Zé Ricardo chegou ao Internacional provocando mais incômodo na torcida colorada do que qualquer outro sentimento. No entanto, a estreia do treinador à frente do clube não poderia ser mais positiva. O Inter viajou a Salvador e fazia um confronto direto com o Bahia, concorrente pela classificação à próxima Copa Libertadores. Com uma boa atuação ofensiva, os gaúchos viram Paolo Guerrero tomar as rédeas da equipe e comandar a vitória por 3 a 2, com dois gols. Foi um segundo tempo especialmente animado na Fonte Nova – exceto aos tricolores, que se irritaram com a derrota custosa, diante da sequência ruim do time.

A mudança no comando também trouxe novidades ao time. Zé Ricardo trocou o esquema tático e prometia um meio-campo mais leve para se aproximar de Guerrero. Logo nos primeiros minutos, o Inter criou boas chances de marcar. Cuesta carimbou as duas traves com uma só cabeçada, enquanto Wellington Silva forçou ótima defesa de Douglas. Os colorados eram mais agressivos, não só em relação ao Bahia, mas também ao que se via com Odair Hellmann. Era uma postura bem diferente da cautela que persistia longe do Beira-Rio.

Com menos posse de bola, o Internacional era mais direto em seus ataques e também criava mais chances de gol. O Bahia ficou limitado na posse de bola e só melhorou na metade final do primeiro tempo, com a principal oportunidade surgindo em uma bola parada. Enquanto isso, restava aos colorados acertarem as conclusões. Neílton também ficou no quase, em finalização por cima, enquanto Douglas voltaria a trabalhar em chute firme de Guerrero. Se não era exatamente outro time, via-se outro espírito.

A chuva de gols desataria no segundo tempo. E o Internacional se valeu de sua superioridade para abrir o placar logo aos três minutos. Guerrero recebeu um passe na medida de Guilherme Parede e mandou o chute cruzado, que Douglas não pôde alcançar. De fato, o centroavante parecia melhor utilizado com o apoio dos companheiros. Já aos oito, um erro defensivo do Bahia permitiu o segundo dos colorados. Um passe para trás deu a brecha para Guilherme Parede roubar a bola, passar por Douglas e definir às redes quase sem ângulo.

O clima na Fonte Nova contava com vaias da torcida ao Bahia. A equipe reagiu dentro de campo e, depois de alguns lances ofensivos, conseguiu descontar aos 25. Artur passou por Zeca e contou com a sorte, em bola que ricocheteou na trave, antes de bater em Marcelo Lomba e entrar. Contudo, a alegria dos tricolores pouco durou. Três minutos depois, o Inter já anotou o terceiro. Edenílson roubou a bola, partiu em velocidade e serviu Guerrero. O centroavante encarou a marcação, antes de bater colocado. Guerra, que deveria receber o passe e cochilou, provocou a ira dos baianos.

Com a vitória do Inter encaminhada, a partida caiu um pouco de ritmo. Quem insistia era o Bahia em busca do empate. Marcelo Lomba faria uma boa defesa em arremate de Rogério. O segundo gol, por fim, veio aos 40. Juninho aproveitou uma bola ajeitada por Guerra dentro da área e acertou a patada de primeira para superar Lomba. De qualquer maneira, não daria tempo para o tricolor buscar o prejuízo. Em partida com um número razoável de erros, também, os anfitriões pagaram o preço por falharem em demasia.

O mais importante ao Internacional, além da vitória, foi a mudança na atitude e na própria compactação do time. Funcionou e garantiu um resultado que não vinha sendo tão frequente, especialmente pela forma como o ataque rendeu. O ânimo se nota na tabela: os colorados chegam aos 45 pontos e assumem a quinta colocação, acima do Corinthians pelo número de vitórias. Já o Bahia perdeu seu embalo e desperdiçou a chance de vencer um adversário direto. O tricolor é o oitavo, com 41 pontos.

Classificações Sofascore Resultados