Desde o mês passado, a Roma tem um novo proprietário: James Pallota vendeu o clube ao Friedkin Group, de Dan Friedkin, um bilionário americano com investimentos em diferentes setores, do automotivo ao entretenimento, passando por turismo, golfe e “aventura”. Porém, o novo dono garante que, para ele, a Roma não é apenas mais um negócio. Mais do que isso, demonstra também ambição esportiva, falando em ajudar a Serie A a alcançar o patamar da Premier League.

Em entrevista ao site oficial da Roma, Friedkin afirmou que, embora o clube será comandado com o mesmo nível “profissionalismo, disciplina e dedicação” de seus outros negócios, “isso é, em primeiro lugar, uma paixão. Uma paixão pela cidade, pelo time, pelo povo e pelo futebol”.

“Os torcedores me conquistaram. A paixão da torcida local, da Curva Sul, dos torcedores da Roma de todo o mundo. E a cidade é um dos meus lugares favoritos no mundo.”

Friedkin indicou que seus planos para a Roma não se restringem apenas ao clube, mas a todo o futebol italiano, na tentativa de diminuir a desvantagem para a Premier League como principal campeonato nacional do mundo.

“O futebol italiano tem um legado incrível. Não vemos a hora de trabalhar com outros clubes e a liga para expandir a visibilidade da Serie A em todo o mundo. Temos trabalho a fazer para alcançar a Premier League em termos de exposição internacional e receitas, mas não existe razão alguma para que não possamos estar entre as melhores, se não a melhor, ligas do mundo.”

Friedkin ainda não detalhou seus planos a longo prazo em público, mas indica que pretende fazer uma gestão ambiciosa, citando a construção do esperado estádio da Roma, um pilar importante para o crescimento do clube no cenário continental.

“Grande parte disso (do crescimento) é, claro, a infraestrutura, e estamos completamente comprometidos a trabalhar com a cidade para construir um belo estádio o mais rápido possível.”

Segundo a lista da Forbes, Dan Friedkin é o 590º mais rico do mundo, com fortuna estimada em US$ 4,2 bilhões. Embora este dado em si não diga muita coisa, parte da torcida da Roma espera que sua riqueza signifique um maior investimento no futebol do que o que se viu na era Pallotta.

Friedkin também terá o desafio de fazer uma gestão mais próxima do clube. James Pallotta e sua direção foram muito criticados ao longo dos anos por operar a instituição a partir dos Estados Unidos.

Embora precisem ser recebidas com algum ceticismo, afinal é praxe de novos proprietários dizer o que a torcida quer ouvir, as primeiras palavras de Friedkin indicam alguém interessado em maximizar o potencial de um clube tão grande quanto a Roma. Sem experiência na gestão de equipes esportivas, Friedkin precisará, primeiro de tudo, se cercar de pessoas capazes para começar a levar a equipe em uma boa direção.