha nova chance após actuações ruins na selecao, enquanto o lateral direito Andreas Beck ganha a confiança do treinador.

Segue abaixo, os convocados:

Goleiros: René Adler (Bayer Leverkusen), Robert Enke (Hannover 96), Tim Wiese (Werder Bremen)??

Defensores: Andreas Beck (1899 Hoffenheim), Arne Friedrich (Hertha Berlin), Andreas Hinkel (Celtic), Philipp Lahm (Bayern de Munique), Per Mertesacker (Werder Bremen), Marcel Schäfer (Wolfsburg), Serdar Tasci (Stuttgart), Heiko Westermann (Schalke 04)

??Meio-campistas: Michael Ballack (Chelsea), Torsten Frings (Werder Bremen), Thomas Hitzlsperger (Stuttgart), Marcell Jansen (Hamburgo), Marko Marin (Borussia Mönchengladbach), Simon Rolfes (Bayer Leverkusen), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique), Piotr Trochowski (Hamburgo)

??Atacantes: Mario Gomez (Stuttgart), Patrick Helmes (Bayer Leverkusen), Stefan Kiessling (Bayer Leverkusen), Lukas Podolski (Bayern de Munique)