Foi nos pênaltis, mas o Brasil venceu a Argentina no torneio amistoso. Os argentinos venceram no tempo normal por 2 a 1, com gols no final do confronto, mas na disputa de pênaltis, dois jogadores decidiram. Primeiro, o estreante Diego Cavalieri deu confiança ao time pegando o primeiro pênalti. O último foi nos pés de Neymar, que precisava converter para dar a vitória ao Brasil. E ele fez, ao contrário do que fez no amistoso contra a Colômbia.

Durval, um dos nomes mais questionados quando Mano Menezes fez a convocação, não comprometeu em campo. Jean, que assim como Durval estreou na seleção, participou de todos os gols no tempo normal. E ainda cobrou um dos pênaltis. Fred e Diego Cavalieri, dois dos nomes mais esperados com a camisa da seleção, foram bem. Cavalieri foi melhor, fazendo o se espera de um grande goleiro quando foi exigido. Fred, apesar de sumido em boa parte do tempo do jogo, fez o gol, que é o principal para um centroavante.

Com a Bombonera muito mais vazia do que o habitual, Brasil e Argentina fizeram um jogo quente. Só que ao contrário. Com um primeiro tempo sonolento, foram poucas as chances de gol no jogo. Neymar, em um lance de Arouca, teve uma oportunidade cara a cara, mas não conseguiu fazer. Tocou por cima. O primeiro tempo acabou para os fortes que conseguiram ver até o final. Provavelmente a pelada que você joga no fim de semana foi mais animada.

O jogo parecia ruim no primeiro tempo, mas no segundo tempo mudou. Ficou pior. Mais lento. Mais chato. Os dois times não criavam chances de gol. A melhor chance de gol – sendo muito generoso – foi uma tentativa de lançamento nas costas da defesa, que Martínez apareceu nas costas de Lucas Marques e reclamou de pênalti. Que não aconteceu.

Vieram as mudanças nos dois times. Entraram Carlinhos, Jean e Bernard no Brasil. Só que este último substituiu o lateral direito Lucas Marques, que saiu machucado, e Mano Menezes colocou Jean na posição. Justamente onde não ia bem no São Paulo. Voltou a se destacar no Fluminense atuando no meio-campo, mas não teve muito tempo para mostrar serviço nessa posição.

E foi ali na posição de Jean que saiu o lance do gol argentino. Martínez adiantou a bola e Jean o derrubou. Ficou a dúvida se dentro ou fora da área, mas o árbitro apontou a marca penal. Scocco bateu firma, forte, no alto e sem Cavalieri conseguir chegar: 1 a 0 Argentina, aos 36 minutos. O resultado levaria a disputa para os pênaltis, mas não deu muito tempo para o time argentino comemorar.

Depois de um cruzamento de Bernard para a área, a zaga tirou mal e o lateral improvisado Jean chutou cruzado para Fred desviar sutilmente com um toque por cima e empatar o jogo, aos 40 minutos. E a vantagem brasileira pelo primeiro jogo prevalecia.

E os poucos torcedores brasileiros na Bombonera já gritavam “é campeão”. Só não esperavam que em um contra-ataque surpreendente pelo meio, com o time posicionado em linha quase no meio-campo. Montillo correu com a bola, Jean conseguiu tocar na bola e parecia que ia fazer o corte, mas o camisa 10 argentino seguiu brigando e tocou para Scocco, livre, na cara do gol, bateu firme para mandar para as redes. Argentina na frente novamente, 2 a 1.

Logo na primeira cobrança, Diego Cavalieri pegou o pênalti de Martínez. Thiago Neves marcou pelo Brasil e Montillo bateu para fora. Jean, pelo Brasil, marcou e os brasileiros já abriram 2 a 0 na disputa. Sebá Domínguez bateu muito bem, no ângulo, sem chance de defesa, diminuindo para 2 a 1. Carlinhos, então, perdeu a sua penalidade e deu um pouco de emoção à disputa. O goleiro Orión pegou. Veio então Scocco, que já tinha batido no tempo normal. E de novo, ele bateu no mesmo canto, no ângulo, forte.  Fred, tranquilo, foi para a bola e bateu bem para marcar 3 a 2. Orión, o goleiro, foi para a cobrança. E mandou na gaveta e empatou: 3 a 3. O último pênalti foi de Neymar. E ao contrário do que tinha feito no jogo contra a Colômbia, desta vez o atacante mandou no canto, tranquilo, baixo e deu a vitória ao Brasil.

Ficha técnica

ARGENTINA 2X1 BRASIL

Argentina
Orión; Lisandro López, Sebá Domínguez e Desábato; Gino Peruzzi, Francisco Cerro, Pablo Guiñazú, Walter Montillo e Leonel Vangioni; Juan Martínez e Hernán Barcos (Ignacio Scocco, 23’/2T). Técnico: Alejandro Sabella
Brasil
Diego Cavalieri; Lucas Marques (Bernard, 28’/2T), Réver, Durval e Fábio Santos (Carlinhos, 18’/2T); Ralf, Paulinho, Arouca (Jean, 22’/2T) e Thiago Neves; Neymar e Fred. Técnico: Mano Menezes
Local: La Bombonera (Buenos Aires-ARG)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Gols: Scocco, 34’/2T, 44’/2T (Argentina), Fred, 38’/2T (Brasil)
Cartões amarelos: Réver, Fred (Brasil), Guiñazu (Argentina)
Cartões vermelhos: Nenhum