Nos pênaltis, APOEL se garante entre os oito melhores da LC

Não contente em ser o primeiro clube do Chipre nas oitavas de final da Liga dos Campeões, o APOEL segue fazendo história. Depois de perder por 1 a 0 em Gerland, o time de Nicósia desbancou o Lyon pelo mesmo placar no estádio GSP, forçando o tempo extra. E, com o placar zerado nos 30 minutos adicionais, as penalidades selaram a sorte dos cipriotas. O goleiro Dionisios Chiotis defendeu duas cobranças dos Gones e colocou sua equipe entre as oito melhores da Europa.

O APOEL iniciou a partida com uma postura bastante diferente em relação ao jogo de ida. Os anfitriões apareceram bem mais soltos em campo, acuando o Lyon em seu campo defensivo. E se os cipriotas demoraram 88 minutos para finalizar pela primeira vez em Gerland, foram apenas oito minutos para que o gol saísse em Nicósia. Constantinos Charalambides invadiu a área pelo lado direito, passou pela marcação de Cris e esticou a bola para Gustavo Manduca, que aproveitou o deslocamento de Hugo Lloris para acertar a meta vazia.

Somente depois de sofrer o tento é que os Gones saíram pela primeira vez ao ataque no minuto seguinte, em cruzamento de Michel Bastos que Ederson emendou a bicicleta, mas mandou a bola longe da meta adversária. Já aos 19 minutos, Michel Bastos cobrou falta de longe e Dionisios Chiotis fez defesa segura. Os franceses passaram a dominar a posse de bola e quase empataram aos 24. Ederson bateu falta em direção ao ângulo e Chiotis se esticou para desviar para escanteio.

Somente em um contra-ataque é que o APOEL voltaria a ameaçar. Charalambidis foi lançado pela direita e, mesmo sem ângulo, acertou a rede pelo lado de fora. Os Gones seguiam rondando a área adversária, tentando infiltrá-la principalmente em bolas paradas, enquanto os cipriotas depositavam suas fichas em jogadas em velocidade. Limitados a jogadas pela esquerda, o Lyon assustou novamente aos 38, com Ederson cabeceando para fora cruzamento de Michel Bastos.

O clube de Nicósia pressionaria em busca do segundo gol durante o fim do primeiro tempo. Esteban Solari recebeu passe em boas condições aos 41 minutos e chutou para o gol, mas Lloris conseguiu fazer a defesa com as pernas.

Na volta para o segundo tempo, o APOEL seguiu superior em campo, controlando um pouco mais a posse de bola, ainda que finalizasse pouco a gol. Aos nove minutos, Manduca alçou bola dentro da área e, contra a própria meta, Aly Cissokho carimbou o travessão. Pouco depois, o Lyon daria o troco em mais uma bola centrada por Michel Bastos, que Lisandro López cabeceou para defesa de Chiotis.

A partida seguia com os dois times tensos, atacando com cautela. Os cipriotas ficaram perto de ampliar aos 25 minutos. Charalambides fez grande jogada pela direita e tocou para Esteban Solari, que, da pequena área, não conseguiu finalizar com eficiência. Do outro lado, Lisandro deu trabalho para Chiotis mais uma vez, em cabeçada que o goleiro desviou com a ponta dos dedos.

Os dois técnicos passaram a acionar seus reservas apenas na metade final da segunda etapa. A partir deste momento, o Lyon também voltou a crescer na partida, se postando no campo ofensivo e tentando passar pela marcação do APOEL. Mais contido, o time da casa voltou a se concentrar nos contragolpes. Na melhor das oportunidades, já nos acréscimos, Ivan Trickovski tocou rasteiro para Aílton dentro da área, mas Lloris se antecipou para neutralizar o lance.

Pressão do Lyon na prorrogação, mas nada de gols

O Lyon manteve a superioridade durante o início da prorrogação, concentrando suas melhores jogadas em bolas paradas batidas por Kim Källström. Do outro lado, Aílton era quem mais incomodava pelo APOEL, mas não conseguia concluir suas jogadas com eficiência. Aos 12 minutos, Bakary Koné finalmente conseguiu acertar o gol adversário, mas Chiotis segurou a bola sem grandes dificuldades.

O massacre dos Gones se intensificou ainda mais no segundo tempo da prorrogação. Michel Bastos tentaria a sorte em chute potente aos cinco minutos, mas a bola desviou na marcação e foi para escanteio. O APOEL dava seus únicos suspiros nos contra-ataques. Aos quatro minutos, Após chutão de Chiotis, Aílton perdeu chance de ouro, ao entrar na área e ser desarmado por Bakary Koné.

O time da casa ainda se segurou com um homem a menos, depois que Manduca recebeu o segundo amarelo e foi expulso a seis minutos do fim. Marcinho ainda tentou marcar um gol decisivo em chute de fora da área que passou perto do gol de Lloris. A partida, no entanto, só teve sua decisão nas penalidades.

Os visitantes abriram a série com Kim Källstrom balançando as redes e Aílton igualou. Lisandro chutou na trave e a bola bateu nas costas de Chiotis antes de entrar. Os acertos seguiram com Nuno Morais, Gomis e Alexandrou. Lacazette bateu em seu canto direito e Chiotis conseguiu espalmar. Trickovski converteu a quarta penalidade do APOEL e Chiotis defendeu o chute de Michel Bastos para confirmar a classificação.

Ficha técnica

APOEL 1×0 Lyon (4×3 nos pênaltis)

Local: estádio GSP, em Nicósia (CHP)
Data: 7/mar, quarta-feira
Árbitro: Alberto Undiano Malenco (ESP)
Gol: Gustavo Manduca, aos 8’/1T. Nos pênaltis, marcaram pelo APOEL Aílton, Nuno Morais, Nektarios Alexandrou e Ivan Trickovski. Marcaram pelo Lyon Kim Källstrom, Lisandro López e Bafétimbi Gomis; Alexandre Lacazette e Michel Bastos perderam.
Cartões Amarelos: Gustavo Manduca, Esteban Solari e Aílton (APOEL); Michel Bastos, Bakary Koné e Maxime Gonalons (Lyon).
Cartão Vermelho: Gustavo Manduca (APOEL).

APOEL
Dionisios Chiotis, Savvas Poursaitides, Marcelo Oliveira, Paulo Jorge e William Boaventura; Nuno Morais, Hélder Sousa (Nektarios Alexandrou, aos 2’/1ET), Constantinos Charalambidis (Marcinho, aos 31’/2T) e Gustavo Manduca; Aílton  e Esteban Solari (Ivan Trickovski, aos 28’/2T). Técnico: Ivan Jovanovic.

Lyon
Hugo Lloris, Anthony Réveillère, Bakary Koné, Cris e Aly Cissokho; Maxime Gonalons e Kim Källström; Jimmy Briand (Alexandre Lacazette, aos 9’/1ET), Ederson (Bafétimbi Gomis, aos 28’/2T) e Michel Bastos; Lisandro López. Técnico: Rémi Garde.