A Copa Sul-Americana surge como um importante objetivo a Corinthians e Fluminense neste segundo semestre. É a chance real de conquistar um título continental e que, particularmente aos tricolores, serve de alento em meio à situação caótica no Brasileirão. O primeiro confronto pelas quartas de final, entretanto, viu duas equipes sem ímpeto em uma partida gélida. Os corintianos tiveram um pouco mais de iniciativa em Itaquera e até acreditaram no triunfo durante o final, mas a bola de Gustagol no travessão impediu a comemoração. Melhor ao Flu, que apazígua sua crise recente com uma apresentação equilibrada e leva o empate por 0 a 0 ao Rio de Janeiro, mantendo as esperanças de classificação diante de sua torcida.

Depois das boas vitórias contra o Montevideo Wanderers, o Corinthians não encontrou a mesma facilidade diante do Fluminense. Os tricolores já apresentavam outra postura após a demissão de Fernando Diniz. Comandada pelo interino Marcão, ex-volante do clube, a equipe se portava de maneira compacta na defesa e teve um bom início de partida, ao conseguir travar a posse de bola do Corinthians. Não queria dizer, porém, que era um bom jogo. Pelo contrário, o que se via era um duelo amarrado e com seus picos de confusão.

As chances de gol durante o primeiro tempo foram praticamente inexistentes. Quando o Corinthians melhorou nos 15 minutos finais e conseguiu finalizar, Muriel fez as defesas sem grandes dificuldades. Além do mais, o Fluminense também não se criou no ataque, mesmo tentando acelerar com os passes de Ganso. Restringiu-se a um chute desviado de Nenê que seguiu para escanteio. O principal momento de perigo aconteceu nos acréscimos, quando os alvinegros buscavam apertar mais na frente. Em boa jogada, Fágner realizou o cruzamento e Igor Julião fez o corte providencial, antes que Júnior Urso concluísse. Pouco a quem esperava alguma emoção na Arena.

O segundo tempo melhorou minimamente. O Corinthians voltou mais aceso e rondou a área do Fluminense. Teve dois bons lances em bolas alçadas na área, mas não caprichou tanto nas finalizações. Manoel cabeceou para fora e, em outro momento, depois que Júnior Urso ficou no quase, Pedrinho isolou. Os tricolores reagiram por volta dos 20 minutos, ainda sem criar ataques significativos. No único lance em que Cássio trabalhou, rebateu o chute de longe de Daniel e Nenê foi conseguiu aproveitar o rebote.

Ainda rondando a área do Fluminense na parte final da peleja, o Corinthians tentou ganhar presença de área com as entradas de Boselli e Gustagol. Jadson, outro a sair do banco, se responsabilizava pela organização. Mas, entre os muitos cruzamentos que a defesa neutralizou, os paulistas só aproveitaram a presença de área nos acréscimos – no instante que valeu por toda a partida. Fagner levantou e Gustagol cabeceou com firmeza. Parou em uma defesaça de Muriel, que saltou para trás, desviou a bola levemente e contou com a ajuda do travessão. O goleiro terminou como herói no resultado interessante aos tricolores.

O Fluminense se satisfaz muito mais com o placar. Até pelo momento em que os tricolores tentam acalmar os ânimos, foi importante contar com mais segurança defensiva e garantir o empate. Com a chegada de Oswaldo de Oliveira e o final de semana de folga, terão mais calma para se preparar à vitória no Maracanã. Já o Corinthians fica com o gosto amargo. Contra um oponente em má fase e com o apoio de sua torcida, o time de Fábio Carille outra vez produziu pouquíssimo no ataque. Agora, a responsabilidade é buscar o resultado fora, onde ao menos os paulistas tendem a encontrar um pouco mais de possibilidades aos contra-ataques.