O assistente de vídeo foi introduzido à Premier League nesta temporada, mas com expressa orientação para que os árbitros utilizem o monitor nas laterais do gramado o mínimo possível, para evitar que o jogo fique parado por muito tempo. Eles a estão seguindo à risca: até agora não houve uma consulta para rever o lance na liga inglesa. Novo diretor técnico da Fifa e membro do painel da International Board, que discute e defines as regras do jogo, Arsène Wenger cobrou que isso mude.

O ex-treinador do Arsenal não quer que a revisão no monitor seja obrigatória, mas que a liga “dê ao árbitro a possibilidade de utilizá-lo”. “No momento, sinto que os árbitros precisam ter um monitor para checar se estão certos ou errados, e ele ganhará credibilidade, especialmente sabendo que o VAR (o assistente na cabine) ainda não tem experiência para tomar esse tipo de decisão”, disse, segundo o Telegraph.

“O que você deseja é que eles intervenham no momento certo. Não vamos esquecer que é assistente de vídeo para o árbitro, então não são eles que precisam tomar a decisão, mas são os que ajudam o árbitro a tomar as decisões corretas”, completou.

Wenger disse que a falta de consistência do VAR na Inglaterra é sua principal preocupação e que gostaria de melhorar a comunicação das decisões aos torcedores que estão no estádio, o que ele admite ser complicado uma vez que palcos importantes como Anfield e Old Trafford. No geral, porém, ele acredita que o balanço na Premier League é positivo – embora a liga esteja sendo muito criticada por usar pouco a novidade.

“Honestamente, acredito que está funcionando muito melhor do que vocês pensam porque eu testemunhei muitas situações anteriormente nas quais sofri com decisões ruins”, disse. “Não vamos esquecer que é o primeiro ano, então claro que tudo não está perfeito e que os ajustes virão. Você tem que educar as pessoas sobre o VAR para ter experiência e educá-lo a intervir no momento certo”.

Ajustes ao protocolo do VAR foram uma das pautas da reunião desta semana da International Board, em cujo painel Arsène Wenger ganhou o direito de sentar ao se tornar chefe de desenvolvimento global da Fifa, anunciado em novembro, seu primeiro emprego desde que deixou o Arsenal.