O Arsenal tinha frustrado a sua torcida no primeiro duelo contra o Bate Borisov, pelos 16-avos de final da Liga Europa. Na visita a Belarus, os Gunners não tiveram competência para balançar as redes, mesmo controlando a posse de bola. Os anfitriões foram mais eficientes e conquistaram a vitória por 1 a 0. No Emirates, contudo, o time de Unai Emery conseguiu lidar com a pressão. Foi bem mais incisivo desta vez e conquistou o triunfo por 3 a 0. Carimba a classificação à próxima fase, na competição que precisa ser a principal ambição do clube nesta metade final da temporada.

O Arsenal necessitou de apenas quarto minutos para igualar o placar agregado. Pierre-Emerick Aubameyang fez uma excelente jogada pela direita e cruzou, contando com a colaboração de Zakhar Volkov. O defensor mandou a bola contra as próprias redes, dando a vantagem aos Gunners. A postura da equipe de Unai Emery era diferente, mais ligada e agressiva do que na semana passada. Matteo Guendouzi e Granit Xhaka faziam um ótimo trabalho no meio-campo, principalmente. Foram 13 finalizações apenas no primeiro tempo, até que Shkodran Mustafi ampliasse aos 39, aproveitando um escanteio cobrado por Xhaka.

Muito mais contido do que na primeira partida, o Bate Borisov ainda poderia ter marcado o seu gol quando a diferença era mínima. Stanislav Dragun só não empatou aos oito minutos porque Stephan Lichtsteiner salvou seu arremate em cima da linha. De qualquer maneira, os visitantes precisavam de apenas um tento para complicar as coisas e novamente assustaram no início do segundo tempo. Somente aos 15 minutos da etapa complementar é que o Arsenal ficou numa situação mais tranquila. O goleiro Denis Scherbitski vinha fazendo boas defesas, mas pecou em novo escanteio batido por Xhaka e permitiu que Sokratis Papastathopoulos fizesse o terceiro. Ao final, com a diferença ampla, os Gunners puderam diminuir o ritmo e administrar a vitória. De especial, apenas a participação de Aleksandr Hleb em sua velha casa, reforçando o time do Bate na meia hora final.

O Arsenal ainda encontrou certas dificuldades para converter as suas chances, mas não se nega que atuou em nível bastante superior ao do primeiro jogo. É um time que tenta encontrar seus rumos, em uma temporada que parecia superar as expectativas, mas que já retornou à pasmaceira dos últimos anos no Emirates. A Liga Europa pode mudar esse ambiente. Todavia, contra adversários teoricamente mais fracos do que os principais concorrentes na Premier League, espera-se mais atuações como a desta quinta, e não como a de quinta passada. É o desafio a um treinador que conhece muito bem os atalhos à taça continental.