Nem Barcelona ou Real Madrid. O jogo mais importante da rodada no Campeonato Espanhol aconteceu no Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, onde Sevilla e Atlético de Madrid se encontraram buscando a afirmação na parte superior da tabela. Como era de se esperar, o equilíbrio imperou no duelo, intenso e muito bem disputado. Mas, ao final, os goleiros fizeram a diferença para o placar. Prevaleceu o empate por 1 a 1, em que os colchoneros tiraram o prejuízo ainda no primeiro tempo, embora qualquer lado pudesse ter saído a vitória no segundo. Melhor aos comandados de Diego Simeone, que voltam com um ponto da Andaluzia e se mantêm à frente dos oponentes na tabela.

O primeiro tempo demorou um pouco a pegar no tranco, até que os goleiros começassem a ser exigidos. Tomás Vaclík foi o primeiro a aparecer, com uma defesa segura em chute de Antoine Griezmann. Já do outro lado, Jan Oblak respondeu com um milagre. André Silva soltou um petardo de fora da área e a bola ainda desviou no meio do caminho, para o esloveno desviar com a ponta dos dedos, rumo à trave. Porém, o início mais agressivo do Sevilla rendeu o primeiro gol aos 37 minutos. Jesús Navas era a principal válvula de escape da equipe e o corredor pela direita funcionou. Daniel Carriço ajeitou a bola e Wissam Ben Yedder girou de primeira, estufando as redes.

 

Ao menos o sofrimento do Atlético não durou muito. Depois de parar em Vaclík mais uma vez, Griezmann decretou o empate aos 45. A cobrança de falta do francês nem foi tão colocada, mas teve uma curva venenosa para tirar o goleiro da jogada. Além do mais, o salto de Sergi Gómez no vazio, tentando afastar o perigo de cabeça, também atrapalhou. O gol deixava o duelo aberto para o segundo tempo. Foi quando os goleiros realmente brilharam, diante do equilíbrio que insistia na Andaluzia.

Com Simeone correndo menos perigo pela esquerda, ao deslocar Koke para bloquear Navas, o Atlético cresceu e Vaclík trabalhou mais. Foram três defesas difíceis do goleiro do Sevilla. Primeiro, desviou com o pé o arremate de Saúl Ñíguez. Depois, parou Griezmann no mano a mano. E ainda rebateu uma bomba de Thomas Partey, em sua melhor intervenção da noite. Oblak, de qualquer maneira, não ficou tão atrás. Pablo Sarabia e Joris Gnagnon tentaram superar o esloveno, sem sucesso diante de sua segurança e de sua elasticidade. Ao final, ainda houve um foco de tensão, com os jogadores de ambos os lados se desentendendo – fruto natural de um jogo tão vívido. Por aquilo que foi a partida e pela maneira como os arqueiros salvaram suas metas, o empate foi um placar condizente no Ramón Sánchez-Pizjuán.

O Atlético de Madrid permanece na segunda colocação. Soma 35 pontos, a dois do Barcelona, que pode disparar na liderança ao final da rodada. Já o Sevilla é o terceiro, com 33 pontos – correndo o risco de ser igualado pelo Real Madrid neste domingo. Ambos são candidatos inegáveis às vagas na Liga dos Campeões, embora a falta de consistência atrapalhe na disputa pelo título, mesmo em uma temporada tão equilibrada no Campeonato Espanhol. Desta vez, ao menos, a impressão foi positiva para os dois concorrentes.