O adeus a Dino da Costa: artilheiro do Botafogo, lenda da Roma e referência brasileira no Calcio

A década de 1950 foi, muito provavelmente, o período em que o Brasil esteve mais bem servido de grandes atacantes. Várias lendas se consagraram nos maiores clubes do país e outros compatriotas fizeram sucesso nas principais ligas da Europa – parte deles, sem sequer ter a chance de vestir a camisa da Seleção. Dino da Costa é um ótimo exemplo. Dono de números avassaladores pelo Botafogo, o atacante foi descoberto pelo Calcio antes de receber sua primeira convocação. Assim, nunca vestiu a amarelinha, embora tenha se tornado um gigante na Itália.

Primeiro brasileiro a se tornar artilheiro da Serie A, Dino viveu seu auge na Roma, onde se tornou um grande carrasco da Lazio. Também vestiu a camisa da Juventus, além de ter sido campeão por Fiorentina e Atalanta. E que tenha atuado até pela Azzurra, isso se torna uma nota de rodapé diante do que protagonizou por tantas equipes tradicionais. Um nome que precisa ser mais lembrado, especialmente nesta terça, diante da notícia de sua morte. Aos 89 anos, Dino da Costa faleceu de causas não reveladas na Itália, onde viveu por mais de 65 anos de sua vida.

Dino da Costa em uma das voltas ao Brasil

Nascido na Penha, Dino da Costa cresceu batendo bola no bairro da zona norte do Rio de Janeiro e, logo na adolescência, começou a trabalhar em uma tecelagem para ajudar a família. O garoto chegou a se testar por alguns clubes da região – como Olaria, America e Vasco. Não ficou em nenhum deles, para sorte do Botafogo, que pinçou o prodígio ao seu time de juvenis graças a Rogério – tio do novato que havia defendido o clube na década de 1920. Dino atuou como half esquerdo (na posição depois transformada como lateral) e viu sua progressão em xeque quando quebrou a clavícula aos 17 anos. Recuperado e firmado no ataque, passou a empilhar gols com os times menores dos alvinegros. Em 1950, quebraria recordes com 38 tentos no Carioca Juvenil. Assim, não demorou a ascender.

A estreia de Dino no time principal aconteceu em abril de 1951, dois meses antes de completar 20 anos. O atacante logo apresentou seu talento na primeira partida: anotou os dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, pelo Torneio Municipal. Mesmo poupando titulares em parte da campanha, o Botafogo seria campeão do certame e o novato anotou outros quatro gols na competição. Durante os meses seguintes, dividiria os seus tentos entre os aspirantes e o time de cima, até se firmar como titular em 1953, sob as ordens de Gentil Cardoso.

Já em 1954, Dino da Costa realmente estourou pelo Botafogo. Aos 23 anos, o atacante se transformaria na grande figura alvinegra naquela temporada. Foram sete gols no Torneio Rio-São Paulo, artilheiro do campeonato apesar da péssima campanha botafoguense, com o time terminando em último entre os dez participantes. O desempenho não melhoraria tanto assim no Campeonato Carioca. O Botafogo ocupou o modesto quarto lugar, depois de avançar ao hexagonal final na sexta colocação. Nada que reduzisse o brilho de Dino, autor de 24 gols e também artilheiro da competição. Ainda seria exaltado pelas vezes em que balançou as redes numa excursão pela Colômbia e no chamado Torneio Quadrangular Interestadual – faturado pelos alvinegros em cima de Palmeiras, Fluminense e Internacional.

Dino da Costa pelo Botafogo

Atuando como centroavante ou meia, Dino da Costa terminou o ano de 1954 com a marca espetacular de 58 gols em 62 aparições pelo Botafogo. Ainda hoje é o maior goleador do clube em uma única temporada. Destacava-se ao lado de Luis Vinícius e Carlyle, num time onde jovens como Garrincha e Quarentinha começavam a ganhar espaço. A transformação da carreira de Dino, de qualquer maneira, aconteceria em 1955. Naquele ano, o Botafogo participou de uma excursão pela Europa, logo depois de disputar o Torneio Rio-São Paulo. Foram 18 partidas realizadas pelos alvinegros durante dois meses, em sete países diferentes.

