O América virou, trucidou e afirmou: não vai ser fácil acabar com o reinado do México na Concacaf

Anotando os quatro gols que precisava em 24 minutos, o time do México chega à decisão continental como favoritíssimo

Para quem gosta do fim de dinastias no futebol, a torcida na semifinal da Concachampions era óbvia: após vencer por 3 a 0 na Costa Rica, o Herediano poderia encerrar a sequência de nove títulos dos mexicanos no torneio. Mas, para quem aprecia o futebol bem jogado, não há como deixar de aplaudir o que o América fez. As Águias conquistaram uma virada irrepreensível no Estádio Azteca. Se a equipe da capital precisava de pelo menos três gols, fez o dobro. Vitória por 6 a 0 no placar, com cinco gols marcados apenas nos primeiros 32 minutos de bola rolando. Um resultado para tornar os mexicanos favoritíssimos na decisão contra o Montreal Impact, em busca do sexto título continental do clube.

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A superioridade do América já era notável no papel, apesar do tropeço na Costa Rica. A equipe assumida por Gustavo Matosas perdeu parte da base que serviu a Miguel Herrera para a formação da seleção mexicana na Copa do Mundo. Mesmo assim, a qualidade sobra no elenco. Oribe Peralta, Paul Aguilar e Darwin Quintero são as principais referências de um time que possuem até alguns jogadores que não deram certo no Brasil, mas possuem qualidade – a exemplo de Samudio e Sambueza. A noite no Azteca, entretanto, foi de Darío Benedetto. O ex-atacante do Arsenal de Sarandí balançou as redes quatro vezes no mítico estádio.

O América encaminhou o serviço com apenas oito minutos de jogo, graças aos gols de Quintero e Benedetto. O centroavante, por sua vez, marcou outras três vezes – aos 19, aos 25 e aos 32. Serviço feito (e com folgas) pelas Águilas, que ainda tinham vantagem numérica após a expulsão de Edder Nelson. Uma aula de como se buscar a virada, especialmente contra um adversário acuado pela pressão dos adversários e da própria torcida no Azteca. E o que poderia ser uma goleada por dez, acabou com seis, depois que Alejandro Díaz fechou a conta aos 40 do segundo tempo.

Por todo o histórico dos mexicanos, o América já pintaria como favorito nos dois jogos da final contra o Montreal Impact. Os canadenses contam com um time tarimbado (incluindo Ignacio Piatti, estrela do San Lorenzo campeão da Libertadores em 2014) e conquistaram classificações na raça durante os mata-matas do torneio. De qualquer maneira, o América se agiganta demais com a virada sobre o Herediano. E, para quem foi superado pelo rival Cruz Azul como maior campeão continental da história, vencer esse título tem um significado a mais. Para fazer crer que a maior oportunidade de derrubar os mexicanos na Concachampions se perdeu. Com todos os méritos das Águias.