O saldo do Botafogo seria bastante positivo. O time acumulou 11 vitórias e sofreu apenas duas derrotas. A equipe treinada por Zezé Moreira contava com a tarimba de Nilton Santos e Danilo Alvim, enquanto também desfrutou de grandes atuações de Luis Vinícius e Garrincha. Ainda assim, o grande nome da turnê foi Dino, que acumulou 18 gols – e, de quebra, ainda atuou como correspondente ao Jornal dos Sports, mandando os relatos dos jogos e até mesmo as fotos para a publicação no principal jornal esportivo carioca.

Dino amedrontou algumas das melhores defesas da Europa. O atacante chegou a fazer dois tentos contra o Real Madrid em Chamartín, com Di Stéfano e tudo; mais dois no Atlético de Madrid em pleno Metropolitano; três em cima do Stade de Reims, já estrelado por Kopa; dois na seleção holandesa protagonizada por Faas Wilkes; um no combinado entre Juventus e Torino, com as presenças ilustres de Boniperti e Bearzot. Já a partida mais importante ao atacante de 23 anos aconteceu no Estádio Olímpico, diante da Roma.

Dino da Costa em ação

O Botafogo venceu os giallorossi por 3 a 2. Apesar da presença de Alcides Ghiggia do outro lado, o uruguaio não conseguiu se criar para cima de Nilton Santos. Os gols do triunfo seriam anotados por Garrincha, Paulinho e Dino da Costa – este, um dos grandes nomes botafoguenses da partida, ovacionado pela torcida após balançar as redes. “É difícil julgar um jogador de outro mundo do futebol, mas pode-se julgar Dino. O seu gol foi um autêntico golpe de mestre”, escreveu o Corriere dello Sport, no dia seguinte, elogiando ainda os dribles do jovem e sua capacidade de acertar bons chutes de qualquer canto.

Naquele momento, os clubes italianos já cresciam os olhos na contratação de Dino da Costa, com avô italiano que facilitaria sua inscrição na Serie A. A Internazionale aparecia entre os interessados. Todavia, a Roma tinha manifestado suas intenções aos dirigentes botafoguenses antes mesmo do embate na capital e teve certeza de que deveria fazer a compra após o encontro. Os romanistas pagaram 50 milhões de liras pelo negócio, o equivalente a US$ 86 mil. Dino custou apenas 2 milhões de liras a menos que Alberto Schiaffino, que quebrou o recorde de contratação mais cara da época em 1954, quando trocou o Peñarol pelo Milan. Também ao final da excursão, Luis Vinícius assinaria com o Napoli. As vendas abriram espaço para que Didi e Paulinho Valentim chegassem como novos protagonistas ao Botafogo.

Dino da Costa despediu-se, àquela altura, como o quinto maior artilheiro da história do Botafogo – atualmente, ocupa a décima colocação. Anotou 137 tentos em 174 jogos, sendo 36 em 51 aparições pelo Campeonato Carioca. E causaria impacto em tempos nos quais a Serie A redescobria o talento brasileiro. Embora outros jogadores do país já tivessem passado por clubes italianos, em especial os oriundi dos anos 1930, aquela temporada marcaria uma reabertura do Calcio aos futebolistas do Brasil. Além de Dino da Costa e Luis Vinícius, outros dois nomes notáveis desembarcaram nos principais times locais. Nardo não causaria grande barulho na Juventus, após deixar o Corinthians. Bem diferente seria a história de Julinho Botelho, ao trocar a Portuguesa pela Fiorentina.

Dino da Costa (ao centro) recebe jogadores da Seleção em excursão à Itália em 1956

Logo em sua primeira temporada, Dino da Costa deu motivos para ser idolatrado na Roma. Os giallorossi eram treinados por György Sárosi, histórico atacante da Hungria nos anos 1930. O uruguaio Alcides Ghiggia e o húngaro István Nyers eram as outras referências estrangeiras. Enquanto isso, entre os italianos, apareciam alguns jogadores de seleção – a exemplo do zagueiro Giacomo Losi, do meio-campista Egisto Pandolfini, do atacante Carlo Galli e do capitão Arcadio Venturi. Com esta base, os romanistas encerrariam a Serie A de 1955/56 na sexta colocação.

Logo em sua estreia, Dino da Costa já deixou sua marca, balançando as redes uma vez nos 4 a 1 sobre o Lanerossi Vicenza. Utilizado também como ponta-de-lança, o brasileiro seria o artilheiro da equipe naquela edição do campeonato, com 12 tentos em 34 aparições – mesmo encarando dificuldades para se adaptar ao inverno europeu ou mesmo para fazer amizade com os novos companheiros. Apesar disso, chegou a assinalar uma tripleta contra a Pro Patria, além de vazar a futura campeã Fiorentina no empate por 1 a 1 na capital. Na época, a revista Manchete Esportiva apontava o teor “revolucionário” do brasileiro, pela maneira como adicionou velocidade à linha de frente romanista. “Dino é um técnico fino e o seu estilo apreciado é reforçado por um físico atlético de primeira ordem”, descrevia o periódico. E o atacante ganharia importância rumo ao ano seguinte.

Por mais que tenha buscado o lendário Gunnar Nordahl no Milan, a Roma negociou Nyers (Barcelona), Galli (Milan) e Pandolfini (Inter). O desempenho da equipe não se manteve, com a queda ao 14° lugar na Serie A de 1956/57. E a situação só não foi pior porque Dino da Costa arrebentou naquela temporada. Com 22 tentos em 33 partidas, terminaria como artilheiro do campeonato. Dino viveu alguns momentos marcantes naquela Serie A. O atacante fez dois gols nos 3 a 0 sobre a Lazio durante o primeiro turno, assim como anotou os dois no triunfo por 2 a 1 sobre a Juventus em Turim. Já na segunda metade da campanha, além de marcar dois gols nos 2 a 2 contra a Lazio no dérbi, ainda determinou a vitória por 2 a 1 sobre o Napoli dentro do San Paolo. No fim, receberia até uma medalha do presidente romanista, por evitar o descenso.

Dino da Costa pela Roma

“Caí no agrado do público pura e simplesmente por minhas características de jogo. O italiano, quero me referir à torcida, exige do jogador, notadamente de ataque acima de tudo, objetividade. Pouca troca de passes e mais chutes a gol. E o que mais faço é justamente chutar, tentar o gol de qualquer maneira. E tenho tido sorte. A propósito: a torcida pode esquecer tudo que um keeper fez. Milagres autênticos. Pode esquecer que o back salvou um gol. Mas não esquece o artilheiro do match. Não esquece o autor do gol da vitória”, diria Dino da Costa, à Manchete Esportiva, explicando sua idolatria no Calcio. Na época, existiam especulações até mesmo sobre um possível interesse do Real Madrid, em oferta cotada em 200 milhões de liras.

Um episódio curioso envolvendo Dino da Costa aconteceu naquele momento, em junho de 1957, logo após se consagrar como artilheiro da Serie A. O São Paulo organizou um torneio amistoso para a construção do Morumbi e a Lazio foi uma das equipes convidadas. Em acordo entre as diretorias, os biancocelesti conseguiram a liberação de Dino para que se juntasse à delegação e viesse ao Brasil para a competição. A torcida da Roma, porém, se revoltou. Um grupo de torcedores ameaçou até mesmo incendiar a sede do clube, caso o presidente não cancelasse o empréstimo do craque aos rivais. No fim das contas, os giallorossi cederam à pressão e preferiram não gerar a fúria de sua fanática massa.

A Roma entrou nos trilhos para a Serie A 1957/58, depois de até trocar o técnico no início da campanha. O próprio Gunnar Nordahl assumiu o posto e conciliou a nova função com seu papel no ataque. Dino da Costa permaneceu como a grande referência ofensiva, com mais 19 gols em 33 aparições pela liga. O brasileiro deixou sua marca no empate contra o então campeão Milan e nos 4 a 1 sobre a futura campeã Juventus. Também anotaria em ambos os clássicos contra a Lazio, incluindo os 3 a 0 do primeiro turno. Seria o sexto na lista de goleadores do campeonato, nove tentos atrás do juventino John Charles, o artilheiro daquela edição.

Ghiggia e Dino da Costa pela Roma

Dino da Costa ganhou cidadania italiana assim que se mudou ao país. Desta maneira, pôde reforçar a seleção local num momento de crise, durante as Eliminatórias para a Copa de 1958. Com duas vitórias e uma derrota no grupo também composto por Portugal e Irlanda do Norte, a Itália chegou à última rodada dependendo de um empate em Belfast para se classificar ao Mundial da Suécia. Para cumprir a missão, a Azzurra acabou se reforçando com os oriundi. Além do brasileiro, nomes como o argentino Miguel Montuori, bem como os uruguaios Ghiggia e Schiaffino, viraram trunfos ao time.

Contudo, o sonho italiano terminaria com a derrota por 2 a 1 diante da Irlanda do Norte. Os donos da casa abriram dois tentos de vantagem em 28 minutos. Dino esboçou a reação, ao descontar para a Itália no início do segundo tempo. Só que a expulsão de Ghiggia freou as pretensões dos bicampeões mundiais, que se ausentariam da Copa. Aquela foi a única aparição de Dino da Costa pela Azzurra, já que a eliminação acabaria na conta dos “estrangeiros que não se esforçavam”. Defenderia apenas a seleção militar, durante o serviço obrigatório em 1959. Inclusive, liderou o país à conquista do Mundial da categoria naquele ano.

Em tempos nos quais a seleção brasileira não convocava jogadores em atividade no exterior, Dino da Costa sequer seria cogitado à Copa do Mundo de 1958, mesmo em grande fase. Ao menos, o artilheiro da Roma chegou a se encontrar com os companheiros para desejar boa sorte antes da viagem à Suécia. Durante a reta final da preparação, o Brasil disputou amistosos contra Fiorentina e Internazionale. Dino esteve presente na concentração e se encontrou com antigos colegas. “Mas você ainda não endireitou essas pernas?”, foi a brincadeira que fez ao ver Garrincha, dizendo que o Mané “ficaria rico se resolvesse jogar na Europa”. Também rasgou elogios a José Altafini, o Mazzola, que pouco depois seguiria seus passos e se tornaria um dos melhores atacantes em atividade na Itália.

Dino da Costa com Mazzola e Humberto Tozzi, que atuava na Lazio

Para a Serie A 1958/59, a Roma contratou ao ataque o sueco Arne Selmosson, que dividiu o protagonismo na linha de frente com Dino da Costa. O brasileiro fez mais 15 gols naquela campanha, para que os giallorossi fechassem a Serie A na sexta posição. Balançou as redes duas vezes nos sonoros 3 a 0 sobre a Juventus no Estádio Olímpico, enquanto marcou três nos impiedosos 8 a 0 sobre o Napoli. Ainda assim, a Lazio permanecia como sua vítima favorita: foram dois tentos nos 3 a 0 do primeiro turno e mais um nos 3 a 1 do segundo. Todavia, aquele seria o último grande ano de Dino com os romanistas.

Em 1959/60, a Roma contratou o argentino Pedro Manfredini. Ao lado de Selmosson, o novo reforço se tornou a figura principal no ataque giallorosso. Dino da Costa não reproduziu seu nível de atuação e balançaria as redes apenas duas vezes, em 17 aparições pela Serie A. Acabaria cedido à Fiorentina para a temporada 1960/61. Pela Viola, o brasileiro chegou a compartilhar os vestiários com Miguel Montuori, Kurt Hamrin, Giuliano Sarti e Enrico Albertosi. Faria sete gols na Serie A, que impulsionariam o time ao sétimo lugar. Mais importante, conquistaria a Copa da Itália, com gols nos 6 a 4 sobre a própria Roma nas quartas e também nos 3 a 1 sobre a Juventus na semifinal. A Fiorentina faturaria ainda a Recopa Europeia, com Dino vestindo a camisa 10 nas seis partidas dos italianos na caminhada rumo à taça.

Após atravessar o verão inteiro treinando, Dino da Costa retornou brevemente à Roma em 1961/62. Disputou apenas a primeira metade da temporada com os giallorossi, o suficiente para que integrasse o elenco campeão na Taça das Cidades com Feiras – a precursora da Copa da Uefa. Jogaria a primeira partida da decisão contra o Birmingham City. No mercado de inverno, acertou sua transferência à Atalanta e deixaria sua marca no elenco estrelado pelo argentino Humberto Maschio. Dino fez seis gols no segundo turno da Serie A, incluindo um no reencontro com os romanistas dentro do Olímpico, apesar da derrota por 3 a 1.

Já passando dos 31 anos, Dino da Costa recobraria seu prestígio com a Atalanta na Serie A 1962/63. Anotou 12 gols no campeonato, chegando a impor uma derrota à poderosa Internazionale por 2 a 1 em Milão. Mais notável, também contribuiria para que a Dea levasse a Copa da Itália. O jovem Angelo Domenghini foi a estrela da conquista, com uma tripleta na decisão contra o Torino. Dino da Costa, em compensação, marcou gols decisivos em três fases distintas – inclusive o que valeu a vaga na final, com o triunfo por 1 a 0 sobre o Bari na semi. O sucesso em Bérgamo permitiu que o atacante firmasse contrato com a Juventus para a Serie A 1963/64.

Dino, Nenê e Del Sol pela Juventus

Dino da Costa permaneceu três temporadas com a Juve, atuando até mesmo na zaga. Integrou uma equipe que ainda contava com o craque Omar Sívori, enquanto tinha o brasileiro Nenê e o espanhol Luis del Sol. Mas não eram tempos abastados nem para o clube e nem para o veterano. Reserva em seu primeiro ano, Dino virou titular em 1964/65 e fez seis gols na Serie A, com a Velha Senhora ocupando a quarta colocação. Os bianconeri ainda seriam campeões da Copa da Itália e vices da Taça das Cidades com Feiras. Por fim, a despedida do brasileiro na Serie A aconteceu em 1965/66. Balançou as redes só duas vezes pelo campeonato, mas uma delas no triunfo por 1 a 0 sobre a Lazio no Estádio Olímpico, relembrando os tempos de algoz.

Em 11 temporadas na Serie A, Dino da Costa anotou 106 gols em 281 partidas. Entre os brasileiros, apenas Luis Vinícius e Mazzola balançaram as redes mais vezes que Dino na história do Campeonato Italiano. Sua vítima favorita foi justamente a Lazio, com 12 tentos no total diante dos biancocelesti. Destes, 11 foram assinalados com a camisa da Roma, que o mantêm ainda hoje como o maior artilheiro do Derby della Capitale. Em jogos oficiais, apenas Francesco Totti balançou as redes tantas vezes quanto o brasileiro nos clássicos.

Já no fim da carreira, Dino da Costa defendeu o Verona na Serie B 1966/67. Anotou cinco gols e não possibilitou o acesso. Já a aposentadoria aconteceu em 1967/68, integrando o elenco do Ascoli na Serie C. Depois de pendurar as chuteiras, Dino até buscou a carreira de técnico. Dirigiu os juvenis da Juventus e do Verona, além de equipes amadoras, mas nunca foi além. O momento mais curioso aconteceu quando levou Garrincha, seu velho companheiro de Botafogo, para atuar num pequeno time da região metropolitana de Roma. Embora tenha trabalhado com escolinhas de futebol, Dino passou a viver de outros investimentos, com vários imóveis no Brasil e até mesmo uma loja de presentes na Praça de São Pedro. E a Itália seguiu como seu lar. Casado com uma italiana, o brasileiro morou no país até seus últimos dias. Por lá, as memórias mais expressivas de sua carreira prevalecerão.

Vale conferir também o texto dos amigos da Calciopédia, que serviu como uma das bases a este artigo.